Meu coração apertou só de ler isso. Situações assim são delicadas porque misturam educação, autoridade e afeto de um jeito que pode confundir até os adultos. A véspera de algo importante, seja um evento ou uma data especial, carrega um peso emocional grande, e usar isso como momento para 'correção' ou humilhação me parece desproporcional. Crianças absorvem tudo como esponjas — a mensagem que fica não é sobre aprender, mas sobre medo ou vergonha.
Já vi casos parecidos em grupos de pais, e a discussão sempre gira em torno do limite entre disciplina e respeito pela individualidade da criança. Uma coisa é pedir para refletir sobre um erro; outra é criar um ritual de submissão. Se fosse meu filho, tentaria entender o contexto completo, mas meu instinto diz que há formas mais construtivas de guiar uma criança sem ferir sua autoestima.