O Despertar do Alfa
Os olhos vermelhos de um Alfa.
Eles a observavam com atenção fria, avaliando distância, força, tempo. O cheiro dele não era de podridão, era limpo, metálico, antigo. Um cheiro que não pertencia àquela floresta nem a matilha alguma.
Aquele não era um monstro quebrado.
Era o que nasce quando alguém abandona tudo, menos o instinto.
Sia recuou um passo, um som baixo escapando do peito. Ela reconheceu naquele lobo o aviso que ouvira sem entender e não o destino da fera sem alma, mas o do predador que escolheu não sentir.