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Capítulo 100 - Ela já pode dar ordens?

last update Fecha de publicación: 2021-06-28 06:41:35

Magnus foi ao castelo buscar roupa para mim. Enquanto isso eu olhava meu vestido completamente acabado. Quem imaginaria que a lua de mel do príncipe de Noriah tinha sido na cabana de caça dele, há alguns quilômetros do castelo? E que a princesa se encontrava completamente nua nas últimas 24 horas? Sim... Eu era a princesa de Noriah Sul. E uma Chevalier, ironicamente. A vida era mesmo uma caixinha de surpresas. Eu ainda lembrava a primeira vez que entrei no castelo tentando o emprego que tiraria a minha família da miséria. Então encontrei Magnus, no momento que eu achava que estava quase morrendo de tanta fome. Quando vi aquele homem enorme e perfeito na minha frente, achei que era um anjo vindo me buscar. No fim, eu estava certo: ele era o meu anjo, desde o início. Depois fiquei tanto tempo achando que jamais eu poderia ficar com ele, pois seu futuro estava traçado: era Vitória. Mas então me dei conta que um futuro traçado não era nada para um destino cruzado. Vitória poderia ser o futuro de Magnus naquele tempo... Mas jamais imaginei que eu era o seu destino. Eu não sabia como seria dali para frente. Eu entrei no castelo pela porta dos empregados e hoje eu estava no terceiro andar, no quarto principal, com um título de realeza. Se eu estava feliz? Sim... Eu tinha Magnus. Quanto ao resto... Nada importava.

Agora vinha a pior parte: enfrentar a rainha. Só que desta vez seria de igual para igual. Ou pelo menos quase isso. Eu não tinha o poder dela. Mas eu era a esposa de Magnus, herdeiro do trono. E os três anos já estavam em quase dois para que ele assumisse.

Magnus chegou e me trouxe uma roupa e calçados adequados.

- Incrivelmente suas roupas estão no meu quarto. – ele disse rindo.

- Quem pode ter feito isso? – perguntei piscando enquanto me vestia.

- Dereck?

- Ele comprou roupas novas para mim. – eu disse.

- Ele fez isso?

- Eu disse que estava sem nada para vestir. No outro dia um carro cheio de roupas e calçados parou na frente da minha casa. E ele e Kim escolheram tudo pessoalmente. Dereck é fabuloso. Vou confessar que amo outro homem além de você, meu marido: seu irmão.

- Não há quem não ame Dereck. – ele disse.

- Sua mãe. – eu falei sem resistir àquela resposta entalada na minha garganta.

- E será que Anne Marie ama alguém além dela mesma? – ele perguntou.

- Ela ama você. – eu disse.

- Ela ama o que eu serei: o rei. – ele explicou sem parecer muito preocupado ou triste. Eu imaginei que Magnus pudesse ser apegado à mãe, mas pelo visto eu poderia estar enganada.

Ele me ofereceu a mão e disse:

- Vamos, princesa de Noriah! Preparada?

Eu respirei fundo e disse:

- Depois de um bom banho no banheiro do castelo, sim.

Ele deu um sorriso e fomos andando sem pressa de mãos dadas pela floresta até o castelo.

- A casa de caça vai precisar de uma boa limpeza. – eu disse.

- Pode providenciar isso, querida. Será sua primeira ordem dada no castelo.

- Não sei se consigo dar ordens.

Ele riu:

- Você sempre dá ordens, Katrina.

- Não mesmo. – contestei.

Quando entramos no castelo, todos os olhares estavam sobre nós. Magnus não se importava, somente cumprimentava todos gentilmente. Eu passei a fazer o mesmo que o príncipe.

Subimos as escadas do primeiro para o segundo andar. Quando chegamos no outro lance de escadas, do segundo para o terciro, ele me pegou no colo.

Olhei-o confusa:

- Você vai mesmo fazer isso?

- Claro que vou. – ele disse me levando até a porta do quarto.

- Lembro de uma história com esta porta. – falei corando.

- Eu também. Acho que precisamos relembrar na prática o que foi feito aqui... Ocupou minha mente muito tempo, como um sonho distante. – ele disse.

Mas quando abrimos a porta não havia como relembrar o momento. Kim e Derek estavam nos esperando dentro do quarto de Magnus, que eu precisava me acostumar que passaria a ser também o meu.

Dereck estourou um espumante quando Magnus me colocou no chão e nos entregou taças cheias. Olhei para Magnus debochadamente e perguntei:

- Se importa se eu beber, Alteza?

- Beba muito, minha esposa. – ele disse. – Daqui você não sairá hoje mesmo.

Abracei Kim e Dereck e disse:

- Obrigada por tudo que fizeram por mim.

Sentamos os quatro numa mesa redonda e logo chegaram alguns pratos salgados para que pudéssemos degustar. Eu acho que me acostumaria àquela vida bem mais rápido do que eu imaginava.

- Querida, trará sua mãe e seu irmão para cá? – perguntou Magnus.

- Eu... Posso fazer isso? – perguntei surpresa.

- Claro, Katrina. Você é minha esposa... Pode fazer o que quiser. – ele disse alisando minha mão carinhosamente.

Quando terminei minha taça, ele encheu novamente. O olhei divertidamente. Eu não conhecia aquele Magnus: divertido e sorridente. De alguma forma eu havia mudado o príncipe, assim como ele me mudou.

É claro que eu queria que minha mãe e Leon viessem morar comigo. Só não sabia se minha mãe suportaria viver sob o mesmo teto que a mulher que teve um filho com seu marido.

- E Eva? – eu perguntei de repente.

- Eu vou tentar convencê-la a vir morar conosco. – disse Dereck. – Não quero nossa irmã morando num convento.

- Eu concordo. – falei.

- Eu também. Irei com vocês desta vez. – disse Magnus. – Não aceitarei mais ser excluído por vocês dois.

- E Kevin? – eu perguntei.

- Não imagino Kevin morando aqui. – confessou Magnus.

- Não, Magnus... Eu me refiro ao fato de meu irmão estar preso.

- Ele não está preso. – falou Kim rindo. – Surpresa minha e de Dereck. – ele piscou o olho.

- Dereck, você conseguiu libertar meu irmão?

- Sim.

- Mas... Sua mãe?

- Minha mãe nunca quis outro culpado a não ser você, Katrina. Ela nem foi ver quem era o homem que confessou o crime que ela cometeu.

- Então... Você acredita em mim, finalmente?

- Sim. – ele confessou.

- E você? – perguntei seriamente para Magnus.

- Eu reabri a investigação, Katrina. Ainda assim não há nada que aponte para ela. Se for mesmo nossa mãe que matou nosso pai, ela fez de uma forma que jamais será descoberta.

Eu suspirei tristemente. Magnus tinha razão. A rainha Anne não deixaria nenhum ponto solto em seu plano diabólico para me culpar.

- Meu irmão está livre... Isso que importa.

- Para onde ele foi, só Deus sabe. – disse Kim.

- Mas ele partiu com a conta cheia de dinheiro. – falou Dereck.

- Você deu dinheiro a ele? Não acredito que Kevin pediu dinheiro em troca do que fez... Eu devia imaginar. – falei decepcionada.

- Não, Kat. Ele não pediu. Inclusive recusou. Mas o que ele fez foi digno de uma recompensa.

- Dereck tem razão. – disse Magnus. – Só uma pessoa que realmente se importa com a outra faria isso.

- Vocês não conhecem Kevin. – disse Kim debochadamente.

Eu dei um tapa no braço dele e disse:

- Você está falando mal do meu irmão?

- Eu? Imagina...

Realmente Kevin e Kim nunca se deram nada bem. Nem na infância. E acho que nunca seria diferente. Eu amava Kevin, afinal ele era meu irmão. Mas Kim... Ah, Kim era muito mais que um irmão. Kim era o meu melhor amigo, de toda a vida, alguém que faria qualquer coisa por mim, sem nunca, jamais, pedir algo em troca. E nunca passou pela minha cabeça que algum dia poderíamos de alguma forma ficar ligados eternamente por nossos companheiros. Ele estaria comigo para sempre. Eu sabia isso olhando a forma como Dereck olhava para ele.

Eu terminei minha taça e a levantei, dizendo:

- Queridos... Obrigada pela recepção, por tudo que fizeram por mim... No entanto eu vou ter que pedir que se retirem, pois eu preciso urgentemente de um banho.

Eu fui para o banheiro e ouvi Dereck dizendo:

- Ela já pode dar ordens?

- Sim. – confirmou Magnus. – E acho que esta foi a parte que ela mais gostou.

Quando abri a porta do banheiro fiquei imóvel. Era enorme. Eu não conseguia acreditar que eu entraria naquele lugar todos os dias para fazer minha higiene pessoal. Acho que eu poderia morar naquele banheiro. Era totalmente branco, desde as paredes até o teto e o chão. Tinha uma banheira enorme de hidromassagem, que parecia tirada de uma revista de luxo. O lavabo e o sanitário ficavam num lugar reservado. O Box era enorme e tinha dois chuveiros. Por que alguém usaria dois chuveiros? Coisas da realeza, que não tem onde botar dinheiro, pensei enquanto ligava a banheira com água quente.

- Magnus, estou esperando você. – gritei enquanto tirava minha roupa e admirava a água borbulhante.

Não demorou muito para ele estar ao meu lado. Entrei na banheira, sentindo a água quente cobrir parte do meu corpo. Dei a mão para ele, que enquanto pensava em tirar a roupa foi puxado para dentro, sem conseguir ter tempo para se despir.

- Você é louca. – ele disse observando sua roupa toda molhada.

- Sou louca... Por você. – falei tirando a camisa encharcada dele lentamente, abrindo botão por botão.

- Achei que você queria um banho... – ele falou ironicamente.

- Acha mesmo que eu conseguira tomar um banho neste lugar sem você, Alteza?

- Até quando você vai me chamar de Alteza? – ele perguntou divertidamente.

Eu beijei seu pescoço já sem a camisa e disse, abrindo a calça:

- Sempre que estivermos só nós dois. – falei baixo e voltei a usar a língua para excitá-lo.

- Você vai me matar, Katrina... De tanto prazer e sexo.

- Sempre que eu puder, Alteza. – falei puxando seu membro enrijecido e volumoso para fora da calça, sem despi-lo.

Sentei sobre ele e comecei a fazer movimentos circulares. Logo ele agarrou minhas coxas com força, seguindo meu ritmo e tomando minha boca com sede e ardor. Eu cravei minhas unhas em suas costas, tremendo de desejo.

- Alteza... – falei num fio de voz.

- Rápido e com força. – ele falou me tirando com habilidade de cima dele e me colocando de costas na banheira, enquanto enrolava meus cabelos em suas mãos.

Enquanto fazíamos amor a água quente e espumante derramava por todo o banheiro...

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