FAZER LOGINNo dia seguinte fui ver minha mãe. Eu não abriria mão de contar-lhe a notícia de que eu seria mãe pessoalmente. Fui no carro real com um segurança e atrás outro carro sem o brasão real com outros três. Magnus decidiu aumentar a segurança depois da gravidez e eu concordei. Já havia quase levado um tiro na rua no dia em que ele tomou a bala por mim. Então sim, eu tinha medo. Afinal agora eu não estava sozinha. Tinha um bebê dentro de mim... E eu era responsável por ele.
Quando cheguei na casa, Leon estava brincando com o vizinho, seu novo amigo. Quando me viu, correu e me abraçou.
- Pelo visto você gostou mesmo do novo amiguinho. – eu disse.
- Sim, venha conhecê-lo, Kat.
Eu fui até o muro. Os dois brincavam de carrinhos usando o muro como estrada. Achei divertido e criativo. Quando o garoto meu olhou, curvou-se e disse:
- Bom dia, Alteza.
- Não precisa fazer isso, querido. – eu disse lhe dando um beijo no rosto. – Fico feliz por você e Leon estarem se dando bem.
Os dois riram animados e voltaram a brincar. Minha mãe estava me esperando na porta. Abraçou-me com carinho:
- Sinto saudades. – ela disse.
- Eu também. Mas venho quase todos os dias. – observei. – Demorei um pouco para vir esta semana, mas juro que posso me explicar.
Ela riu. Sentei na sala e ela disse:
- Você está tão linda, Kat.
- Obrigada...
- Leite quente?
- Não. – quando ela falou no leite senti meu estômago embrulhar novamente. Como era estranho. Enojava alguns alimentos que sempre amei e tinha vontade de consumir outros que nunca tive. Por sorte isso não aconteceu com a carne.
- Não quer leite? – ela perguntou confusa.
- Não estou com fome.
- Não me diga que alguém está tentando imitar meu leite no castelo. – ela fingiu-se chateada.
- Ninguém faz o leite como você, mamãe. – confessei. – Magnus queria inclusive pegar a receita.
- Traidor... – ela brincou. – O segredo ninguém pode substituir: mãe.
Eu ri e disse:
- Eu tenho uma surpresa.
Ela me olhou atenta. Coloquei a mão no meu ventre. Vi ela imediatamente marejar os olhos e dizer:
- Você vai ter um bebê, Kat?
- Sim...
- Eu... Não acredito. – ela sentou ao meu lado e me abraçou feliz e emocionada.
- Mãe... Você acha que eu vou ser uma boa mãe?
- Claro meu bem... Por que não seria?
- Que medo... De não conseguir.
Ela riu:
- Este sentimento é normal... Vai passar quando você pegar seu bebê no colo pela primeira vez. Então sentirá que pode dar conta de fazer qualquer coisa por aquele serzinho... Inclusive dar sua própria vida.
- Mãe, eu te amo. Desculpe pelo que eu lhe disse... Ou fiz... Com relação ao meu pai.
- Kat, não precisamos falar sobre isso.
- Precisamos. Hoje eu entendo tão bem tudo que você passou...
- E entende seu irmão?
- De certa forma, sim. Embora eu não ache que isso justifica as coisas ruins que ele faz ou já fez.
- Ele tem tentado melhorar.
- Eu sei. E espero do fundo do meu coração que ele consiga.
- Kevin conheceu uma garota.
- Kevin com uma garota? – fiquei surpresa. – Fico feliz. Agora acredito que ele possa mudar de verdade... Por ela.
- Ele me visita com frequência.
- Que bom... Ele sempre foi muito apegado à você. Acho que a presença de nosso pai que o fazia vir menos.
- Sim... E você... Falou com Domênico?
Eu respirei fundo. Lá vinha minha mãe de novo fazer eu me sentir culpada.
- Sobre o quê? – me fiz de desentendida.
- O bebê...
- Não... Ele sequer me deixou falar sobre o casamento. – confessei.
- Eu achei que ele reagiria assim.
- Disse que eu lhe dei falsas esperanças...
- E não deu?
- Não... – eu disse sem ter muita certeza. – Acho que não... Ou dei?
Ela me acariciou o rosto:
- Sei que você gosta de Domênico. Não da maneira como ele gosta de você. Espero que vocês se resolvam logo... Gosto dele.
- Eu também. – admiti. – Vivemos muita coisa juntos para simplesmente nunca mais nos falarmos.
- Foi só por isso que eu ainda conversava com seu pai. – ela admitiu.
Olhei-a e passei a entender tanta coisa que eu não entendia.
- Não quero que ele seja meu amigo, muito menos passe por cima de tudo que eu fiz de ruim... No entanto não quero que quando ele lembre de mim, seja de uma forma negativa... Pois eu só tenho coisas boas para lembrar dele.
- Entendo. Mas eu sabia que Magnus seria escolhido desde o início...
- Como você sabia?
- A forma como vocês se olhavam... No enterro do seu pai. O fato de ele ter largado tudo e ter vindo ficar com você. Eu tive medo... Por você... No entanto eu vi que tinha amor de ambos. E sabia que aquilo ninguém apagaria. Nem mesmo a rainha... Falando nela, como está com relação ao neto?
- Ela ainda não sabe... Pelo menos não oficialmente.
- E quando vocês irão contar?
- Hoje à noite.
- Boa sorte para você e Magnus.
Naquela noite, Magnus pediu que a mãe fizesse a refeição em família. Quando a rainha chegou, todos já estávamos sentados à mesa. Ela sentou-se e disse, olhando para Kim:
- Achei que a refeição seria em família. – enquanto isso ela colocava o guardanapo sobre as pernas.
- E é em família. – observou Magnus.
- Então eu não fui comunicada oficialmente sobre isso... Não sabia que a dama de companhia de Katrina era da família.
- Ele não está aqui por ser dama de companhia. – eu falei. – Ele é meu amigo.
- E isso lhe dá o direito de sentar-se à mesa comigo?
Os criados trouxeram o jantar, mas acho que ninguém estava com muita fome. Todos estávamos tensos e eu acredito que ela também. Olhei para Kim e percebi que ele não estava nada à vontade. Quando Dereck assumiria a verdade? Olhei para Lana, que observava tudo de longe. Será que ela admirava a rainha de alguma forma? Era impossível alguém ter admiração por aquela mulher.
- Kim é amigo da família. – disse Magnus se servindo e tentando dizimar um pouco da tensão.
- Não... Ele não está aqui como amigo de ninguém. – disse Dereck. Imaginei que ele falaria enfim a verdade... E se isso acontecesse acabaria com a nossa chance de falar depois sobre o bebê, pois teríamos uma rainha completamente surtada.
- Então me explique melhor, Dereck, por que exatamente esta pessoa está sentada à nossa mesa? – ela perguntou.
- Kim é meu companheiro. – disse Dereck com voz fraca. Eu nunca vi Dereck fraquejar até então. Mas ele estava muito nervoso. E havia sido extremamente corajoso ao decidir enfrentar a mãe. Não sei se Kim não teria mais problemas do que eu.
Ela não pareceu surpresa. Acho até que já imaginava, porém queria ouvir do próprio filho a verdade. Anne era astuta. Ela ficou um tempo em silêncio. Eu conseguia ouvir as batidas do meu coração de tão nervosa que estava. Percebi que Magnus estava trêmulo quando ele pegou o garfo. Alguém ali estava tranquilo com aquela conversa? Creio que não. Decidi que era a última vez que eu ficaria nervosa por algo que envolvesse a rainha Anne. Eu estava grávida. Precisava de uma gestação tranquila para que meu bebê não tivesse nenhum tipo de trauma. Evitaria os encontros com ela a partir daquele momento.
- O que quer que eu diga? Que estou decepcionada? – ela disse. – Não poderia estar mais do que ter tido você como filho. – ela não se alterava e parecia tranquila. – Eu poderia dizer que estou decepcionada com você, Kim. Mas Dereck sempre foi minha maior decepção. Eu não esperava nada melhor dele.
Eu senti como se aquilo ferisse meu coração. Não ousei olhar para Dereck. Continuei fixa no meu prato, pensando se comeria ou não alguma coisa.
- Não me preocupo com o que pensa de mim. – falou Dereck. – A propósito, não penso diferente de você como mãe.
- Mas ainda acho que a garota é culpada. – ela disse apontando o garfo para mim de forma tranquila, mas acusadora. Eu a olhei.
- Como assim? – perguntou Magnus.
- Ela trouxe a criatura para dentro do castelo. – ela explicou.
- Criatura sou eu? – perguntou Kim levantando-se.
Dereck o puxou e o fez sentar novamente. Eu e Magnus sabíamos que a notícia do bebê seria horrível de dar, mas Dereck e Kim estavam piores do que nós. No entanto ela culpava eu por Dereck e Kim decidirem ficar juntos? Por que tamanho ódio pela minha pessoa?
- Sempre a garota... – ela disse ironicamente. – Planejou entrar no castelo, virar princesa, roubar a coroa de Vitória, matou meu marido e convenceu meu outro filho a ficar com esta criatura ridícula.
- Você matou nosso pai. – disse Dereck. – E colocou a culpa em Katrina.
- Nada disso foi planejado. Aliás, ninguém planeja o amor... Ou você planejou o que teve com Adolfo Lee? – perguntou Magnus.
Aquilo de alguma forma a feriu sim. Percebi a raiva aumentar ainda mais no olhar dela. Talvez meu pai tenha realmente significado algo para aquela mulher.
- Vocês estão loucos para saber a verdade, não é mesmo? Pois bem, vou poupá-los desta curiosidade que os consome.
- É possível acreditar em você? – perguntou Magnus.
- Me diga você, meu filho... Acredita que Katrina nunca o traiu com o jovem rebelde? É possível ter confiança em qualquer pessoa nesta vida?
Novamente eu. O que ela queria de verdade? Acabar mesmo comigo?
- Por que abriu mão de sua filha? – eu perguntei. – Por que meu pai não criou o bebê se você não o quis?
- Eu não deixei... Ou ele ficava comigo ou não veria a criança nunca mais.
Todos olhamos atentamente para ela. Talvez a verdade viria agora, enfim.
- Sim, aquele homem idiota e ridículo foi o único que eu amei na minha vida.
Meu pai? A rainha havia se apaixonado por meu pai? Aquilo não podia ser verdade.
- Ele sempre me dizia que ficaria comigo... Mas nunca cumpria sua promessa de deixar Laura Lee.
- E nosso pai? – perguntou Dereck.
- Alfred só foi saber depois...
- Ele soube do bebê?
- Não... Eu escondi a gravidez por todos os meses. Quando a criança estava preste a nascer eu viajei e a tive fora de Noriah.
- Meu pai tinha um bilhete... Avisando do nascimento. – eu disse.
Ela me olhou um pouco surpresa e depois disse:
- Nunca enviei este bilhete. Jurei que ele jamais saberia onde estava a filha. E cumpri minha promessa.
- E... Ele tentou saber?
- Sim. Mas eu costumo cumprir minhas promessas. Ele morreu sem ver a nossa filha.
Eu acho que o que eu sentia naquele momento, era o mesmo que Magnus e Dereck. Ela não tinha nada de amor dentro dela. De que era feita aquela mulher?
- Mas ele continuava prometendo deixar a esposa e não cumpria com sua palavra... Então quando sua mãe engravidou de você... Ele deixou o castelo. E nunca mais voltou.
O silêncio pairava na sala de jantar. Olhei para Lana, que também estava desconcertada.
- Satisfeitas, crianças? – ela perguntou debochadamente. Fez menção de levantar quando Magnus disse:
- Você vai ser avó.
Ela parou na posição que estava por um tempo. Depois levantou e disse:
- Não... Eu não vou ser avó... O fato de você ter um filho com Katrina não significa que eu vou ser avó... Eu renego este herdeiro.
Dizendo isso ela levantou-se e saiu. Eu nem sei se consegui dar uma garfada na minha comida. Eu tinha tantas sensações dentro de mim que estava preste a explodir.
- Eu... Preciso de um calmante. – falei.
- Você não pode tomar um calmante. – disse Magnus. – Lana, providencie um chá para acalmar minha esposa.
- Sim, Alteza. – disse Lana saindo rapidamente.
Eu levantei e minhas pernas ficaram cambaleantes, de tão trêmulas que estavam. Magnus me abraçou e eu senti o coração dele batendo rapidamente, como se fosse saltar para fora.
- Eu vou tomar um calmante. – afirmou Magnus.
Dereck e Kim levantaram e saíram. Magnus e eu fomos logo atrás, diretamente para o nosso quarto.
- Deite um pouco. – disse Magnus.
Logo o chá chegou e ele serviu. Eu tomei o chá doce e ruim. Eu não gostava de chá, mas ainda assim raramente recusava. Ele tomou um calmante e eu tive inveja dele por poder fazer uso daquilo.
- Acha que ela falou a verdade? – perguntei.
- Por mais que eu quisesse lhe dizer não, eu acho que sim. – ele disse.
- Agora entendo porque ela me odeia tanto. Acha que meu pai a deixou por causa de mim.
- Infelizmente acho que sim. Eu... Nunca ouvi nada tão horrível em toda a minha vida. Ela nunca respeitou meu pai... Ela se livrou da própria filha para se vingar do seu pai... Ela... Ela realmente seria capaz de matar o meu pai.
Eu o abracei, cobrindo suas costas com meu corpo. Ele estava sentado de costas.
- Parece... Mentira. – ele disse.
- Eu sei...
- Vamos destronar minha mãe. De uma vez por todas.
- Vamos. – concordei.
Mas nós não imaginávamos que os planos da rainha eram ainda piores.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







