INICIAR SESIÓNDuas semanas se passaram. Eu ainda tinha enjoos, mas cada vez mais leves. Não tínhamos mais visto a rainha Anne depois do ocorrido. Os ataques rebeldes estavam cada vez mais perto do castelo e finalmente Dereck e Dom estavam começando a se entender novamente. No próximo sábado participaríamos do encontro rebelde no grupo dele. O objetivo desta vez era um só: invadir o castelo, prender a rainha... E convencer Dom que Magnus deveria ficar com a coroa. Esta era a parte difícil. Grupos rebeldes existiam em todo o reino de Noriah, porém, segundo Dereck, o maior e com melhor lider era o de Dom. Magnus, mesmo com as diferenças com relação a Dom, também preferia ficar no grupo dele, que já conhecia. Eu tinha na minha cabeça que teria problemas para participar do encontro, pelo fato de estar grávida. Magnus tentaria me impedir, certamente. Eu tentaria convencê-lo de que precisava ir e que não era arriscado. Mas não compraria briga com ele antes do dia.
Fui visitar minha irmã no convento. Eva me recebeu com um forte abraço.
- Eu estava com saudades, Eva. – disse.
- Eu também. Há tempos que quero ir vê-los, mas estou tão atarefada por aqui.
- Eu vim lhe dizer que você vai ser tia.
Ela sorriu:
- Você e Magnus terão um bebê?
- Sim.
- Tia duplamente. – ela riu. – Feliz por encontrar uma família como vocês... E que está aumentando.
- Eu vim ter certeza de que você realmente não deseja ir para o castelo e conviver conosco... Somos sua família.
- Eu... Poderia passar uns dias... Ficar um tempo com você e meus irmãos. Seria bom... E eu poderia mimá-la um pouco.
- Você está falando sério? – perguntei esperançosa.
- Sim.
- Hoje?
- Pode ser... Se você puder esperar eu organizar minhas coisas.
- Claro que eu posso esperar...
- Mas morar não quero... Por favor, me entenda.
- Eu entendo... Não quero pressioná-la a nada, Eva. Mas estou muito feliz que vou poder levar você comigo. Tenho certeza de que Dereck e Magnus ficarão radiantes também.
Aguardei no jardim do convento enquanto Eva organizava suas coisas. O convento era um local acolhedor e bonito. E parecia que minha irmã tinha bastante intimidade com todos ali... E era tratada com muito carinho e respeito. Eu não podia chegar de uma hora para outra na vida dela e tentar mudar tudo. Ela realmente precisava de um tempo.
Em alguns minutos ela veio com uma pequena mala. Fomos para o carro de mãos dadas. Eu teria sido muito amiga de Eva se tivéssemos nos criado juntas.
- Vou levar você nesta semana para conhecer Kevin e Leon. – eu disse.
- Ficarei muito feliz. Estou ansiosa para ver Leon.
- Leon é um fofo... Você vai se apaixonar por ele.
- E... Sua mãe?
- Minha mãe é uma pessoa maravilhosa. Não se preocupe. Ela sabe da sua vontade de conhecer nosso irmão. E é a favor.
- E... Minha mãe?
- Bem... – eu falei sem saber exatamente o que dizer.
- Ela sabe que você me convidou?
- Não. – confessei. – Mas não temos tido muito contato com ela nos últimos dias.
Expliquei a Eva sobre a não aceitação da rainha pelo meu filho, também pela escolha de Dereck, bem como o envolvimento do nosso pai com ela. Disse também que ela havia levado Eva para o convento como forma de punição ao nosso pai, por não ter querido ficar com ela. Ao mesmo tempo, ela sabia que meu pai teria querido criá-la, seu soubesse onde ela estava. Mas a rainha Anne nunca permitiu isso.
- Espero que minha presença não lhe traga problemas. – ela disse.
- Não trará, minha irmã. Você tem mais direitos do que eu naquele lugar. Você é a princesa de Noriah, herdeira da rainha. Eu só virei princesa porque casei com Magnus.
- Como você é meu irmão estão? – ela perguntou sorrindo.
- Sabe quando você pensa que nunca teria um final feliz e ele vem para você?
Ela assentiu com a cabeça.
- É assim que me sinto... No meu final feliz. Eu amo Magnus...
- Vi isso na igreja... A forma como vocês se olham... É puro amor.
- Acho que me apaixonei por ele quando o vi pela primeira vez.
- Meu irmão é lindo. – ela disse sorrindo. – E você também.
- Somos parecidas. – eu observei. – E você é ainda mais parecida com Kevin.
- Kevin... Não sei por que, mas acho que seremos bons amigos.
- Espero que sim.
Quando eu cheguei com Eva no castelo, levei-a diretamente para o escritório. Quando Dereck e Magnus a viram, ficaram surpresos:
- Você... Conseguiu trazer nossa irmã? – perguntou Magnus levantando e abraçando-a com carinho.
- Não foi bem ela... Mas o meu sobrinho ou sobrinha. – disse Eva piscando.
- Quem não se derrete por este bebê?! – disse Dereck abraçando-a também.
Magnus me abraçou e disse baixinho:
- Não acredito que você conseguiu fazer isso.
Eu sorri. Sabia que o bebê havia deixado ela muito emotiva, assim como todos ali.
- Ficarei alguns dias... – ela disse. – Quero acompanhar um pouco este início de gravidez da minha irmã... – Eva abraçou eu e Magnus de uma vez. – Estranho, mas meus irmãos vão ter um bebê... E eles não são irmãos.
Começamos a rir. Eu também achava muito estranho.
Coloquei Eva num quarto no nosso corredor. Estaria perto de mim e Magnus tanto quanto de Dereck. Não comunicamos a rainha da chegada de sua filha. Ela não costumava nos encontrar em nenhum momento desde a discussão.
Mas justo naquela noite e certamente não por coincidência, a rainha juntou-se à nós no jantar. Sentou-se elegantemente em seu lugar. Mesmo não usando a coroa, ela parecia sempre estar com a mesma em sua cabeça, da forma correta e elegante como andava e se sentava à mesa. Provavelmente uma vida inteira treinada para aquilo. Agora eu entendia as dúvidas de Magnus quanto a ser o rei. Era tudo completamente diferente do que se imaginava a vida da realeza bem como de tudo que acontecia dentro do castelo.
- Visitas novamente? – ela perguntou cortando um pedaço de carne mal passado que lhe foi colocado no prato.
Quando vi o que ela estava comendo, meu estômago embrulhou. Respirei várias vezes. Eu não queria ter que sair da mesa.
- Tudo bem? – perguntou Magnus para mim.
- Sim... – eu menti.
- Estou pensando em trazer visitas também. – ela disse. – Vitória e sua família adorariam jantar conosco um dia destes.
- Vitória não é bem vinda nesta casa. – disse Magnus.
- Eva também não. – ela falou olhando para a própria filha como se ela realmente fosse uma visita.
- Ela... É sua filha... – disse Kim apavorado, sem conseguir conter a fala.
Ela olhou ironicamente para Kim e falou:
- Alguém pediu a sua opinião? Quem é você mesmo? Ah, lembrei... A criatura que se diz desta família. – ela riu. – No que se transformou minha família. Vocês dois conseguiram destruir a herança do nosso nome. Por isso que vou propor ao conselho que eu prorrogue a coração de Magnus. Ele não está preparado para assumir.
Olhamos para ela incrédulos.
- Você não tem este direito. – falou Magnus.
- Você está completamente louca. – Dereck disse ironicamente. – Rainha Anne Marie Chevalier pode ser internada por problemas mentais: loucura extrema. Acho que Magnus poderá assumir antes do previsto.
- Tentem me derrubar. – ela desafiou.
- Você já está derrubada. – eu disse em alto e bom som. – Só ainda não percebeu.
Nossos olhares se cruzaram e por um momento eu revivi tudo que passei enquanto fugia por Noriah acusada de um crime que não cometi. Eu havia prometido vingança e havia aprendido a atirar para poder matá-la. Mas não tinha certeza se eu conseguia fazer aquilo. Tirar uma vida... Embora a rainha fosse cruel e insana. Meu bebê de alguma forma me deixava mais sensível e amedrontada por qualquer coisa que poderia acontecer com ele.
- Voltarei a fazer as refeições nesta sala... Ela me pertence. – ela avisou. – E gostaria que quem não fosse da família não participasse.
- Todos aqui são da família. – disse Magnus.
- Não... Somente Dereck e Magnus Chevalier pertencem a esta família. Os demais não são convidados nesta mesa... Muito menos neste castelo.
Eu me levantei e fui seguida pelos demais. Não precisávamos tolerar aquilo. A gravidez também me transformou numa covarde... Eu já não sei se tinha coragem de matá-la.
Voltamos para nossa sala de jantar que foi criada para que Sofia e Kim pudessem fazer as refeições conosco. Foi servido um novo jantar para nós.
- Que situação. – disse Eva. – Eu... Não queria causar tudo isso.
- Não foi você, acredite. – disse Dereck. – É sempre assim... Ou pior.
- Não quero mais passar por isso. – confessei. – E nem passar por esta sensação de rejeição ao nosso bebê. A partir de agora esta será a sala de jantar do castelo.
- Oficial. – disse Magnus. – Este lugar é nossa casa também. Todos somos Chevalier.
- Eu não, baby. – observou Kim.
- Em breve você será, Kim. – disse Dereck.
Kim deu um beijo no rosto de Dereck e eu sabia que eles também seriam fortes. Teríamos que ser resistentes ou aquela mulher acabaria conosco. O fato de Magnus ter ficado comigo fez com que ela deixasse de admirá-lo e fizesse do próprio filho preferido seu inimigo.
- Você está bem? – perguntei para Eva.
- Estou, Kat. Não se preocupe. Eu nunca esperei nada dela. Uma mulher que abandona a própria filha sem nunca sequer procurá-la... Mas conhecer vocês foi especial.
A tarde de sábado estava acabando e aquela seria a noite do encontro anti monarquia. Eu estava na banheira quando Magnus chegou. Ele se despiu e entrou, jorrando água pelo chão.
- Você precisa cuidar ao sair... Tenho medo que escorregue. – ele advertiu.
- Seu chato. – eu disse me aconchegando a ele.
- Precisamos conversar.
Olhei para ele e comecei a massagear seus ombros. Eu já sabia o que ele falaria.
- Pode dizer... – falei indo para trás dele, beijando suas costas molhadas.
- Katrina, você me enlouquece... – ele disse fechando os olhos.
- O que você ia dizer mesmo?
- Que... – ele abriu os olhos novamente disse: - Acho que você... Não deve ir conosco hoje à noite.
- Não há a mínima possibilidade de isso acontecer, Magnus. – eu comecei a beijar o pescoço dele.
Ele virou-se e olhou nos meus olhos:
- Katrina, o nosso bebê está aí dentro. Não é seguro. Nunca foi e você sabe disso.
Ele tocou no meu ventre e embora eu estivesse preparada para a briga com ele, de alguma forma aquilo me fez ficar sentimental.
- Por que realmente você não quer que eu vá? – perguntei.
- Eu juro que é só por isso, meu amor. Temo por você e nosso filho e você sabe disso. Quantos encontros invadidos... Lembra do tiro? Ainda não temos certeza ser realmente era para você.
- Sim... Já tivemos muitos problemas nestas situações... Até um tiro você levou por mim. – eu disse abraçando-o.
- Depois você retorna... Quando o bebê nascer.
- Até lá você já será o rei. E não haverá mais encontros anti monarquia.
- Acho que grupos rebeldes sempre haverão.
- Então vou ter que ser uma infiltrada. – eu disse rindo. – Ninguém derruba Magnus Chevalier.
- Eu amo você.
- Magnus Chevalier, meu príncipe.
Eu o beijei com todo amor que eu sentia por ele. Mas logo Magnus levantou e foi se vestir de Black para o encontro. Quando o vi pronto, eu disse:
- Black, como vou deixá-lo partir assim? Eu tatuei você na minha pele.
- Ok, prometo voltar o mais rápido possível. E você sabe que cumpro com minha palavra. Espere por mim, Katee. Deitada nesta cama... E eu vou logo antes que desista disto... Minha esposa é muito sedutora para eu deixá-la aqui cheia de amor por mim...
Eu fiquei de pé na cama e ele veio até mim. Pulei no colo dele e o beijei enquanto ele me segurava firmemente e eu passava minhas pernas em torno dele:
- Promete que não vai demorar... E que vai se cuidar. Porque eu vou estar aqui esperando por você. Só de pensar no que aconteceu da última vez eu fico morrendo de medo.
Ele me girou no colo e me jogou na cama:
- Minha vontade é sair com máscara daqui de dentro e mostrar pra todo mundo que eu sou um anti monarquista.
- Você não é um anti monarquista. Você é anti rainha. – eu lembrei-o.
Ele deu de ombros e pegou suas coisas me dando um beijo na testa:
- Volto logo, prometo.
Magnus, Dereck e Kim partiram. Eu fiquei ali temendo por eles. Eu nunca tive medo dos encontros, mas depois de tantos ocorridos nos últimos tempos e a perseguição da rainha contra nós cada vez mais acirrada, eu pensava sim na segurança deles. Fui ao closet e peguei minha máscara. Eu tinha saudade daquilo. Logo vesti uma calça preta Jeans que estava bem apertada. Uma blusa branca e uma jaqueta de couro preta. A noite estava quente e eu não queria ficar trancada ali, sem fazer nada, ansiosa. Decidi ir para o jardim dar um passeio. Larguei a máscara na cama e saí.
Procurei por Eva, mas ela não estava no quarto. Onde estaria Eva? Dei de ombros. Meu rosto estava quente e eu precisava de ar. Quando fui descer ao segundo andar, encontrei a rainha Anne no topo da escada. Ela me analisou de cima a baixo e disse:
- Voltando aos velhos tempos?
- Talvez... – eu disse tentando descer.
Ela puxou meu braço e disse:
- Por que você trouxe Eva? Para me perturbar?
- Largue meu braço... Você está me machucando. – eu tentei puxar meu braço, mas ela não soltou.
- Não tem problema Eva ficar... Ela vem... E você vai.
Dizendo isso ela soltou meu braço e me empurrou com força. Eu não consegui me equilibrar e enquanto rolava pelas escadas tentei proteger minha barriga. Quando cheguei ao final dos degraus eu senti uma dor horrível e tudo escureceu.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







