INICIAR SESIÓNAcordei com minha mãe me chamando:
- Kat, você pediu para acordá-la.
Eu senti uma leve dor na cabeça. Devia ser do espumante que tomei à tarde. Havia praticamente tomado as duas garrafas sozinha.
- Sim... Eu vou sair.
- Mas... Aonde você vai? Não há mais dinheiro para bancar sua vida social.
- Garanto que não vou gastar um centavo onde vou.
- Espero que não esteja fazendo nada errado.
- Eu não faria isso. – falei me sentindo um pouco culpada por mentir novamente.
- Quero que saiba que não contei a verdade a Léo para o seu mal. Ele é um bom rapaz e eu não quero que você o machuque.
- Acho que já machucamos, mamãe.
- Kat, entenda de uma vez por todas: o amor não é nada comparado a tudo que vivemos nesta vida. Você precisa escolher um bom homem para casar... Alguém que lhe dê a vida que merece.
- Mãe, eu nunca amei... Mas eu acredito sim no amor. E eu não me casaria com alguém por interesse. Viver uma vida triste, sem sentimento? Nunca. – não havia como me imaginar vivendo uma vida como a de Laura Lee.
-Kat, você é tão... Intensa... Esta é a palavra. Por isto mesmo você não pode abrir mão de tudo que sempre sonhou pelo amor.
- O que sonhei? – perguntei ironicamente. – Sonhei em me formar, em ter uma boa profissão... Esse era o meu maior sonho. E ele se foi.
Vi que aquelas palavras a magoaram. E realmente ela não era culpada por aquilo. Mas ela foi rápida na resposta:
- Então culpe o verdadeiro culpado. Isso você não consegue fazer, não é mesmo? Por que o absolve tão facilmente?
Eu não falei nada. Abri o armário e fui procurar algo para vestir. Já nem sabia se Léo nos levaria depois de tudo que havia acontecido naquele dia.
- Entenda que eu só quero o seu bem. Um dia, quando tiver filhos, entenderá do que eu estou falando.
- Talvez... – eu disse. – Ainda assim não vou intervir na vida deles.
- Na vida sempre tentamos fazer o melhor... Mas evitar que pessoas boas se machuquem por nossa culpa é essencial. Isso define nossos valores por toda a vida.
- Por que você não aplica suas palavras ao meu pai? – perguntei.
Ela riu amargamente e disse:
- Acha que eu sou culpada por tudo que seu pai fez? Um dia você entenderá que tudo que eu fiz foi pelo bem de todos... E desculpe se, assim como você, eu não consigo perdoá-lo tão facilmente. Por culpa dele Kevin se foi... Você está indo... E não sabemos o futuro de Leon.
Dizendo isso ela saiu. Eu até achei que tinha visto lágrimas nos olhos dela, mas não tinha certeza. Eu havia falado palavras que a magoaram e ela tinha razão. Meu pai era culpado por ter jogado todo nosso futuro no lixo. E eu não conseguia ficar de mal com ele ou sentir ódio, como Kevin. Eu sabia que eles o culpariam para sempre... Por que eu precisava ser mais uma? Que vida ele levaria naquela casa sendo odiado por todos? Ele só tinha a mim. Laura Lee tinha todos nós.
Coloquei uma calça preta, uma blusa preta com mangas e um bota da mesma cor. O que faria para disfarçar meu rosto? Olhei no espelho e realmente não parecia eu, pois não costumava usar look total Black. Procurei numa caixa no fundo do armário e encontrei uma máscara vermelha e dourada que havia usado num carnaval passado. Ela era grande e cobria grande parte do meu rosto. Era perfeita. Quem não me conhecia, não seria capaz de me identificar em meio às pessoas. Guardei a máscara na bolsa saí.
- Que horas você volta? – minha mãe perguntou.
- Eu volto tarde.
Logo Léo parou o carro em frente ao portão e eu entrei. Diana e Kim já estavam lá, no banco de trás, reservando o banco do passageiro para mim. Eu nem tinha coragem de olhar nos olhos de Léo. Havia sido cruel com ele... Mas também sincera. Eu não queria que ele se envolvesse ainda mais comigo. Eu não gostava dele. E não casaria com ele.
- Tudo bem? – ele perguntou sem olhar para mim enquanto dirigia.
- Sim. – eu disse. – Um pouco de medo pelo que faremos hoje. – confessei.
- Eu também, baby. – disse Kim. – Meu coração está a mil e meu estômago pedindo socorro.
- Eu também estou um pouco amedrontada. Mas acho que daremos um grande passo. – disse Diana.
- Se eu tivesse dito para minha mãe que iríamos na Zona F ela não teria me deixado sair... Ainda mais à noite. – falei.
As ruas estavam vazias e não demorou muito para entrarmos na Zona F. percebia-se que ali a revolta era maior que na Zona E. Muitos cartazes por todos os lados falando mal da monarquia e chamando todos para lutar por direitos trabalhistas. Logo fomos entrando por ruelas escuras e eu senti ainda mais medo.
- Você sabe o endereço? – perguntei a Léo.
- Verifiquei antes. Está tudo certo. – ele garantiu. – Melhor colocarem suas máscaras, para ninguém perceba que um dia estivemos aqui.
- E seu carro? – perguntou Kim.
- Está com uma placa falsa.
- Você se atentou a isso? – perguntou Diana. – Foi muito inteligente da sua parte, Léo.
- Obrigado, Diana. Mas é precaução mesmo. Se me pegarem neste lugar, meu pai me mata.
Deixamos o carro numa rua pouco movimentada. Havia um bar com a palavra OPEN em neon vermelho ligado.
- Não me digam que é ali. – falei confusa.
- Creio que sim. – disse Léo.
Diana usava um sobretudo que cobria quase todo seu corpo e os cabelos presos juntamente com a máscara que só mostrava seus olhos. Kim usou terno e gravata coloridos. Ele tentou se disfarçar dele mesmo, a meu ver. Era engraçado e ao mesmo tempo imponente. Usava chapéu e uma máscara preta estilo Zorro. Léo estava com uma roupa normal: jeans e camiseta e uma máscara escura que cobria parte do seu rosto.
- Será que anunciaram a noite como baile à fantasia? – comentou Kim divertidamente.
- Medo do que vamos encontrar lá dentro. – confessei.
- Você está linda, Kat. – disse Léo.
- Nisso eu concordo com Léo. – disse Kim. – Você conseguiu ficar ainda mais bela de máscara.
- Só espero que ninguém a reconheça, Kat. Grande parte do seu rosto está a mostra. – observou Diana.
- Eu não me reconheceria na rua sem a máscara e a roupa. – contestei.
- Sem a roupa eu também não lhe reconheceria. – falou Kim ironicamente.
Nós dois rimos, sem conseguirmos nos controlar. Sabíamos que não era o momento, mas não havia como segurar.
Léo nos olhou zangado e paramos. Ele bateu na porta e pediram a senha.
- Faculdade. – disse Diana.
Só ela sabia a senha e eu não sabia exatamente como funcionava aquilo ou como seria estar num grupo anti monarquia enorme, com pessoas que eu não conhecia e talvez nunca reconhecesse na rua.
O lugar estava cheio. Era um bar tradicional, com algumas poucas mesas espalhadas e ocupadas. Um balcão com algumas cadeiras e muitas bebidas. Cheirava a cigarro e bebida barata. No entanto eu sabia que ali podiam ter pessoas influentes e de todos os lugares do reino. Claro que atraímos alguns olhares quando entramos. Eu tinha certeza que era por causa da roupa colorida de Kim. Logo encontramos uma mesa onde pudemos ficar juntos. Um garçom veio nos atender. Léo pediu uísque, Kim espumante e Diana água. Eu decidi acompanhar Léo. Havia sido um sábado péssimo. Talvez beber algo mais forte me encorajasse a dizer tudo que eu sentia sobre o reino e a rainha Anne. Quando o garçom saiu meus amigos me olharam:
- Uísque? – perguntou Léo.
- Depois do espumante da tarde? Está querendo criar coragem? – perguntou Kim.
- Mais ou menos isso, Kim.
- Kat, beba o que quiser, mas por favor, tente não chamar a atenção de ninguém para nós.
- Diana, eu sei me comportar.
Kim riu:
- Já vimos isso em algumas baladas.
Eu revirei os olhos, insatisfeita com os comentários. Eu já tinha dezenove anos. Já tinha minha mãe me dizendo o que fazer e cuidando de mim o tempo todo. Eu não precisava de mais críticas. Deu-me vontade de dizer a Léo que eu havia falado para ele tudo que falei porque tinha vontade e não por causa da bebida. Mas não sei se adiantaria muito. Me parece que ele preferia assim: fingir que estava tudo bem. Ou talvez realmente não tivesse acreditado que eu tinha qualquer envolvimento com os príncipes, assim como minha mãe.
Logo chegaram nossas bebidas e eu olhei à minha volta. Todos se vestiam discretamente, mas usavam máscaras diversas. Eu não reconhecia ninguém. Mas um homem vestido totalmente de preto chamou minha atenção. Ele estava em pé, sozinho, escorado na parede, só observando tudo de longe. Vestia calça Jens preta, camisa da mesma cor e sapatos de marca. Devia ser da Zona B ou A. Era alto... Bem alto e magro. Ele usava máscara preta que tapava parte do seu rosto, mostrando os olhos azuis claros. Os cabelos estavam envoltos num lenço escuro, por isso não dava para ver. Ele era um dos poucos que não bebia nem fumava. Só observava. Eu bebi um gole do uísque, que desceu queimando minha garganta, ficando com o gosto ruim da boca. Era horrível.
- Sua cara deixou bem claro que você não gostou. – brincou Léo.
Levantei o copo e disse:
- Às novas experiências.
Eles levantaram seus copos e brindamos.
- Baby, melhor não. – disse Kim no meu ouvido.
- Do que você está falando? – perguntei baixinho.
- Do mascarado ali que você não tira o olho. – ele disse.
- Eu não...
- Não conhecemos ninguém aqui. – ele alertou. – Sempre pense que pode ser um fiel escudeiro da rainha.
Ele tinha razão. Afastei meus olhos e foquei na minha bebida amarga. Havia sido um sábado difícil: eu não havia sido escolhida para o emprego que eu queria e dediquei praticamente toda a minha semana, briguei com minha mãe, menti para ela e para Léo, magoei ele sem razão e agora estava ali, num bar na Zona F, rodeada de desconhecidos, podendo ser pega pela polícia a qualquer momento e punida severamente por estar confabulando contra a rainha. O que mais poderia dar errado naquele dia? Olhei no relógio. Era quase meia noite. Enfim o sábado estava acabando.
Bebi todo meu copo e pedi outro. Esperava que Léo pagasse a conta, pois eu não tinha nada de dinheiro dentro da bolsa, que estava completamente vazia. Não levei celular, documento nem nada. Se fosse presa, teriam que provar que eu era eu.
- Kat, espero que saiba o que está fazendo. – disse Léo quando me viu beber o outro copo.
- Você não precise se preocupar comigo. – falei em tom áspero.
Léo achava que era meu dono. Ele não era. Ninguém mandava em mim.
Ele levantou as mãos, como se defendendo e disse:
- Ok, não está mais aqui quem falou. Só estou falando para o seu bem.
- Estou farta de todos quererem o meu bem... – explodi.
Os três me olharam e Kim colocou a mão sobre meu braço. Eu retirei. Realmente estava farta de todos me dizendo o que eu devia ou não fazer. Estava preste a sair dali quando a luz enfraqueceu quase a ponto de ninguém conseguir se ver e um homem levantou-se em meio a todos, falando:
- Sejam todos bem vindos ao nosso movimento anti monarquia que une as pessoas das Zonas A até K. Eu sou Dom e vou liderar este grupo.
Dom parecia jovem e isso me surpreendeu. Eu esperava ser liderada por uma pessoa mais experiente. Ele devia saber sobre a monarquia tanto quanto eu e talvez nunca tivesse estado dentro do castelo, dependendo da posição que ele ocupava em determinada zona. Ele continuou, com a voz firme e segura:
- Nosso movimento é legítimo, pois somos filhos da monarquia. Nossos pais foram criados num reino onde havia harmonia e se olhava para as pessoas como verdadeiros seres humanos. A rainha Anne não se importa com o povo... Não quer saber quem vive e quem morre, quem come e quem não come, quem está doente e quem não está. Ela só quer ostentar a coroa e privilegiar os já privilegiados. Nosso povo passa fome... Nossas famílias pedem socorro. Nossos amigos estão sem emprego. E enquanto não unirmos contra esta rainha tirana, estaremos perdendo uma a uma as pessoas que amamos.
Olhei para ele maravilhada. Era exatamente aquilo que acontecia em Noriah Sul. Aquele garoto falava sabiamente. Ele não era muito alto, mas era magro. Eu não conseguia identificar a cor dos olhos, pois havia pouca luz. Mas vi seu rosto muito bem limpo e claro. Ele tinha cabelos um pouco compridos e finos, claros. Usava uma pequena máscara preta. Não me parecia que ele se importava muito em ser descoberto.
- Me leve para o hospital, amiga... Eu vou morrer aqui mesmo. Nunca vi tantos homens lindos num só lugar. – disse Kim.
Começamos a rir. Realmente era muito mais homens que mulheres. Parecia-me que as mulheres ainda tinham medo de entrar na guerra contra a rainha. Eu preferia pensar que era medo e não que concordavam com a forma como ela conduzia o nosso reino. Além de mim e Diana eu vi mais umas 5 mulheres apenas. Não sei como elas eram, mas eu e Diana éramos fortes e poderíamos lutar como homens, de igual para igual.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







