FAZER LOGINSim, eu havia deixado todo o castelo em alerta. Havia guardas por todos os lados. O bom é que agora eu também estava segura, pois a rainha não me mataria na frente de todos, já que os olhares estavam sobre mim. Subi atrás de Magnus e posso jurar que vi até um guarda morto-vivo piscando para mim enquanto eu subia usando o roupão do príncipe que encostava no chão devido ao tamanho ser bem maior que meu. Não posso negar que eu me sentia vingada. Depois da rainha ter tentado me matar agora eu seria vizinha de quarto dela. Era um tanto quanto divertido, mesmo eu estava com medo naquele momento. Sabia que não teria um momento de paz. Ela havia ameaçado e mais cedo ou mais tarde cumpriria o que disse. Despertei o ódio dela, assim como ela despertava o meu. Então eu precisava levantar a cabeça e enfrentar, pois de um jeito ou de outro, eu já estava morta mesmo. Estava mais segura no castelo, junto dela, do que longe dali, na minha casa.
Quando chegamos ao terceiro andar, ela ainda estava aguardando, junto de Lana. Provavelmente esperava Magnus. Dereck subiu atrás de nós. Não sei exatamente onde ele estava até aquele momento.
- Decidi que minha secretária ficará neste andar a partir de agora. – disse Magnus. – Para a segurança dela.
- Como assim? – perguntou a rainha furiosa. – Você está louco, Magnus?
- Não... Alguém tentou matá-la e disso eu não tenho dúvidas.
- Esta insolente me acusou... E tentou me agredir. E você a traz aqui para cima? Está querendo o que, Magnus? Testar minha ira contra a garota? Ou meu poder enquanto rainha?
- Conversei com a senhorita Lee e ela quer se desculpar. Ela sabe que poder ter sido qualquer pessoa. Não é mesmo, senhorita Lee?
- Sim. – eu confirmei, sem conseguir dizer nada mais.
- Peça... – disse a rainha.
- Desculpa... – eu disse.
- De joelhos. – ela disse me olhando fixamente.
- A senhora está louca? – interveio Dereck.
- Eu estou brincando. – disse ela rindo alto. – Acho que tudo aqui é uma brincadeira, não é mesmo?
Eu senti meu coração bater mais forte. Teriam os príncipes força para enfrentar a rainha?
- Ela não fica. – disse a rainha.
- Se ela não fica eu não assumo o compromisso com Vitória.
Olhei para Magnus impressionada com sua altivez. Ele não era nada inseguro. Enfrentava a mãe de igual para igual.
A rainha ficou um tempo sem dizer nada. Certamente não esperava por aquilo. E ficou bem claro para todos os presentes que Magnus assumia a compromisso com Vitória por pressão.
- Ela fica. – disse Anne. – Contra minha vontade. No entanto colocarei guardas a noite toda na minha porta. Tenho medo desta garota louca tentar me agredir novamente.
Eu era louca? Ela colocou uma cobra na minha cama e eu era louca? Acho que não... Se Dom ou Kim imaginassem o que estava acontecendo comigo naquele momento, estariam preocupados com minha vida... Assim como eu.
Não levou muito tempo para todo mundo voltar aos seus devidos lugares. Se havia guardas a mais no corredor eu não sei, pois nunca estive ali antes. Claro que a rainha se fazia de vítima fingindo ter medo de mim. Qualquer um sabia que eu não oferecia tanto perigo à ela quanto ela a mim.
Fui encaminhada por uma criada até um quarto quase no fim do corredor da realeza. Acenei para Magnus e Dereck timidamente antes de entrar nos meus novos aposentos. Eu não queria causar tanta confusão... Mas foi inevitável. E ainda assim eu sentia que eles queriam que eu continuasse no castelo.
- Senhorita Lee, este é um dos quartos de hóspedes. – disse ela. – Creio que ficará bem instalada, pois é bem melhor que o seu antigo quarto. – ela disse sorrindo timidamente.
- Eu sei... E você sabe o quanto eu sei que este quarto é infinitamente melhor. – observei, sabendo que ela entendia do que eu falava.
Assim que ela saiu eu fechei a porta e fiquei parada, olhando para tudo ao meu redor. Era como se num passe de mágica tudo se transformasse. Do calabouço, frio, pequeno, úmido e escuro eu só teria lembranças. O quarto certamente era do tamanho de toda a minha casa na Zona E. As janelas enormes de vidro eram quase do tamanho da extensão da parede, cobertas por pesadas e belas cortinas. A cama era gigantesca, tendo em volta um dossel com finos tules brancos com dourado, amarrados com correntes da mesma cor. Encostei nas correntes pensando que pudesse ser ouro. Ri de mim mesma e de meus pensamentos. Claro que não teria ouro no quarto. Tinha tantos travesseiros que eu nem conseguia contar naquele leito. A colcha branca pesada tinha os tons das cortinas. Um tapete grande e peludo no chão deixava o ambiente confortável e aconchegante. Um lindo lustre pendente com mais de dez lâmpadas iluminava o dormitório perfeito. Algumas pequenas mesas, um estante com uns poucos livros, abajur ao lado da cama e duas poltronas complementavam aquela perfeição que chamavam de quarto. Havia duas portas de madeira maciça e desenhada com entalhes antigos que fui explorar. A primeira era um gigante closet que caberia as roupas de toda a minha família dentro. Quem teria tantas roupas para colocar dentro de algo daquele tamanho? A outra porta, ao lado, me surpreendeu ainda mais. Um toalete privativo, com sanitário, espelhos por todos os lados e sim, uma banheira. Era muito mais do que eu sonhei toda a minha vida. Eu nem sei como trabalharia no outro dia, pois eu poderia passar a vida naquele quarto. Tive vontade de sair correndo e agradecer a Magnus por tudo que ele havia feito por mim. No entanto tirei minha roupa e abri a água quente, enchendo a banheira convidativa. Assim que ela quase transbordou, eu entrei e deixei todo aquele luxo se apoderar do meu corpo e da minha alma. Eu poderia viver aquela vida para sempre. Por uns poucos minutos eu esqueci quem eu realmente era. Fechei meus olhos e fiquei relaxando e tentando afastar dos meus pensamentos o beijo que eu havia trocado com o príncipe minutos antes. Mas eu sabia que seria difícil... Talvez não conseguisse esquecer por toda a minha vida aquele momento. Eu pensava em Dom... E eu o desejava intensamente. Mas Magnus mexia comigo de uma forma que eu não conseguia explicar. Eu estava completamente dividida, mesmo sabendo que o príncipe era algo que eu não podia ter. Embora sempre tenha sido realista para a vida, em meus planos sempre esteve casar por amor. Mas Magnus não estava ao meu alcance. Eu poderia ser feliz com Dom. Seríamos um casal como ele descreveu os próprios pais: felizes e anti monarquistas. Dom era inteligente, bonito, tinha um bom emprego e morava na Zona C, o que significava que tinha mais condições financeiras que eu e minha família. A não ser que ele fosse somente o nome, como os Lee, o que eu achava quase impossível. Eu não deveria comparar Magnus e Dom... Mas como não fazer aquilo? Eu beijei pela primeira vez com 13 anos. Minha adolescência foi divertida e tive vários namoradinhos. Eu e Kim éramos populares e eu era uma garota concorrida no ensino médio. Mas jamais alguém me beijou com tanto desejo quanto Dom... Nem com tanta doçura quanto Magnus. E eu poderia ficar ali por horas que não saberia o que eu sentia por cada um deles.
Sai da banheira e me enrolei na toalha branca macia e felpuda. Olhei no relógio e já era 4 horas. Eu quase nem teria tempo para dormir. Deitei na cama macia e convidativa, usando somente a toalha. Fechei meus olhos para assimilar tudo que estava acontecendo. E acabei adormecendo daquele jeito.
Acordei com as batidas na porta e levantei confusa com o que tinha acontecido. Minha cabeça latejava. Abri uma fresta da porta e vi a criada com uma bandeja.
- Café da manhã, senhorita Lee. – ela disse.
- Obrigada. – eu disse abrindo a porta para que ela entrasse.
Olhei no relógio e já era 7 horas. Eu tinha trinta minutos para estar na sala dos príncipes. Encontrei minhas roupas no closet e coloquei meu uniforme nada sexy, sem tentar entender como tudo foi parar ali sem eu ver. O café da manhã estava muito bonito, mas não daria tempo de eu comer. Não queria me atrasar. Coloquei o sapato e saí rapidamente. Mas parece que eu e a rainha Anne tínhamos um compromisso no mesmo horário. Por obra do destino, assim que eu passei pela porta do quarto dela, ela estava saindo.
- Senhorita Lee... – ela disse ironicamente. – Que desprazer vê-la logo cedo.
- Bom dia, Majestade. – eu disse me curvando em reverência.
- Eu gostaria mesmo de lhe falar... Quem sabe me acompanha num chá no meu quarto?
- Estou atrasada, Majestade. Mas fico lisonjeada com o convite. – falei amedrontada.
- Atrasada? – ela riu. – Claro que não... Meus filhos nem se importam com o horário que você chegará. Só se importam em ver suas belas pernas... Meninos... – ela riu piscando o olho. – Não podem ver uma mulher diferente e promíscua que agem desta forma...
Eu iria responder quando ela abriu a porta e disse firmemente:
- Entre agora. É uma ordem.
Olhei para os lados e vi dois guardas parados no final do corredor. Então se eu não voltasse do quarto eu creio que eles saberiam que eu estava morta. Só não sei se diriam que foi a rainha. Enquanto eu pensava, ela me puxou de forma rápida e segura e fechou a porta.
Eu queria ter mais tempo para olhar para o quarto perfeito que ela dormia. Mas estava tão nervosa que só consegui ver a mesa na qual ela me obrigou a sentar junto dela. O chá estava servido, com biscoitos e algumas frutas. Eu já achava que encontrá-la ali não havia sido coincidência e sim que ela estava me esperando. Ela serviu chá numa xícara e me entregou, dizendo:
- Tome.
- Obrigada, mas já tomei café da manhã.
- Agora. – ela disse em voz alta.
Eu coloquei a xícara na boca e fingi beber o líquido, mas não o fiz. Tive medo que pudesse estar envenenado. Ela serviu-se de uma xícara fumegante e bebeu. Talvez eu estivesse exagerando. Ela não beberia do próprio veneno.
- Pois bem... – ela disse. – Então acha que eu coloquei uma cobra na sua cama.
- Sim. – eu confirmei.
- Eu a subestimei, garota. – ela disse. – É mais esperta do que eu pensava.
- Então vossa Majestade confirma que colocou a cobra no meu quarto?
- Claro que não, garota. Mandei que alguém fizesse isso. Não foi um plano perfeito?
- Como pôde? – eu perguntei amedrontada. Ela era muito pior que eu imaginava. Como uma pessoa podia ser tão fria?
- Sabe que quando eu mandei matar a senhorita Pallucci, jamais imaginei que meus filhos ficariam tão obcecados pela segunda opção?
Olhei para ela perplexa. Eu não sabia o que dizer. Ela havia mandado matar Joana Pallucci? E por que estava me dizendo aquilo?
- Por que... Mandou matá-la?
- Eu nunca quis uma dama de companhia... E ambas sabemos disso, não é mesmo?
Eu a olhei interrogativamente, com meu coração dando saltos dentro de mim. Pela primeira vez na minha vida eu tive medo. Ela era capaz de qualquer coisa. E o pior é que ela era a rainha.
- Mas matá-la... Não entendo...
- Minha criança... Achei que você era inocente como seu pai... Mas não. É mais esperta que ele. Você bem sabe que minha popularidade no reino não era das melhores... Então a ideia de uma nova dama de companhia animava os ânimos nas zonas. Enquanto criavam expectativas, esqueciam-se da rainha. Não foi assim?
Eu sabia que havia sido exatamente assim.
- Desde que olhei para você eu sabia que seria um problema. Jamais seria escolhida. Mas deixei Magnus me auxiliar no processo da seleção da dama de companhia. Ele achou que alguém com opinião própria seria bom para mim, assim como de uma Zona mais baixa, para me trazer um pouco sobre a realidade do reino para dentro do castelo. Conversamos muito a respeito e eu escolhi Joana. Mas claro que entre as finalistas eu já sabia toda a vida de vocês, que mandei pesquisar. A escolha de Joana foi aleatória. Eu só não queria você.
- Eu... Não estou entendendo...
- Com os dossiês nas minhas mãos, eu mudei de ideia. Uma anti monarquista dentro do castelo, poderia me levar aos maiores traidores do reino, não é mesmo?
- Eu...
- Não quero ouvir sua voz, Katrina Lee. – ela disse. – Eu falo, você escuta.
Eu me calei imediatamente. Ela continuou:
- Melhor você debaixo dos meus olhos do que solta por aí, conspirando com rebeldes. Mandei matar Joana para você vir para o castelo. Plano executado com sucesso.
- Por que está me dizendo isto? Você está assumindo a culpa pela morte de Joana... Eu posso dizer a todos a verdade.
Ela riu:
- Quem acreditaria em você?
- Muita gente...
- Você teria provas?
- Minha palavra... Ela tem muito valor para algumas pessoas.
- Eu sou a rainha. Seria sua palavra contra a minha. E se não puder provar, você sabe que eu pediria sua prisão. Como eu ia adorar ver você na praça pública, implorando por sua vida.
Senti o ar me faltar naquele momento. Eu tinha tanto medo que me sentia ainda menor perto dela, e eu não falava só de tamanho. Eu falava de ego. E não adiantava fugir para minha casa. Ela me encontraria em qualquer lugar. Ela me queria sob seus olhos dentro do castelo e eu estava mais segura daquela forma, ironicamente.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







