INICIAR SESIÓNDereck saiu do closet e disse:
- Ainda bem que eu me escondi. Magnus acabaria comigo.
- Você realmente tem medo dele?
- Sim. Você ainda não o viu bravo. Ontem teve uma amostra...
- Aonde vamos? – perguntei.
- Praia.
- Praia? Eu nunca fui à praia. – confessei já ficando ansiosa.
- Nunca foi à praia, Katrina? Então o presente será ainda melhor. Iremos passar o dia na praia. Compramos um biquíni no caminho então. Vamos... O carro já deve estar chegando com Kim e seu irmão.
- Como assim meu irmão?
- Mandei buscar Leon.
- Dereck, você fez mesmo isso?
- Sim.
Eu o abracei com força. Como eu pude ter tanta sorte de ter um homem como Dereck no meu caminho? Ele era como um anjo dentro do castelo, que me protegia e me auxiliava em tudo. Dereck era doce, gentil, bem humorado, inteligente e tinha um coração enorme. Por que eu não me apaixonei por ele? Teria sido tão mais fácil...
- Você mandou trazer Kim também?
- Sim...
- Obrigada... Mesmo sem ter certeza se ele vem mais por mim ou por você. – brinquei.
- Não quero mais tocar neste assunto. – ele disse. – Foi um erro.
- Um erro? Mas você disse que gostou...
- Isso não significa que irá acontecer novamente.
- Dereck, você merece ser feliz... Independente de quem for seu par.
- Sabemos que o problema é bem maior neste caso.
- Por quê?
- Kat, eu estou completamente confuso com tudo que aconteceu. Eu sempre tive todas as mulheres do mundo aos meus pés. Jamais senti atração por um homem...
- Até sentir pela primeira vez... Isso não é errado.
- Eu sou um príncipe...
- Os príncipes também amam...
- Acha mesmo que minha mãe aceitaria isso?
- Seria um bom motivo para tirá-la completamente do sério. – ironizei.
- Eu não brincaria com isso... Muito menos com Kim.
- Eu sei. Não estou falando neste sentido. Mas ainda não creio que você abriria mão disso por sua mãe.
- Eu não sei de que sentimento estamos falando. Eu preciso de tempo para assimilar tudo que aconteceu.
- Eu sei. E tudo dará certo e acontecerá da maneira que tem que ser.
Eu lhe dei um beijo no rosto, peguei sua mão e saímos. Estávamos chegando ao final do corredor quando encontramos Magnus e Vitória, de mãos dadas conversando. Eu e Magnus nos encaramos e ele olhou para minhas mãos enlaçadas nas de Dereck.
- Aonde vocês irão?
- Vou levar Katrina para conhecer a praia. – explicou ele. – Faz parte do pacote de aniversário.
- Que fofo. – disse Vitória. – Acho vocês um casal fofinho.
- Não somos um casal. – disse Dereck. – Ao menos não como você e Magnus. – ele ironizou.
- Nós iremos junto. – disse Magnus.
- Ir à praia? Eu nem trouxe roupa de banho. – disse Vitória decepcionada.
- Não tem problema, Vitória. Passaremos em algum lugar para comprar no caminho. – falou Dereck.
E foi assim que eu parti para um domingo na praia, depois de toda a bebedeira e confusão da noite anterior. Quando Leon chegou ao castelo eu senti meu coração disparar dentro de mim. Assim que ele me viu saiu correndo e pulou no meu colo:
- Kat... Eu estava com saudade.
- Eu também, meu querido.
O abracei com força e rodei com ele várias vezes grudado ao meu corpo. Ele adorava quando fazíamos aquilo.
- Quando você vai para casa? Mamãe e eu compramos um presente para você.
- Fico feliz. Assim que chegar o dia, irei para ver o que é este presente.
Magnus, Vitória, Kim e Dereck esperavam eu matar a saudade de Leon. Quando o soltei, arrumei sua roupa que eu havia amassado e disse:
- Querido, estes são...
- Príncipe Magnus. – ele disse curvando-se em reverência. – Príncipe Dereck... – falou fazendo o mesmo. E olhou para Vitória, interrogativo.
- Lady Vitória Grimaldo, futura esposa de Magnus Chevalier. – disse Vitória orgulhosa de seu título.
O garoto fez reverência também e ela sorriu.
- Agora, vamos. – disse Dereck.
Eu nunca imaginei conhecer a praia de Noriah, embora ela não fosse tão longe de nossa cidade. Mas realmente não havia muito tempo para lazer. Então acabava sendo um privilégio dos mais favorecidos financeiramente. Também não estava nos meus planos da vida toda ir à praia de limusine com os príncipes de Noriah. A comemoração dos meus vinte anos parecia um sonho, do qual eu não queria acordar. Eu seria eternamente grata a Dereck por tudo que ele havia feito por mim. E a Magnus, por ter me dado nada mais que a minha própria casa, que eu levaria anos para recuperar. Estava em meus planos não aceitar a escritura, mas o que ele faria com aquilo? Para mim era muito... Muito mesmo. Mas eu sabia que para ele era quase nada, relacionando com termos financeiros. Os príncipes eram as pessoas mais gentis e especiais que eu havia conhecido. Eu não deixaria acabar a monarquia, de forma alguma.
Paramos numa loja na cidade onde comprei um biquíni com Vitória. Ela havia começado a reclamar da loja, do lugar, dizendo que odiava praia. Era visível que ela não queria estar ali, no entanto não deixaria Magnus ir sozinho. Eu já saí vestindo meu biquíni por baixo da minha roupa. Ela, claro, não fez o mesmo.
Quando estacionamos na rua e eu avistei a praia ao longe, meu coração bateu tão forte que achei que eu ia desmaiar de tanta emoção. Assim que a porta se abriu, eu e Leon saímos correndo, de mãos dadas, feito duas crianças. Quando chegamos na areia fofa, tirei meu tênis e o dele, peguei sua mão pequena e segui pulando na areia fina e quentinha. E quando vi o mar tão próximo, ouvindo o som das ondas se quebrando e o vento bagunçando meus cabelos, eu poderia dizer que era uma das mais belas vistas da minha vida inteira. Como podia algo ser tão perfeito? Deixei as ondas molharem meus pés e a sensação da água fria foi indescritível. Eu via os olhinhos de Leon brilhar de tanta alegria. Tenho certeza que sentíamos a mesma coisa naquele momento.
Quando virei, todos os olhares estavam sobre nós dois. Algumas pessoas estavam organizando uma tenda no local onde ficaríamos e havia guardas reais por todos os lados, para evitar qualquer aproximação com os príncipes. Em pouco tempo havia sombra, bebida, comida, cadeiras confortáveis e até jogos para se divertir. Entendi o motivo de mais três carros terem vindo conosco.
- Duvido que a imprensa não venha. – observou Magnus. – Foi um final de semana agitado com a realeza.
- Relaxe, Magnus. – disse Dereck.
- Bem que eu gostaria. Mas não temos um minuto de privacidade.
- E vão me fotografar com um biquíni que peguei numa loja de departamentos. – lamentou Vitória. – Eu uso marcas exclusivas... Como vou explicar depois?
- Os príncipes de Noriah estão aqui... Acha mesmo que vão se preocupar com a marca do seu biquíni, Baby? – disse Kim. – Esqueça isso e aproveite, pois aqui você é coadjuvante.
Antes que Vitória pudesse responder a altura, Kim tirou a camisa e pegou Leon nos braços, correndo com ele até o mar.
- Vamos apostar quem chega primeiro? – desafiou Dereck. – Como fazíamos quando crianças?
- Eu sou um corredor, Dereck. Quer mesmo apostar? – perguntou Magnus levantando.
- Eu acho que posso ganhar. – arrisquei.
- Um, dois, três...
Saímos correndo. A corrida na areia era horrível. Eu tinha a sensação que corria, mas não saía do lugar. E não tinha dúvidas que Magnus ganharia. Dereck em segundo e eu, óbvio, em terceiro.
Entrei na água devagar. Estava gelada. Logo a camiseta molhou por inteiro, transparecendo o biquíni por baixo.
- Vocês não pretender tirar as camisetas? – perguntou Dereck ironicamente.
- Não... – respondi. – Estou bem assim.
- Eu acho melhor eu não tirar também... – disse Magnus me olhando maliciosamente.
- Eu soube que o príncipe tem tatuagens. Achei que veria hoje. – disse Kim ironicamente.
- Talvez em outra oportunidade, Kim. Hoje certamente não. – disse Magnus. – Mas pelo visto a notícia das minhas tatuagens pode sair no jornal qualquer dia destes. – ele falou olhando diretamente para mim.
Antes que eu pudesse me defender, Leon se jogou sobre mim. Eu acabei me desequilibrando e caindo e tomando um pouco de água. As mãos firmes de Magnus me seguraram e consegui levantar novamente.
- Obrigada, Alteza. – falei.
- Quem sabe você me chama de Magnus?
- Eu... Não poderia fazer isso.
- Eu gostaria muito. – ele insistiu.
Olhei ao redor, mas Dereck e Kim estavam longe de nós com Leon. Vitória estava debaixo da tenda, com largos óculos escuros que não sei nem para onde ela olhava. Ele pegou minhas mãos por baixo da água e foi me puxando para o fundo, junto com ele.
- Eu não sei nadar...
- Eu estou segurando você.
- Magnus... Vitória está ali, a alguns metros de nós.
- Diga de novo.
- Vitória está ali...
- Não, Katrina... Diga meu nome novamente.
- Magnus... – eu repeti.
Ele segurou firme nas minhas mãos e continuou me puxando até que eu quase não encostasse meus pés no chão. Estávamos bem longe de todos. Uma onda mais forte me empurrou contra ele, que me segurou firmemente contra seu corpo. Senti seu membro endurecido no meu corpo.
- Magnus, não podemos...
- Eu quero você, Katrina.
- Sua noiva está há alguns metros de nós...
- Você me deixa louco...
Aquilo era com certeza a coisa mais louca e arriscada que eu já havia feito. Que tipo de mulher era eu? Havia traído meu noivo inúmeras vezes com Dom. Depois traí Dom com Magnus. Agora estávamos ali, trocando carícias dentro da água com a noiva dele a observar de longe, sem saber o que exatamente fazíamos. Era tão arriscado... E maravilhoso. Deixava-me ainda mais excitada. Encostei minha mão no membro dele, por cima da roupa e o vi morder o lábio de prazer. Ele me virou de costas e pegou meus seios rígidos de prazer, colocando o membro pulsando em mim, sem tirar minha roupa. Uma mão desceu pela minha calcinha, que ele habilidosamente arredou, começando a me acariciar. Eu nem via mais a noiva dele, pois sentia minha vagina latejando como nunca senti antes. Mas não foi Vitória que nos impediu que chegarmos mais longe naquela manhã. Foi um helicóptero da imprensa que passou a sobrevoar a praia atrás de qualquer foto dos príncipes de Noriah.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







