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Capítulo 4

Autor: Washing Wheat
O chão ficou marcado com um rastro longo de sangue atrás de mim.

O bebê parecia pressentir o perigo e começou a se agitar loucamente dentro de mim. Outra contração me atingiu com tudo, tão dolorosa que eu mal conseguia respirar.

Foi então que eles me penduraram de cabeça para baixo naquela estrutura de metal.

Minha cabeça latejava. O bebê batia contra a minha barriga. Pontos pretos começaram a estourar diante dos meus olhos.

As lágrimas escorriam ao contrário, molhando o meu cabelo.

— Graham, volta e olha para mim. Você é mesmo tão cruel assim?

— Graham, eu não vou aguentar. O bebê vai…

No meio da minha consciência que já desvanecia, achei ter visto o Graham vindo na minha direção com aquele mesmo sorriso gentil de antigamente. Ele beijava a minha testa e prometia baixinho:

— Stella, eu vou proteger você e o nosso filho. Não chora. Por você, eu sou capaz de abrir mão de qualquer coisa, até da minha própria vida.

Estendi a mão para ele, tremendo.

Mas não consegui alcançá-lo.

A dor da corda cortando o meu pé da barriga me trouxe de volta à realidade num solavanco.

Um momento depois, as empregadas me puxaram da estrutura de qualquer jeito. Minhas costas bateram no chão com tanta força que pareceu que meus ossos tinham se despedaçado.

A corda em volta da minha barriga se enterrou ainda mais na minha carne, piorando as contrações. Quanto mais eu me encolhia, mais ela apertava, como se fosse esmagar os meus órgãos.

Então, uma pressão dilacerante veio lá de baixo. Minha mão tremia enquanto eu tentava alcançar a Sra. Ward.

— Por favor. Eu estou parindo de verdade…

Uma empregada jovem chamada Mia tinha acabado de entrar no quarto. Ela tapou a boca e soltou um grito:

— Sra. Ward, o bebê… a cabeça do bebê já está saindo! Leva ela para o hospital!

O rosto da Sra. Ward ficou pálido como o de um defunto, mas ela só sabia andar de um lado para o outro, em pânico e sem fazer nada útil.

Encarei-a, fraca de dor.

— Eu estou te implorando. Se demorar mais, o bebê vai morrer.

De repente, a Sra. Ward ergueu a mão, com os olhos frios.

— Tragam agulha e linha. Vamos costurar ela primeiro.

— Não! — Mia correu até a cama e abriu os braços na minha frente. — A Madame e o bebê vão morrer. Se quiser costurar alguém, vai ter que passar por cima de mim primeiro.

— Você está se atrevendo a desobedecer as ordens do Sr. Whitmore? — gritou a Sra. Ward.

— Tem sangue por todo lado! — Mia chorava. — Sra. Ward, como a senhora pode ser tão sem coração?

— Se a gente irritar o Sr. Whitmore e a Srta. Vale, quem corre o risco de perder a vida somos nós. Amarrem ela. Não deixem ela atrapalhar.

Duas empregadas avançaram e arrastaram a Mia em direção à estrutura de metal. Prenderam uma fita adesiva na boca dela. Os olhos dela ficaram vermelhos enquanto ela lutava desesperadamente. A estrutura acabou tombando e caiu com força nas costas dela.

Ela se encolheu no chão, tendo espasmos violentos, e depois parou de se mexer.

Em meio à agonia infernal que sentia, gritei com os olhos cheios de sangue:

— Soltem ela! Seus monstros! Espero que cada um de vocês tenha uma morte horrível!

No segundo seguinte, colaram uma fita na minha boca também.

A Sra. Ward pegou a agulha e a linha, levantou a minha saia e enfiou a agulha comprida na carne, lá embaixo.

A dor se espalhou pelo meu corpo inteirinho, como se estivessem me retalhando viva com uma faca.

Balancei a cabeça desesperadamente. Lágrimas e suor frio jorravam pelo meu rosto.

As empregadas seguravam minhas mãos e meus pés com tanta força que eu não conseguia dar um pingo de partida.

— Madame, esta é uma linha estética. Não vai deixar cicatriz — disse a Sra. Ward, sem esboçar nenhuma reação, enquanto continuava a passar a agulha por mim. — Não dar anestesia é para o seu próprio bem. A dor do parto dói muito mais do que isso. Aguente firme. Quando o Sr. Whitmore voltar, nós te levamos para o hospital.

Olhei para aqueles rostos desumanos e finalmente fechei os olhos.

Parei de lutar.

Foi então que a porta foi arrombada com um chute.

— O que vocês estão fazendo? Parem já com isso!

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Último capítulo

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