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Capítulo 8

Chu
A amiga dela avançou de repente e tentou me agarrar.

Segurei seu pulso e a empurrei para longe.

— Com que direito você me chama de ladra?

No mesmo instante, a live explodiu em ataques.

[Quem não deve não se defende tanto.]

[Olha a cara dela.]

[Que nojo!]

Os convidados cochichavam por trás das taças de champanhe.

— Uma empregada falando assim com a futura Donna da família Moretti? Que audácia.

Os olhos de Bianca ficaram vermelhos. Ela balançou a cabeça de leve.

— Gente, não falem assim. Talvez ela só tenha perdido a cabeça por um momento. Afinal... ela cresceu órfã. Não deve ter sido fácil.

Depois, abriu um sorriso generoso, falso até a medula.

— Se você pegou o broche, é só me devolver. Eu não vou ficar brava, nem vou chamar a polícia. Eu só... não posso perder esse broche. Ele significa muito para mim.

O nojo subiu pelo meu peito.

Encarei seus olhos.

— Esta é a segunda vez que você me acusa de roubar uma joia sua. Vou repetir: eu não peguei nada.

A amiga dela apontou para mim, furiosa.

— Bianca é boa demais para inventar uma coisa dessas. Gente boa não mente. Você é uma ladra. Sem educação. Sem caráter.

— O que se pode esperar de alguém que cresceu sem pai nem mãe?

Elas me cercaram como tubarões ao sentir sangue na água.

Levei a mão ao celular.

Bastava uma ligação para meu pai, e aquele teatro acabaria.

Mas, antes que eu conseguisse discar, Adrian golpeou minha mão e fez o aparelho voar.

— Selena, por que você sempre precisa atacar Bianca?

Com Adrian ao seu lado, Bianca se escondeu atrás dele na mesma hora.

— Adrian, não fica bravo. Eu acredito que ela não fez por mal. Dá mais uma chance a ela.

Ela enxugou o canto dos olhos, toda compreensão, toda bondade ensaiada.

Adrian me olhou com decepção.

— Selena, você me decepcionou demais.

Sustentei seu olhar, fria.

— Então, para você, eu sou mesmo alguém capaz de roubar. Você nunca acreditou em mim. Nem uma vez.

Ao ver aquele olhar estranho nos meus olhos, Adrian sentiu um pânico sem nome lhe atravessar o peito.

As pessoas ao redor começaram a se mover.

Vieram na minha direção, tentando me segurar, tentando me revistar.

Por instinto, Adrian deu um passo para impedir.

Mas os dedos de Bianca se fecharam com força na manga dele.

— O broche precisa aparecer. — A voz dela veio baixa. — Senão, não vou ter coragem de encarar meu pai.

Adrian parou.

A amiga de Bianca avançou no mesmo instante e agarrou minha mão.

Lutei para me soltar, mas alguém me empurrou. Cambaleei alguns passos para trás e bati contra um aparador.

Então um broche cravejado de esmeraldas rolou para fora.

Bianca se lançou sobre ele e o pegou do chão.

— Graças a Deus, encontrei. Selena... foi você mesmo. Por que fez isso comigo? Eu já perdoei você uma vez...

A live explodiu de novo.

[Ladra!]

[Prendam essa mulher!]

[Ela enlouqueceu!]

O rosto de Adrian escureceu. A voz dele ficou gelada, aquela mesma voz que usava contra os inimigos.

— O que você ainda tem a dizer? A prova está aí.

A mão dele agarrou meu pulso.

— Pare de se humilhar. Vamos. Para casa. Isso é vergonhoso.

Eu me debatia, tentando me soltar, quando um rugido furioso veio do alto do salão.

— Soltem ela! Quem ousa tocar na herdeira da família Conti?

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