LOGINHavia um costume em nossa aldeia. Antes de qualquer jovem se casar, ela precisava levar o noivo até o santuário para prestar homenagens. Se ambos voltassem sãos e salvos, isso significaria que viveriam felizes para sempre. Minhas duas irmãs mais novas se casaram aos vinte anos. Eu, porém, já havia completado trinta e ainda não era casada. Isso acontecia porque cada homem que entrava naquele lugar comigo terminava nosso relacionamento logo em seguida. Alguns chegaram a tentar tirar minha vida. Meu atual noivo já não suportava os costumes atrasados de nossa aldeia, mas mesmo assim insistiu em ir até lá. Meu pai, que era o chefe da aldeia, acompanhou-o até o local. E assim que saíram, ele me empurrou ao chão e apertou minhas gargantas, tentando me estrangular. Eu não conseguia compreender. O que havia de fato dentro do santuário para mudar tão radicalmente todas aquelas pessoas? E se meu pai sabia que eles se voltariam contra mim ao entrarem, por que ainda assim insistia em levá-los até lá?
View MoreEra ele o rapaz do vídeo. Fiquei estarrecida. Meu pai dissera que ele havia morrido, não dissera? Como então poderia estar ali, internado?Meu cérebro, lento e pesado, custava a processar aquilo; a sensação me causava tontura e náusea. A presença de Verde, porém, era como uma agulha a perfurar minha mente: mantinha-me desperta e me roubava o apetite.Na calada da noite, esgueirei-me até a ala masculina e o encontrei. Para minha surpresa, ele também estava desperto. Ao me ver, não demonstrou o mínimo espanto.— Finalmente chegou.Fitei-o, sem compreender.— Meu pai disse que você estava morto. Por que está vivo?Verde pediu silêncio com um gesto e me conduziu a uma pequena sala escondida no fim do corredor. Ali, revelou-me algo que me deixou sem fala.A verdade era que, naquela época, eu não havia agredido ninguém. Nada daquilo com o porco acontecera. A gravação havia sido adulterada. Tudo começara quando eu, por acidente, adentrara o santuário e descobrira provas dos crimes de meu pai.
Após um breve silêncio, todos insistiram com meu pai para que me levasse dali imediatamente. Eu me sentia tomada por um desespero sem igual. De volta à aldeia, pretendiam novamente trancar-me no chiqueiro. Não ofereci resistência, mas fiz um único pedido:— Deixem-me ver uma última vez o que se encontra no santuário. Depois disso, façam comigo o que bem entenderem.Alguns trocaram olhares entre si e concordaram.No interior do santuário, antes mergulhado em trevas, as luzes se acenderam, revelando equipamentos modernos de vigilância. Uma câmera apontava diretamente para o meu quarto. Meu pai aproximou-se, ajustou alguns controles e exibiu uma gravação antiga.Nas imagens, eu aparecia dormindo na cama ao lado de um rapaz. Assim que ele adormeceu profundamente, levantei-me sem fazer barulho. Meia hora depois, retornei trazendo um porco que havia capturado. E então… comecei a praticar atos abomináveis com o animal.O rapaz despertou durante a madrugada e, tomado por horror ao que via, pôs
— O que existe nesse santuário de que tanto fala? — Interrompi a sequência de perguntas, apoiando-me com dificuldade na mão ferida para me sentar. — Não há nada ali! Não façam mais perguntas! Tudo o que aconteceu antes foi uma encenação preparada por mim. Pensem que não passo de uma mulher desequilibrada.O policial franziu o cenho.— Fizemos um exame completo enquanto estava inconsciente. À exceção da lesão na cabeça, não há nenhum comprometimento em seu cérebro. Está perfeitamente sã. No entanto, seu corpo apresenta sinais de maus-tratos e espancamentos prolongados. Suspeitamos que tenha sido coagida.Esforcei-me ao máximo, tentando encontrar uma forma de afastar suas suspeitas.— Eu… eu fiz tudo isso de propósito. Odiava meu pai, então fingi ter esses ferimentos. Inventei cada detalhe. Por favor, não investiguem mais nada.Minhas palavras apenas aumentaram a desconfiança dos agentes. Após conversarem entre si, insistiram que meu pai os levasse até o santuário para examiná-lo. Supliq
Não conseguia acreditar no que via e esfreguei os olhos com força. Mesmo assim, aquelas coisas continuavam ali, nítidas. Os punhos de meu pai e de meu avô desceram sobre mim novamente. Desta vez, não me esquivei. Apenas deixei que me batessem.— Bata até me matar. Realmente não mereço viver, nem ser amada por ninguém.Fechei os olhos na desesperança. O que me atingia começou com punhos, mas logo virou todos os tipos de objetos e ferramentas.— Devia ter morrido há muito tempo. Por que ainda está viva?— Deveria se matar logo. Iria poupar-nos da vergonha.“É verdade, devia me matar”, pensei. Assim, não atrapalharia mais ninguém. Com esse pensamento, me levantei devagar do chão.— Vou me matar. Só deixem-me ir.Eles me olharam com desconfiança.— Não está tentando usar isso como desculpa para fugir, é? Vou te dizer: não pense em nada disso. Toda a aldeia está cheia de nossos informantes. Será pega e trazida de volta, não importa para onde vá.Meu pai completou:— Isso mesmo. E assim que






Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.
reviews