LOGINUm enorme sorriso surgiu no rosto de Denovon quando os dois homens entraram na sala de reuniões. Finalmente, pensou ele. Estava esperando por esse momento há dias e, quando a notícia do prédio desabado se espalhou ontem e os acionistas convocaram essa reunião de emergência, ele soube que isso aconteceria. Seu suposto tio-avô apareceria. Seu avô já havia lhe contado tudo. — Quem são vocês dois? — exigiu um dos acionistas, fazendo a mesma pergunta que passava pela mente de todos. — Eu sou Martin Rowland, e este é meu neto, Reuben Rowland — apresentou-se o homem mais velho, enquanto Reuben o conduzia até um assento. Murmúrios surgiram imediatamente. — Martin? — o Sr. Michael exclamou, com o choque estampado no rosto. Ele conhecia aquele nome. — É bom que você ainda se lembre de mim, Michael — disse o velho Martin com um sorriso. Seu rosto enrugado brilhava de orgulho enquanto olhava ao redor da sala, até que seu olhar finalmente parou em Denovon, que estava sentado calmamente na cade
A luz do sol da manhã entrava pelas longas cortinas do quarto da villa, tocando suavemente o rosto de Emily. Ela se mexeu ao ouvir o som fraco da água corrente. Lentamente, seus olhos se abriram, piscando em confusão. O som vinha do banheiro.Emily se levantou, sua mente ainda confusa. Mas eu dormi sozinha ontem à noite… Denovon disse que talvez não voltasse para casa.Ela se espreguiçou lentamente e saiu da cama, caminhando descalça até o banheiro.— Eu não sabia que você tinha voltado ontem à noite — disse ela suavemente quando viu Denovon. Ele estava diante do espelho, toalha na mão, enxugando a água dos ombros firmes. Seu cabelo estava úmido, gotas de água ainda presas em sua mandíbula marcada.Denovon virou-se ao ouvir sua voz. Seus olhos suavizaram quando ele colocou a toalha de volta no suporte. Ele deu um passo à frente e a puxou para um abraço, encostando a cabeça em seu pescoço. Ele inalou profundamente seu cheiro familiar, e por um breve momento, a tempestade em seu peito s
O sedã preto seguia em alta velocidade pela longa rodovia, a estrada se estendendo infinitamente em direção a HL Town. Eram cinco horas de viagem desde a cidade deles. O céu estava cinzento, carregado de nuvens pesadas, um reflexo sombrio do clima dentro do carro.Denovon estava sentado no banco de trás, seus olhos penetrantes fixos na estrada à frente. Sua postura era calma, mas o silêncio ao seu redor era sufocante. Em sua mão, ele segurava o relatório que George lhe entregara — o relatório dos materiais usados no projeto que desabou. Seus olhos percorriam cada linha, cada número, mas seu rosto não demonstrava nada.George estava sentado rigidamente no banco do passageiro, apertando as mãos sobre os joelhos de vez em quando. O motorista mantinha a atenção na longa estrada, mas a tensão dentro do carro fazia até o ronco constante do motor parecer pesado.A viagem se arrastava, enquanto o silêncio se estendia junto com o céu cinzento acima deles. O único som era o virar das folhas enq
Denovon estava sentado atrás de sua ampla mesa polida, enquanto o sol da manhã entrava pelas altas janelas de vidro de seu escritório. A luz tocava os papéis espalhados à sua frente, mas não fazia nada para aliviar o peso em sua mente. Sua pausa no trabalho lhe dera paz por um tempo, mas agora o peso dos documentos acumulados exigia sua atenção. Sua caneta repousava entre os dedos, pronta para assinar, mas ele não tinha pressa. Cada palavra, cada número precisava ser cuidadosamente verificado. Denovon Rowland não era um homem que permitia que erros passassem despercebidos. Ele recostou-se na cadeira, alongou os ombros e tornou a inclinar-se para a frente, com os olhos fixos nas letras miúdas do contrato à sua frente. Endireitou-se um pouco, apertou a caneta com firmeza e estava prestes a assinar— A porta foi aberta de repente. Denovon congelou no meio do movimento. Seus olhos se ergueram, estreitando-se diante da interrupção repentina. George entrou apressadamente, seu rosto,
Emily dirigiu-se diretamente ao seu andar, seus passos firmes em meio aos sussurros silenciosos dos funcionários.— Bom dia, ma — cumprimentou Chloe, levantando-se rapidamente da cadeira onde estava esperando.— Chloe, obrigada por ter aceitado vir para cá comigo — disse Emily com gratidão, puxando-a para um abraço. Chloe congelou um pouco, surpresa com o abraço repentino.— Sra. Rowland, por favor, você não precisa continuar dizendo obrigada. Estou mais do que feliz em me mudar para cá com você — respondeu Chloe com um sorriso gentil. Ela na verdade achava estranho que Emily, a esposa de Denovon Rowland, continuasse agradecendo a ela. Para ela, aquilo era pura felicidade. Não só podia continuar trabalhando com sua boa gerente, como também seu salário havia sido aumentado.— Bem-vinda à empresa, Ma — disse o Sr. David, assistente antigo de seu pai, enquanto se aproximava.Emily assentiu educadamente.— A reunião começará em breve — disse ele suavemente, depois se virou e seguiu para a
Emily levantou sua colher lentamente, seus dedos tremendo levemente embora ela tentasse esconder isso. A mesa do café da manhã estava quieta, apenas o suave tilintar dos talheres e o leve aroma de chá recém-preparado preenchendo o ar. Ela olhou para Denovon, sua expressão calma, mas seu coração inquieto.— Você aprovou o pedido que eu te fiz? — perguntou ela em voz baixa, como se estivesse segurando aquela pergunta a manhã inteira.— Sim. — O tom de Denovon era certo, seus olhos firmes enquanto ele se inclinava e colocava outro prato no prato dela. — Ela está livre para trabalhar com você na Carter Industry.O alívio tomou o peito de Emily com tanta força que ela quase deixou cair a colher. Seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso enquanto ela sussurrava: — Obrigada. Ela respirou fundo, como se um grande peso tivesse acabado de ser levantado.Era segunda-feira, o início de uma semana de trabalho. Mas não era uma segunda-feira comum. Não para Emily. Hoje ela não estava apenas volt
A viagem de carro decorreu em silêncio. Emily e Denovon estavam sentados no banco de trás, ambos a olhar pela janela enquanto o motorista fazia curvas suaves pelas ruas da cidade. Não havia qualquer constrangimento — apenas silêncio, daquele tipo que não precisava de ser preenchido com palavras.
Quando Emily entrou no restaurante, ouvia-se ao fundo o som suave de música clássica. Os seus olhos percorreram o local e foi então que o viu. Um homem alto estava de pé junto à grande janela, com uma mão no bolso e a outra a segurar um telefone junto ao ouvido. Vestia um fato escuro que lhe ass
Dito isto, virou-se e subiu as escadas. As pernas pesavam-lhe, mas estava decidida. Entrou no seu quarto — o mesmo quarto onde chorara, sonhara e trabalhara arduamente. Sem perder tempo, pegou numa mala e começou a fazer as malas. Apenas a roupa de que precisava, os seus documentos e o pouco din
O quarto estava silencioso quando Emily voltou a abrir os olhos lentamente. A cabeça latejava-lhe. O corpo doía-lhe. A luz forte acima dela fez-lhe apertar os olhos. Por um momento, não se lembrou de onde estava — até que tudo lhe voltou à memória. Charles. Julie. As mentiras. O bebé. Todos s