ANMELDENPOV: ThiagoTudo Isso e Muito MaisDaniel pegou o pacote de camisinha e abriu com os dentes, mas de uma forma tão sensual que minha excitação só aumentou. Olhando em meus olhos ele cobriu toda a sua extensão com o preservativo. Depois pegou o frasco do lubrificante e derramou em suas mãos.Levantei da cama, dei um beijo nele e ia me virar de costas quando senti a mão de Daniel segurando meu pulso.— Nem pensar, Thiago. Eu quero fazer isso olhando em seus olhos. — engoli em seco. A voz de Daniel saiu rouca de desejo e meu corpo estremeceu com isso.Ele me deitou na beirada da cama e começou a passar o lubrificante, me preparando para recebê-lo. Primeiro ele só passou o dedo na entrada me lambuzando bastante, depois ele introduziu um dedo. Ao mesmo tempo, nossos olhares nos mantinham conectados. Não existia o mundo lá fora.Com um dedo dentro mim, ele me estimulava e enquanto isso ele veio por cima de mim e começou a me beijar.— Thiago, isso aqui não é uma transa qualquer.— Eu sei, Da
POV: ThiagoParte 2 - Saciando o DesejoO clique do cartão na fechadura ecoou pelo quarto escuro como uma sentença irrevogável.A porta mal terminou de fechar e eu puxei Daniel pela gola da camiseta, colando o corpo dele contra a madeira pesada.O beijo voltou faminto, desgovernado, sem o menor respiro, engolindo qualquer resquício de hesitação que ainda pudesse restar.As mãos de Daniel agarraram a minha cintura, os dedos cravando na minha pele através do tecido com uma urgência desesperada.— No quarto... — Daniel murmurou contra a minha boca, o fôlego curto, o peito subindo e descendo descompassado. — Você não espera nem chegar na cama?— Não — respondi baixo, a voz áspera, rasgando a minha garganta num rosnado abafado que não pedia licença.Minhas mãos deslizaram pelas costas largas dele, puxando a camiseta preta por cima da cabeça num movimento bruto e jogando-a no chão sem olhar.O reflexo prateado da luz da rua cortava o quarto pela fresta da cortina, desenhando os múscu
POV: ThiagoParte 1 - Não Dava Mais para EsperarA sala de musculação do hotel ficava vazia depois das dez da noite, um detalhe que eu só descobri porque passei os últimos três dias reparando na rotina de Daniel com uma atenção que já beirava a obsessão.Sabia, sem precisar perguntar, que depois de qualquer noite de tensão acumulada Daniel ia procurar aquele lugar — esteiras desligadas, pesos alinhados, espelhos refletindo o silêncio de um espaço construído pra suar sozinho.Passei o dia inteiro repassando a cena da noite anterior: o passo que Daniel não completou, a mão suspensa no ar, o medo antigo vencendo a coragem nova por uma fração de segundo. E repassei também a própria promessa, feita a mim mesmo enquanto ainda tentava dormir: da próxima vez, eu não vou deixar o medo dele decidir sozinho.Às onze da noite, encontrei exatamente o que esperava. Daniel, sozinho, camiseta grudada no corpo de suor, socando um saco de pancada com uma força que não tinha nada a ver com treino técnic
POV: DanielO corredor perto da lavanderia continuava vazio quando puxei Thiago pra um canto mais afastado da escada de serviço, longe do zumbido constante das máquinas, longe de qualquer olhar que ainda pudesse cruzar aquele caminho àquela hora da noite.Nos encaramos sem dizer nada por um instante que pareceu se esticar mais do que qualquer minuto de jogo que eu já tivesse vivido em campo. O silêncio, ali, carregava um peso diferente de qualquer outro que a gente já tivesse dividido — não era o silêncio confortável de quem já se conhece, era o silêncio tenso de quem finalmente tem espaço pra dizer tudo e não sabe por onde começar.— Fala alguma coisa, Daniel — pediu Thiago, a voz baixa, quase um sussurro, os olhos fixos nos meus.Abri a boca. Fechei de novo. As palavras que tinham saído tão fáceis na sala de fisioterapia, horas atrás, pareciam ter evaporado completamente diante daquele silêncio novo, mais cru, sem a urgência do gol recém-marcado ou da euforia da vitória pra disfarça
POV: ThiagoA festa de classificação tomava conta do salão principal do hotel havia quase uma hora quando finalmente consegui escapar sem chamar atenção, driblando taças erguidas, abraços demorados e um diretor de futebol insistindo em fotos comemorativas com toda a comissão técnica.Meu coração batia mais forte do que qualquer discurso de vitória conseguiria justificar. A promessa feita na sala de fisioterapia — depois, sem interrupção nenhuma dessa vez — martelava na minha cabeça desde que Leo bateu naquela porta e quebrou o momento.Subi pela escada em vez de esperar o elevador, dois degraus de cada vez, o sexto andar parecendo mais longe do que nunca. Meu quarto ficava ao lado do de Daniel, — detalhe que a organização do torneio nunca soube o quanto eu agradecia internamente toda vez que precisava de uma desculpa rápida pra estar por perto.Só que, àquela hora da noite, depois de duas taças de espumante que Christian tinha praticamente enfiado na minha mão à força durante a comem
POV: DanielA noite antes da semifinal, consegui dormir mais que três horas seguidas. Fiquei de olhos abertos no escuro do quarto, repassando esquemas táticos até eles se confundirem com pensamentos que não tinham nada a ver com futebol.*Amanhã eu conto pra ele que quero continuar isso de verdade*, repetia mentalmente, como se dizer aquilo em pensamento fosse um ensaio suficiente pra quando precisasse dizer em voz alta.O dia do jogo chegou pesado de expectativa, o hotel inteiro vibrando com uma energia que eu canalizei inteira pra dentro de campo, decidido a não deixar a decisão pessoal atrapalhar nem um segundo da responsabilidade que carregava.Em campo, fiz a minha melhor partida naquela Copa. Cada bola dividida, cada cobrança de escanteio, cada grito de organização pro time carregava uma clareza mental que impressionou até a comissão técnica mais cética.Aos vinte minutos do segundo tempo, armei a jogada que resultou no gol da classificação, um lançamento preciso que cortou a def







