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Capítulo Oitenta e Seis

Author: S.R.Silva
last update publish date: 2026-11-07 18:49:20

Samyra Aquila

Sinceramente, minha vontade era ignorar aquela mensagem e fingir que não tinha visto nada. No entanto, como a curiosidade sempre foi um dos meus maiores defeitos, acabei cedendo e ligando para Matthew. O telefone tocou apenas uma vez antes que ele atendesse, como se estivesse esperando ansiosamente pelo meu retorno.

— O que você quer, Matthew?

— Meu avô quer adiantar o jantar para amanhã.

Soltei um longo suspiro e respirei fundo, tentando encontrar um mínimo de paciência antes de
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    Olhei para J.P e sorri. — Absoluta. Não precisa ficar vindo aqui a cada cinco minutos para conferir se continuo viva.— Não garanto nada.— João Pedro!Ele riu, mandou outro beijo no ar e voltou para a quadra. Acompanhei sua saída com um sorriso, enquanto as meninas aproveitavam para fazer comentários sobre a maneira como ele estava se comportando.— Esse homem está perdido — Patrícia declarou.— Está nada. Só está feliz — Luana respondeu.— E você parece estar gostando bastante — Renata acrescentou, olhando para mim.— Estou gostando do passeio. Não inventem histórias.— Ninguém inventou nada, querida. Estamos apenas observando.— Então observem o jogo, porque parece que o time do namorado de vocês está precisando de ajuda.As três riram, e aproveitei para beber um pouco de água. A partida continuou por mais alguns minutos, com os jogadores disputando cada lance como se estivessem em uma final de campeonato. João ainda conseguiu fazer outra jogada interessante, mas, dessa vez, não m

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    Virei o rosto e encontrei João Pedro parado a poucos passos da arquibancada.Júlia mudou de postura imediatamente.— Nada, João. Estávamos apenas conversando.Ele olhou para mim, claramente desconfiado.— Sammy?Sorri, mas não desviei os olhos de Júlia.— Sua amiga estava preocupada comigo.João franziu a testa.— Preocupada?— Sim. Parece que ela tem algumas recomendações sobre como devo me comportar perto de você.O rosto dele perdeu qualquer traço de descontração.— Júlia, o que você falou para ela?— João, não precisa fazer disso um problema.— Não estou fazendo nada. Só perguntei.Ela cruzou os braços, incomodada com a atenção que ele estava dando à situação.— Eu só estava tentando ajudar.João soltou o ar pelo nariz e passou a mão pelo cabelo.— Júlia, já conversamos sobre isso. Não existe nada entre nós e nunca dei motivos para você agir como se precisasse aprovar as mulheres com quem eu saio.O silêncio que se seguiu foi suficiente para deixar o constrangimento evidente.Olhe

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    Luana deu de ombros.— Não é a primeira vez que ela faz alguma cena, mas o João nunca deu abertura. O problema é que Júlia não aceita muito bem ouvir um não.Antes que eu pudesse responder, João se aproximou da lateral da quadra.— Está tudo bem por aqui?Olhei para ele, depois para as meninas.— Perfeitamente. Suas amigas são ótimas anfitriãs.Ele sorriu, mas pareceu perceber alguma coisa em minha expressão.— E as outras pessoas?— Também existem pessoas interessantes por aqui.João estreitou os olhos, desconfiado.— Sammy...— Vai jogar, João Pedro. Não quero ser responsável por sua derrota antes mesmo de começar.Ele soltou uma risada e se inclinou para deixar um beijo rápido em minha bochecha.— Fica de olho em mim.— Se jogar bem, penso no seu caso.— Depois diz que não é exigente— Já conversamos sobre isso.Ele voltou para a quadra ainda sorrindo, e eu acompanhei sua movimentação enquanto os jogadores se posicionavam. Não demorou para que a partida começasse. Os amigos de João

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    Olhei para a mulher à minha frente por alguns segundos. Ela continuava com os braços cruzados e uma expressão que deixava bastante evidente que não estava interessada em uma resposta qualquer. Seus olhos me analisavam de cima a baixo, como se estivesse tentando encontrar algum motivo para justificar minha presença naquele lugar.Respirei discretamente antes de responder.— Sou a Samyra. E você?Uma das mulheres sentadas ao meu lado soltou uma risadinha, enquanto a desconhecida pareceu não gostar muito da minha resposta.— Não foi isso que perguntei.— Então deveria ter formulado melhor a pergunta.Ela ergueu uma sobrancelha, aparentemente surpresa por não ter encontrado a reação que esperava. Apoiei as costas no banco e cruzei as pernas, decidida a não permitir que uma desconhecida estragasse minha noite.— Sou amiga dele — respondi, finalmente.— Amiga?— Isso mesmo. Conhece essa palavra?A mulher apertou os lábios, e precisei fazer um esforço considerável para não rir. Não tinha a m

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    Depois de pronta, não demorou muito para João Pedro chegar. Quando abri a porta, encontrei-o com aquele sorriso de quem parecia estar sempre tramando alguma coisa. Seus olhos percorreram meu visual por alguns segundos, sem qualquer tentativa de disfarçar a admiração.— Pensei que estivesse ocupada demais para ter o prazer da minha companhia — comentou, sorrindo.— Tão modesto! — brinquei, pegando minha bolsa. — Preciso esfriar a cabeça.— Então serei seu guia. Para onde quer ir?Olhei para ele, esperando alguma pista, mas João parecia bastante satisfeito em manter o mistério.— Me surpreenda!Ele me observou por alguns segundos, inclinando levemente a cabeça, como se estivesse avaliando o tamanho do desafio que acabara de receber.— Você é exigente, que responsa!— Sou nada.— Claro que não. Está me entregando a responsabilidade de escolher o destino da noite inteira e ainda espera que eu acerte de primeira.— Confio no seu bom gosto.— Agora colocou pressão de verdade.Soltei uma ris

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    Samyra AquilaSinceramente, minha vontade era ignorar aquela mensagem e fingir que não tinha visto nada. No entanto, como a curiosidade sempre foi um dos meus maiores defeitos, acabei cedendo e ligando para Matthew. O telefone tocou apenas uma vez antes que ele atendesse, como se estivesse esperando ansiosamente pelo meu retorno.— O que você quer, Matthew?— Meu avô quer adiantar o jantar para amanhã.Soltei um longo suspiro e respirei fundo, tentando encontrar um mínimo de paciência antes de mandar aquele babaca para um lugar pouco agradável. Pelo visto, minha tranquilidade tinha prazo de validade quando o assunto era Matthew Montenegro.— Não posso. Tenho um encontro. — Respondi. — Com quem?A pergunta veio tão rápida que precisei conter uma risada debochada.— Não é da sua conta.Do outro lado da linha, o silêncio se prolongou por alguns segundos. Imaginei perfeitamente a expressão fechada que ele deveria estar fazendo, provavelmente tentando entender em que momento havia perdido

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