로그인— De você? Estou começando a achar que deveria.Ri e passei por ele em direção ao corredor.— Venha, jogador caro. Antes que eu mude de ideia.— Agora você está usando minha própria estratégia contra mim.— Aprendo rápido.Seguimos até o banheiro, onde a banheira já estava pronta para ser utilizada. Abri a torneira, ajustei a temperatura da água e coloquei um pouco de espuma. João ficou próximo à porta, observando meus movimentos com um sorriso discreto.— Está confortável? — perguntei.— Bastante. Mas ainda estou tentando entender como consegui sair de uma partida de futebol e terminar a noite em um banho de banheira.— Reclamação?— Nenhuma. Só estou considerando que minha avaliação como jogador melhorou bastante.— Não se anime. Ainda estou decidindo.Ele soltou uma gargalhada, e eu balancei a cabeça, divertindo-me com a própria situação. Depois de deixar tudo preparado, trocamos algumas palavras e combinamos de aproveitar aquele momento sem pressa, respeitando o espaço um do outro
Samyra AquilaFiquei olhando para a tela do celular depois de enviar aquela mensagem, tentando entender em que momento havia decidido convidar João Pedro de volta para o meu apartamento. A noite tinha sido agradável, muito mais do que eu esperava quando aceitei sair com ele. O futebol, as brincadeiras, o jantar e até as provocações sobre seu desempenho como jogador tinham conseguido afastar meus pensamentos de tudo aquilo que vinha me incomodando nos últimos dias.Quando ele me deixou em casa, imaginei que encerraria a noite com um banho demorado, uma roupa confortável e algumas horas de descanso. Era o plano mais sensato, principalmente porque precisava acordar cedo na manhã seguinte. Entretanto, depois de fechar a porta do apartamento, percebi que não estava tão interessada em dormir quanto havia imaginado.O silêncio pareceu grande demais.Deixei a bolsa sobre o aparador, tirei os sapatos e caminhei até a sala. Ainda conseguia lembrar do sorriso de João quando nos despedimos, da ma
— E você? — ela perguntou, mudando de assunto. — Sempre gostou do que faz?— Na maior parte do tempo. Existem dias em que penso seriamente em largar tudo e abrir um quiosque na praia.— Vendendo água de coco?— Com atendimento exclusivo e preços especiais para clientes exigentes.— Então você vai à falência na primeira semana.— Por quê?— Porque vai passar mais tempo conversando com os clientes do que vendendo.— Isso se chama relacionamento com o público.— Isso se chama falta de administração.Ri, apontando para ela com o garfo.— Está vendo? É por isso que não posso contar meus planos para você. Em vez de apoiar meus sonhos, já começa a apresentar os motivos do fracasso.— Alguém precisa manter seus pés no chão.— Aceito a função, desde que continue jantando comigo.Ela não respondeu imediatamente. Apenas me observou, e aquele olhar fez com que eu me perguntasse se havia ultrapassado alguma linha. Então, um sorriso discreto surgiu em seus lábios.— Depende do próximo convite.— Is
João Pedro SoaresEstava gostando daquela mulher mais do que deveria.A constatação surgiu enquanto dirigia, com Samyra sentada ao meu lado, observando as luzes da cidade pela janela. Desde que ela havia aceitado meu convite, eu vinha tentando encontrar uma maneira de tornar aquela noite especial, mas, sinceramente, não precisava de grandes produções. Bastava olhar para o sorriso que ela tentava esconder sempre que eu fazia alguma provocação para perceber que estava no caminho certo.O problema era que Samyra não facilitava as coisas. Não porque fosse difícil de agradar, mas porque tinha uma habilidade impressionante de desviar de qualquer pergunta que pudesse revelar um pouco mais sobre seus sentimentos. Era espirituosa, respondia às minhas brincadeiras sem perder o ritmo e não demonstrava receio de me contrariar. Gostava disso. Estava acostumado a mulheres que concordavam com tudo apenas para manter uma conversa agradável, mas Samyra parecia não ter qualquer preocupação em me agrada
Olhei para J.P e sorri. — Absoluta. Não precisa ficar vindo aqui a cada cinco minutos para conferir se continuo viva.— Não garanto nada.— João Pedro!Ele riu, mandou outro beijo no ar e voltou para a quadra. Acompanhei sua saída com um sorriso, enquanto as meninas aproveitavam para fazer comentários sobre a maneira como ele estava se comportando.— Esse homem está perdido — Patrícia declarou.— Está nada. Só está feliz — Luana respondeu.— E você parece estar gostando bastante — Renata acrescentou, olhando para mim.— Estou gostando do passeio. Não inventem histórias.— Ninguém inventou nada, querida. Estamos apenas observando.— Então observem o jogo, porque parece que o time do namorado de vocês está precisando de ajuda.As três riram, e aproveitei para beber um pouco de água. A partida continuou por mais alguns minutos, com os jogadores disputando cada lance como se estivessem em uma final de campeonato. João ainda conseguiu fazer outra jogada interessante, mas, dessa vez, não m
Virei o rosto e encontrei João Pedro parado a poucos passos da arquibancada.Júlia mudou de postura imediatamente.— Nada, João. Estávamos apenas conversando.Ele olhou para mim, claramente desconfiado.— Sammy?Sorri, mas não desviei os olhos de Júlia.— Sua amiga estava preocupada comigo.João franziu a testa.— Preocupada?— Sim. Parece que ela tem algumas recomendações sobre como devo me comportar perto de você.O rosto dele perdeu qualquer traço de descontração.— Júlia, o que você falou para ela?— João, não precisa fazer disso um problema.— Não estou fazendo nada. Só perguntei.Ela cruzou os braços, incomodada com a atenção que ele estava dando à situação.— Eu só estava tentando ajudar.João soltou o ar pelo nariz e passou a mão pelo cabelo.— Júlia, já conversamos sobre isso. Não existe nada entre nós e nunca dei motivos para você agir como se precisasse aprovar as mulheres com quem eu saio.O silêncio que se seguiu foi suficiente para deixar o constrangimento evidente.Olhe







