/ Romance / Amor em Alto-Mar / Capítulo 68 – O Segredo de Luka

공유

Capítulo 68 – O Segredo de Luka

last update 게시일: 2026-06-07 00:23:15

Os dias que se seguiram ao resgate de Matthew foram uma mistura estranha de alívio e tensão residual. A casa parecia respirar mais leve durante o dia — risadas de Matthew e Claire ecoando pelos corredores —, mas à noite o peso ainda pairava. Matthew acordava suando frio, chamando por mim ou por Elias. Claire, minha afilhada de quinze anos, dormia ao lado dele quase todas as noites, segurando sua mão como uma guardiã

이 작품을 무료로 읽으실 수 있습니다
QR 코드를 스캔하여 앱을 다운로드하세요
잠긴 챕터

최신 챕터

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 22 (146)  – Rachaduras

    O corpo de Elara ainda está quente contra o meu quando o sol começa a subir de verdade.Eu não dormi direito. Passei a maior parte da noite acordado, ouvindo a respiração dela, sentindo cada pequeno movimento, como se a qualquer momento alguém fosse bater na porta e tentar levá-la embora. A mão continua espalmada na barriga dela, os dedos levemente curvados, possessivos mesmo no cansaço.Ela acorda devagar. Primeiro um suspiro. Depois o corpo tensiona por um segundo, como sempre faz, antes de lembrar onde está. Quando os olhos verdes se abrem e me encontram, há algo diferente ali. Não é só o desejo residual da noite. É peso.— Você ficou acordado de novo — ela murmura.— Fiquei.— Por causa deles.— Por causa de você.Elara desvia o olhar por um momento. Eu seguro o queixo dela e a faço voltar.— Fala o que está pensando.Ela demora. A garganta se move quando engole.— Ontem, quando eu fui com a Maeve para a cozinha… ela me perguntou se eu realmente conseguia imaginar uma vida longe d

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 21 (145) – O Dia Inteiro Sob Vigia

    O café da manhã termina em silêncio pesado.Maeve recolhe as xícaras com movimentos calmos demais. Luka permanece sentado, os braços cruzados, observando cada vez que minha mão se move em direção a Elara. Eu não disfarço. Mantenho os dedos na coxa dela por baixo da mesa, o polegar desenhando círculos lentos por cima do tecido da calça de moletom. Ela não se afasta. Só aperta um pouco mais a mandíbula.Quando finalmente nos levantamos, Maeve fala sem olhar diretamente para mim:— Vocês dois vão ficar na sala hoje. Sem sumir para o quarto. Sem se trancar. Eu quero vocês à vista.Eu quase respondo algo afiado, mas me contenho. Apenas aceno uma vez, rígido.Levo Elara até o sofá grande da sala de estar. Sento primeiro e a puxo para ficar colada ao meu lado. Meu braço passa por trás das costas dela, a mão terminando no ombro oposto, mantendo-a presa contra mim. Ela demora um segundo, depois cede, o corpo se acomodando no meu. O cheiro do cabelo dela sobe e me acalma de um jeito que eu odei

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 20 (144) – Sob o Mesmo Teto

    Eu acordo antes do sol atravessar completamente as cortinas.A luz ainda é fraca, acinzentada, do tipo que não aquece. Elara está deitada de lado, de frente para mim, o rosto relaxado pelo sono profundo. Uma das minhas mãos está espalmada na cintura dela, os dedos levemente cravados na carne macia. A outra está enfiada por baixo do travesseiro, perto demais do lugar onde eu costumo deixar a arma quando o nervosismo aperta demais. O lençol está baixo na cintura dela. Eu consigo ver as marcas que deixei no pescoço, no ombro, na curva do seio. Ontem eu gozei dentro dela de novo. O cheiro de sexo e de posse ainda gruda na pele dos dois.Eu gostaria de poder trancar o mundo do lado de fora e ficar só com isso.Mas o mundo está no quarto de hóspedes.Eu escuto movimento no andar de baixo. Passos leves, cuidadosos. O barulho de uma xícara sendo colocada sobre a bancada de pedra. O chiado baixo da cafeteira. Maeve já está acordada. Provavelmente há algum tempo.Elara se mexe. Um pequeno gemid

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 19 (143) – O Peso do Olhar Deles

    A conversa acaba, mas o peso dela não.Maeve se levanta primeiro. O movimento é lento, controlado, como se ela estivesse segurando algo que ameaça explodir. Luka a acompanha com o olhar antes de se erguer também. Eu continuo sentado, a mão de Elara ainda presa na minha. Eu não solto. Não agora. Talvez não nunca.— Eu quero um copo d’água — Maeve diz, a voz mais baixa. — E quero que ela venha comigo até a cozinha.Eu abro a boca para recusar, mas Elara aperta meus dedos antes que eu consiga falar.— Eu vou — ela diz, surpreendendo os três. A voz dela sai rouca, mas firme. — Só… um minuto.Eu viro o rosto para ela. O olhar que trocamos é carregado. Eu não gosto. Cada fibra do meu corpo grita contra a ideia de deixá-la sair do meu campo de visão com a minha mãe. Mas há algo no jeito que Elara me olha — uma decisão silenciosa — que me faz soltar a mão dela devagar.— Cinco minutos — eu aviso, a voz baixa e dura. — Depois eu vou atrás.Maeve não responde. Só acena uma vez e sai na frente.

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 18 (142) – A Conversa

    Eu os levo para a sala de estar sem soltar a mão de Elara por um segundo sequer.Meus dedos estão firmes em volta dos dela, quase dolorosos de tão apertados. Eu sinto o tremor fino que percorre o braço dela, mas ela não tenta se afastar. Quando chegamos ao sofá maior, eu a puxo para sentar colada ao meu lado. Minha coxa pressiona a dela. Meu braço passa por trás das costas dela de forma clara, possessiva, quase desafiadora. O corpo dela está rígido, mas ela se deixa ser puxada.Maeve e Luka se sentam no sofá oposto. O espaço entre os dois sofás parece uma fronteira. O ar está pesado demais para o tamanho da sala.Ninguém fala por um tempo longo demais.Eu sinto o olhar de Maeve queimar em mim e depois deslizar para Elara. Ela observa as marcas no pescoço dela, a forma como nossos dedos estão entrelaçados, a proximidade forçada dos nossos corpos. Luka permanece em silêncio, os cotovelos apoiados nos joelhos, o olhar sério e calculista que eu conheço desde criança.Maeve é a primeira a

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 17 (141)  – A Chegada

    O relógio marca 19:47.Eu estou de pé na sala de estar, perto da janela que dá para a entrada da mansão. Elara está sentada no sofá atrás de mim, as mãos apertadas uma na outra sobre o colo. O vestido preto que eu escolhi para ela marca o corpo de um jeito discreto, mas as marcas no pescoço ainda aparecem por cima da gola. Eu não pedi para ela esconder. Não quero que esconda.O silêncio entre nós é denso.Eu sinto a presença dela como se fosse uma segunda pele. Cada respiração. Cada pequeno movimento. Desde mais cedo, quando a fodi devagar na cama e depois a lavei com as minhas próprias mãos, algo mudou no ar. Não ficou mais leve. Ficou mais pesado. Mais real.— Você está nervoso — ela diz baixo, a voz rouca.— Estou preparado — corrijo.— É a mesma coisa.Eu me viro e olho para ela. Elara levanta o rosto. Os olhos verdes estão mais calmos do que eu já vi, mas ainda carregam aquele fundo de medo e desafio. Eu caminho até o sofá e me agacho na frente dela, as mãos grandes cobrindo os j

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 6 — O Jantar Branco

    Capítulo 6 — O Jantar BrancoO vestido era branco.Claro que era.Nem marfim, nem pérola, nem qualquer mentira elegante inventada para suavizar a crueldade. Branco. Liso. Escandalosamente simples. O tipo de vestido que parece inocente até tocar a pele errada.— Não vou usar isso — digo, segurando o

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 4 – Migalhas de Luxo

    Capítulo 4 – Migalhas de LuxoZion continua deslizando o morango gelado pelo meu mamilo, circulando lentamente, provocando. Elias mantém dois dedos pressionados contra minha entrada encharcada, abrindo-me, mas sem penetrar, apenas sentindo o quanto estou molhada e desesperada.— Diga — repete Elias

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 3 – A Espera que Queima

    Capítulo 3 – A Espera que QueimaO tempo dentro dessa suíte se transforma em algo viscoso e cruel.Minutos se esticam como horas. Não sei mais se passaram trinta minutos ou três horas desde que a porta se fechou com aquele clique definitivo. O relógio digital na mesinha marca 23:47, mas o mar negro

  • Amor em Alto-Mar   Capítulo 5 – Tempestade no Convés

    Capítulo 5 – Tempestade no ConvésO sol do Caribe bate forte no meu rosto enquanto caminhamos pelo convés principal. O robe de seda preta que Zion me deu mal esconde o que aconteceu nas últimas horas. Meus pulsos ainda estão marcados, vermelhos sob as mangas largas. Cada passo me lembra que estou a

더보기
좋은 소설을 무료로 찾아 읽어보세요
GoodNovel 앱에서 수많은 인기 소설을 무료로 즐기세요! 마음에 드는 작품을 다운로드하고, 언제 어디서나 편하게 읽을 수 있습니다
앱에서 작품을 무료로 읽어보세요
앱에서 읽으려면 QR 코드를 스캔하세요.
DMCA.com Protection Status