เข้าสู่ระบบ— Isto é apenas uma cópia. — Ela entregou o envelope para a Edna. — Todas as provas estão comigo. Se você não fizer o que estou mandando, isso será usado como prova e apresentado ao tribunal.Naquele momento, o último resquício de tolerância e simpatia que Cecília ainda nutria por Edna se esgotou completamente. Ela se virou e foi embora.— Não, Cecília! — Edna correu atrás dela. — Eu não quero mais aqueles duzentos mil, está bem? O dinheiro que você deu antes pode ficar para as crianças...Cecília entrou no elevador e as portas se fecharam.Edna não ousou entrar. Suas palavras foram separadas pelas portas do elevador, e aquela aparência descarada também ficou do lado de fora.Após ser interrompida, a expressão de Edna, que parecia arrependida, mudou instantaneamente. Ela pegou o celular e fez uma ligação.— Deu ruim. A Cecília descobriu. Você precisa me ajudar...— Quem mandou você ser gananciosa e pedir mais duzentos mil? — A voz do outro lado respondeu. — Resolva isso sozinha. Eu não
Edna já havia feito esse tipo de coisa inúmeras vezes.Juju logo voltou a si e começou a comer a maçã em grandes mordidas.— Venha para fora. Preciso falar com você. — Os olhos límpidos de Cecília continham uma fina camada de raiva.Sob aquele olhar, o coração de Edna acelerou.Cecília saiu primeiro do quarto e ficou esperando por ela no fim do corredor.Depois de esperar por um bom tempo, Edna finalmente saiu.— O que quer que seja, não pode falar aqui dentro? Juju está sozinha no quarto. Eu não fico tranquila. — O tom de Edna parecia uma reclamação, mas estava carregado de uma forte inquietação. Afinal, ela tinha a consciência pesada.— Quero uma explicação. — Cecília simplesmente lhe entregou o envelope, sem sequer olhar para ela.— Explicação do quê? — Edna se recusou a aceitar o envelope e o empurrou de volta. — Se você tem alguma coisa para dizer, diga logo.— Ou você olha isso e me dá uma explicação, ou eu entrego tudo à polícia. — A mão de Cecília caiu ao lado do corpo, e ela e
Há várias filiais precisando de funcionários. Heitor escolheria alguns lugares, e ela escolheria o mais distante. Primeiro, precisava sair de Belnorte.— Aviso você assim que eu escolher. — Heitor falou em um tom frio.— Está bem. — Cecília só pôde concordar.Depois de dizer isso, como Heitor não disse mais nada, ela falou:— Se não houver mais nada, eu vou indo.Heitor a tinha chamado, na verdade, não por causa da transferência. O que ela chamava de "mais nada" ainda era justamente o que ele não tinha conseguido perguntar.No entanto, as palavras ficaram presas em sua garganta e, por mais que tentasse, ele não conseguia pronunciá-las. Ele observou Cecília se afastar passo a passo do escritório. A porta se fechou e ele já não conseguia mais vê-la.Heitor tirou o cigarro da boca e o amassou até virar uma bola. As folhas de tabaco se espalharam, caindo sobre a barra da calça e os sapatos.Depois de um longo tempo, ele jogou o cigarro destruído na lixeira, usando toda a força que tinha.
Por algum motivo, ao ouvir a voz de Heitor, o coração de Cecília ficou um pouco inquieto.Ela caminhou até a porta do escritório com passos rápidos e leves, abaixando a voz para falar com Leandro:— Leandro, me entregue as coisas...— Sr. Heitor, Cecília chegou!O humor de Leandro também era confuso. Depois que Cecília apareceu, ele ficou olhando para ela o tempo todo.Como esperado, o abdômen dela estava levemente saliente. Para quem não a conhecesse, ainda seria difícil perceber que ela estava grávida.Ele não queria se envolver naquela confusão de jeito nenhum. Então puxou Cecília para dentro do escritório e interrompeu em voz alta a ligação que Heitor estava fazendo.Depois disso, soltou Cecília e saiu correndo.A porta do escritório, que estava completamente aberta, foi fechada com firmeza.Tudo aconteceu de repente, e Cecília nem teve tempo de reagir. Quando finalmente voltou a si, Heitor já estava parado diante dela.O homem levantou levemente as pálpebras. Seu olhar profundo e
— É melhor você me dar uma explicação.Eles eram amigos há muitos anos. Mesmo sem Heitor dizer a que se referia, Rodrigo já sabia exatamente sobre o que ele estava falando.— Eu só queria saber se você realmente ama Nicole.Heitor ficou sem palavras por um instante, até acabar rindo de raiva.— E agora você sabe?— Sei. — Rodrigo respondeu.— Espere só. No dia em que você cair nas minhas mãos, eu vou fazer você pagar.Heitor desligou a ligação.As palavras ásperas não eram suficientes para aliviar as emoções turbulentas que agitavam seu peito.A tela do celular apagou, e a sala de descanso mergulhou completamente na escuridão. Pela cortina parcialmente aberta, as luzes de neon da cidade entravam, deixando apenas o contorno do ambiente vagamente visível.Heitor se virou de um lado para o outro na cama, mas não conseguiu dormir de jeito nenhum. Antes mesmo de amanhecer, ele se levantou, se arrumou e sentou-se diante da mesa do escritório, esperando a chegada de Cecília.Perto das oito ho
Vendo a expressão séria de Manuela, com aquele olhar cheio de sabedoria, Cecília achou que ela finalmente tinha entendido. Mas ela jamais esperaria que...— Se esse dinheiro não precisar mais ser usado para pagar as despesas médicas da Juju, escuta o que eu estou dizendo: pega o restante e leva você mesma ao hospital para examinarem sua cabeça.Cecília parou de olhar para ela, com medo de se irritar ainda mais com aquele olhar "sábio" de Manuela.— Me fala, fala logo... — Manuela pensou que talvez estivesse dirigindo e, por isso, seu cérebro não estivesse funcionando direito, já que não conseguiu entender o que Cecília queria dizer.Ela insistiu com Cecília durante todo o caminho, mas Cecília continuou sem dizer nada. Porque, naquele momento, ela apenas tinha uma suspeita.Edna era uma pessoa um tanto complicada. Ela tinha uma personalidade amarga e suas palavras eram sempre duras. Mas, ao mesmo tempo, durante todos esses anos, ela havia trabalhado incansavelmente pelo orfanato e se de
Os passos de Cecília cessaram de repente. Sua respiração falhou por um instante, e seu semblante foi ficando cada vez mais sério.— O que foi? — Leandro não entendeu. — Não foi você que pediu ao Sr. Heitor para te transferir de volta?— Não. Eu vim pedir demissão. — Cecília balançou a cabeça.— Demi
A cena de Nicole puxando Heitor para a mesa, sentando-se colada a ele, repetia-se incessantemente na mente de Cecília.Ela não deveria ter olhado.No caminho de volta, deixou o vento frio bater no rosto, tentando se acalmar. No meio do trajeto, parou para comer um pouco de mingau quente antes de vol
Cecília, quase instintivamente, puxou o casaco acolchoado para baixo, cobrindo a barriga lisa.— Fui sim. Acho que estou ficando velha. Este ano estou sentindo mais frio do que o normal. — Ela se aproximou, sentou-se e mudou de assunto. — Precisa do meu notebook? Posso ir buscar no carro.— Use o me
Antes mesmo que as pessoas na sala tivessem tempo de reagir, passos apressados ecoaram do andar de cima.A mãe de Heitor, Tânia Melo, desceu às pressas. À beira dos cinquenta anos, ela mantinha uma figura impecável, bem cuidada como alguém de pouco mais de trinta.Enrolada apenas em um xale vermelho







