FAZER LOGIN— É mesmo?O sorriso de Larissa ganhou um perigo sereno quando ela repetiu a pergunta.Sem perceber a armadilha, a mulher confirmou com ainda mais entusiasmo:— Claro, Larissa. Na verdade, todas nós sentimos muito por você.Ela se inclinou um pouco, como se compartilhasse um grande segredo.— A gente sempre ouve que precisa tomar cuidado com amantes, mas quem imaginaria que agora até a irmã podia virar rival? Melissa tentou seduzir o próprio irmão. É uma falta de vergonha absurda.Larissa lançou um olhar para poucos metros dali.Melissa estava parada, com o rosto alternando entre o vermelho da raiva e uma palidez constrangedora.Ela avançou até o grupo, furiosa, e apontou para as mulheres.— O que vocês acabaram de dizer?Larissa decidiu prestar um pequeno serviço à verdade.— Disseram que você tentou seduzir o próprio irmão e que não tem vergonha na cara.Melissa quase perdeu o controle.— Com que direito vocês falam isso de mim? E ainda se dizem minhas amigas!Aquelas jovens costumav
Murilo consultou o relógio no pulso.– Ainda é cedo. Augusto provavelmente está a caminho. Podemos aproveitar essa vantagem.Arthur assentiu.– Quero ver que condições o Grupo Duarte pretende oferecer.Assim que terminou de falar, Alex pareceu perceber os olhares sobre ele.Virou o rosto naquela direção. Seus olhos passaram por Larissa por um breve instante, mas logo seguiram adiante.Pouco depois, ele mesmo se aproximou.– Sr. Arthur, já ouvi muito sobre você. Sou Alex. Finalmente nos conhecemos.Sua voz era encorpada, com uma leve nasalidade e um sotaque estrangeiro ainda perceptível.Alex estendeu a mão.Arthur baixou os olhos por um instante antes de apertá-la.– Com uma tecnologia tão disputada nas mãos, o Sr. Alex é o verdadeiro centro das atenções esta noite.– Não ousaria dizer isso. Só estou aqui porque todos foram gentis o bastante para me receber.Com os cabelos prateados chamando atenção sob as luzes, Alex manteve um sorriso educado e voltou os olhos para Larissa.Seu olhar
Ao ouvir aquilo, Larissa franziu profundamente a testa. Uma onda de repulsa lhe subiu pelo peito.Bastaram alguns dias longe e Ciro já começou a inventar uma realidade própria?Arthur fechou a expressão e estava prestes a falar, mas Larissa segurou seu braço.Ela encarou Ciro com frieza, sem esconder o sarcasmo.— O Sr. Ciro agora também aprendeu a mentir para si mesmo?Sua voz se espalhou com clareza pelo grupo.— Nós assinamos o rompimento do noivado. Eu também saí do caminho para que você ficasse livre com sua irmã adotiva. Então por que vem difamar meu nome diante de tanta gente?Larissa ergueu levemente o queixo.— Ou o Sr. Ciro acha que pode humilhar a família Moretti? Que pode me humilhar?Os olhos de Ciro se arregalaram.As perguntas vieram afiadas demais, e ele não encontrou resposta.Era a primeira vez que Larissa o expunha assim em público.Durante todos aqueles anos, ela sempre colocou a reputação dele acima da própria dignidade.Arthur, porém, deixou um sorriso satisfeito
Larissa nunca negou que devia a vida a Ciro. Isso, porém, não significava que precisava tolerar a crueldade de Beatriz.A menção aos pais mortos atingiu justamente a ferida que ela ainda não conseguia tocar. Seus olhos arderam quase no mesmo instante.Larissa engoliu em seco e respondeu:[Tia Beatriz, já que gosta tanto de falar dos meus pais mortos, por que não desce até lá para fazer companhia a eles?]Depois de enviar a mensagem, não sentiu o alívio que esperava. Sentiu apenas mais saudade.A tristeza a acompanhou pelo resto da tarde.À noite, Arthur voltou para buscá-la antes do jantar. Já no carro, percebeu que havia algo diferente nela.— Está triste?Larissa encontrou os olhos atentos dele, mas não contou sobre a ligação de Beatriz.Apenas balançou a cabeça.— Não foi nada.— Se não se sentir bem naquele ambiente, me avise. Podemos voltar mais cedo.A expressão de Arthur continuava serena, como se nenhuma irritação jamais conseguisse alcançar aqueles olhos quando se voltavam pa
Larissa sentiu a leve pontada na testa e franziu as sobrancelhas, lançando a Arthur um olhar ressentido. Mesmo assim, obedeceu e bebeu a xícara inteira.Quando terminou, ele pegou a xícara de sua mão.— Vá dormir cedo. Nesses dias, você precisa descansar mais.— Você parece ter bastante experiência cuidando de alguém.A frase carregava uma insinuação sutil e, para quem prestasse atenção, até uma pontinha de ciúme.Arthur manteve os olhos profundos sobre ela, com um sorriso difícil de decifrar nos lábios.— Posso usar toda essa experiência com você. Garanto que sei cuidar muito bem da minha esposa.Os olhos de Larissa se abriram devagar.Arthur ainda acrescentou:— A senhorita exigente vai ficar plenamente satisfeita.Larissa entendeu que ele voltou a provocá-la. Como se ela fosse uma criança fácil de entreter.Ainda assim, depois do chá, um calor agradável se espalhou por seu corpo. E o cuidado de Arthur ganhou um significado novo em seu coração.A vida dos dois era tranquila, sem gran
O corpo de Larissa deixou o chão, e ela passou os braços pelo pescoço dele por instinto.A frase de Arthur não deixava muito espaço para interpretações inocentes.— Eu não estou cansada. Não precisa fazer massagem nenhuma no corpo inteiro.— E se eu quiser?O calor nos olhos dele não escondia o desejo.O coração de Larissa estremeceu. Ao entender onde aquilo podia chegar, ela mordeu o lábio, constrangida.Para Arthur, porém, aquele pequeno gesto foi uma provocação impossível de ignorar.Ele abaixou a cabeça e tomou seus lábios.Como sempre, o beijo começou suave, mas logo ganhou profundidade. Arthur a levou até o quarto sem interromper o contato e a deitou na cama, roubando aos poucos qualquer capacidade de reação.Ele sabia exatamente como tocá-la.A delicadeza nunca desaparecia, mesmo quando o prazer crescia e o corpo dele ardia contra o seu. As mãos grandes percorriam suas curvas quando Larissa recuperou o último fio de lucidez e segurou uma delas.Respirava depressa.— Eu... estou
Por sorte, o toque do celular salvou Larissa do constrangimento.— Alô?O coração acelerou. Ela atendeu às pressas.Do outro lado, veio a voz provocadora da modelo famosa e melhor amiga, Alisa Sampaio:— Então? Minha Srta. Larissa assinou ontem. Aposto que à noite já foi aproveitar o corpo jovem e f
Larissa ficou imóvel. O coração acelerou.Quando Arthur abaixou o rosto para beijá-la, o corpo dela tremeu, fora de controle.Ele percebeu. Parou no mesmo instante, forçando o domínio sobre o desejo que quase transbordava.— Com medo?Larissa ainda não tinha recuperado os sentidos.Arthur passou o i
A voz provocadora demorou alguns segundos para atravessar o torpor de Larissa.— Arthur, seu mano acabou de brincar comigo. Agora é a sua vez?Do outro lado da linha estava Arthur Vasconcelos, o irmão mais velho de Ciro.Quando ela começou a namorar Ciro, Arthur nunca lhe ofereceu um olhar gentil.—
— Sr. Ciro, hoje é o dia de você e a Larissa assinarem no cartório. Você não vai mesmo? Você simplesmente não apareceu. Não tem medo de ela explodir?— Explodir? Todo mundo sabe que a Larissa vive grudada no Sr. Ciro, igual carrapato. Mesmo se ela descobrir que ele faltou por causa da Mel, ela engol







