로그인"A família Braga não vai atrás de Maia, e você deixa Ivone em paz."Ivone já tinha chegado ao lado da van executiva quando ouviu essa frase. Os passos dela pararam de repente, e ela virou a cabeça para olhar os dois homens negociando no meio da pista.Bem na hora em que Gael terminou de falar, Fabiano virou o rosto na direção dela. Os traços do homem eram profundos e marcantes, e, depois que ele recuperou a visão, seus olhos, sem a proteção das lentes, ficaram frios e afiados como os de uma fera à espreita na escuridão da noite, pronta para atacar a qualquer momento.A luz alta dos postes da avenida arborizada passava pelos galhos secos e caía sobre o corpo dele, mas não conseguia iluminar de verdade aqueles olhos.Talvez o olhar dele tivesse parado nela por um segundo. Talvez tivesse apenas passado rápido por Ivone antes de voltar para Gael.Encostado na porta da van, Bendinho abriu a boca para lembrá‑la:— Srta. Ivone, aqui fora está frio. A senhora entra logo, por favor. Davi está l
Todos estavam concentrados no incêndio da casa principal, e ninguém percebeu que alguém tinha se enfiado às escondidas dentro de um carro.Ivone ligou o carro e, antes que conseguisse fechar a porta, Rex pulou no banco do motorista, passou para o banco do passageiro e se acomodou ali, todo imponente.No instante em que o carro saiu, o ronco do motor se misturou e se perdeu no barulho da equipe tentando apagar o fogo.Ivone apertou o volante com força. Logo à frente ficava a guarita. Depois de passar por ali, ninguém mais conseguiria pará‑la. Mas o segurança da guarita, ao reconhecê-la pelo para‑brisa, imediatamente mobilizou todos para bloquear a passagem.— Rex!No momento em que reduziu a velocidade, Ivone empurrou a porta do carro, e Rex saltou como um raio, avançando sobre os homens e latindo sem parar.— Au! Au, au!Aproveitando a brecha que Rex tinha aberto para ela, Ivone afundou o pé no acelerador. O carro disparou como uma flecha, raspando ao lado da guarita.Ela lançou um ráp
Duas horas antes.Quando Ivone abraçava Rex, percebeu o reflexo de luz nos olhos do cachorro. Ao ver aquele ponto brilhando, uma ideia de fuga surgiu, de repente, em sua mente.Os dois computadores do escritório haviam sido desconectados da internet. Fabiano não daria a ela a chance de pedir socorro por ali.Ela sabia que, se Davi acordasse e não a visse, ele certamente ligaria para ela e perceberia que ninguém atendia. Ele iria procurá-la, disso ela não tinha dúvida.Mas, em vez de esperar para ser resgatada, ela preferia encontrar um jeito próprio de sair. Ela não queria passar mais um único dia presa naquele lugar.O problema era que o plano não seria fácil de executar. Bastava um deslize e tudo seria descoberto, jogando no lixo qualquer chance de sucesso.O condomínio Vida Doce era grande demais. Ela precisava de um carro para conseguir sair de lá, caso contrário, seria capturada antes mesmo de passar pelo portão da guarita.Todas as chaves dos carros do condomínio Vida Doce estava
Só que, antes que ela conseguisse se explicar, quando levantou os olhos, Fabiano já tinha se virado de costas. Ele se afastou, sem demonstrar o menor interesse em ouvir qualquer justificativa.Maia ficou olhando para a silhueta alta e larga dele do lado de fora. Debaixo do alpendre, ele acendeu um cigarro, desceu os degraus com passadas longas e foi embora sem olhar para trás.Ela mordeu os dentes, com os olhos vermelhos.Por que ele não mencionou uma única palavra sobre o que tinha acontecido de manhã no condomínio Vila Imperial? Por que também não falou nada sobre o fato de ela ter mandado matar alguém? Era por causa da sua "carta branca" diante da morte, o sangue dela?Afinal, o que o sangue dela significava para Fabiano? Para quem, exatamente, aquilo era tão importante?Ela já havia mandado investigar isso secretamente, mas não conseguiu descobrir nada.Antes de entrar no carro, Fabiano deixou apenas uma ordem para o chefe dos seguranças:— Vigiem-na de perto. Não quero mais nenhum
Os seguranças ocultos voltaram a se esconder, em silêncio, ao redor da casa. Fabiano subiu os degraus, e um dos seguranças empurrou a porta fechada à sua frente.Uma rajada de vento frio entrou, fazendo a pesada cortina da janela oposta balançar.Ao lado da cortina, Maia, que estava lendo um livro, levantou a cabeça assustada. A palma da mão dela estava enfaixada, pois ela havia se ralado de manhã, quando caiu da cadeira de rodas.No instante em que viu Fabiano, seu rosto se encheu de alívio misturado com medo.— Fabiano, ainda bem que você veio!Aquele Gael até que tinha alguma capacidade, conseguiu achar este lugar.A cadeira de rodas de Maia se moveu sozinha até parar diante de Fabiano.— Com toda aquela cena, eu achei que o Gael ia realmente me levar embora. — Quando posso voltar a morar no condomínio Vila Imperial? Esta casa é bonita, eu sei, mas ainda prefiro o clima do condomínio Vila Imperial.Ela forçou um sorriso, tentando puxar conversa:— Só sei que hoje à noite não vou con
O olhar de Gael recaiu sobre o brasão nos peitos daqueles homens: eles eram os seguranças ocultos de Fabiano.Eram homens cuidadosamente selecionados pela família materna de Fabiano, treinados em várias etapas, com uma capacidade de combate que nenhum segurança comum poderia igualar. Gael não imaginava que Fabiano teria colocado exatamente aqueles seguranças ali.— Senhor, é para atacar? — O assistente perguntou.Gael continuou esperando em silêncio. Ao longe, o som de motores se aproximava. Ele recolheu o olhar e falou com voz firme e calma:— Fabiano chegou.O assistente piscou, surpreso, e se virou a tempo de ver alguns carros pretos se aproximando. Eles pararam logo atrás dos carros deles.As portas se abriram, e Fabiano desceu, todo de preto. Seus olhos escuros se misturaram ao frio da noite, lançando um único olhar cortante aos carros que bloqueavam a entrada, com uma expressão distante e gelada.Do banco do passageiro, o assistente de Gael sentiu imediatamente a pressão que eman