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CAPÍTULO 06

last update 게시일: 2021-09-06 21:45:03

      Cidade de “FT”, 13 de janeiro, segunda-feira.

      O bairro “FT-4.56”, zona leste, próximo da praia, era nobre e repleto de belas mansões, uma maior e mais extravagante que a outra. Os prédios luxuosos completavam o requinte de riqueza do lugar.

      A rua Galdino Serpp → com aproximadamente oitocentos metros de extensão → era larga e discreta. Não tinha saída, pois terminava num muro, atrás do qual via-se um matagal.

      Rua absolutamente deserta.

      Enigmática!

      Sombria!

      Não gostou dela → nem um pouco.

      Contou dez grandiosas mansões ao longo da via → cinco de cada lado →, todas com cerca de cento e dez, cento e vinte metros de largura, em média.

      Apreensivo, parou o Corsa na frente da mansão que possuía o número 1275. Terceira casa, do lado direito.

      Provavelmente a tal de Ana dera o endereço errado para a dona da boate Rasputin. Impossível uma pessoa que aceitou trabalhar como garçonete numa boate de quinta categoria residir numa casa daquele porte. Um troço completamente sem nexo!

      Ou isso ou a dona do Rasputin havia mentido, dando-lhe → sabe-se lá por qual motivo → esse endereço.

      Apesar de tudo, decidiu checar, até para eliminar as possibilidades. Depois, pensaria no que fazer.

      Saiu do veículo e observou a mansão.

      Branca. Larga. Três andares. Cercada por um muro alto. Imponente. Um garboso gigante branco.

      Olhou o relógio: 16h10min. Esperava resolver esse problema antes que escurecesse. Tocou a campainha e esperou. Minutos depois, uma voz soou → mecanizada → no interfone.

      → Boa tarde! Pois não?

      Parecia uma voz feminina.

      → Boa tarde! Meu nome é Macto e sou investigador da polícia civil. Estou investigando um crime. Gostaria de conversar com o dono da casa, por favor.

      Pausa.

      A pessoa do outro parecia refletir. Estaria consultando alguém? Estaria pensando no que dizer?

      → E por que quer conversar com o dono?

      → Desculpe, mas só posso dizer isso pessoalmente.

      → E se eu não quiser abrir a porta?

      → Nesse caso, enviarei uma equipe para vigiar essa casa e conseguirei um mandado para revistá-la.

      Nova pausa.

      Perguntou-se o que estaria acontecendo lá dentro.

      → O senhor está investigando que crime?

      → O assassinato de um homem, pregado numa cruz.

      → O da crucificação?

      → Esse mesmo.

      → E o que o dono desta casa tem a ver com isso?

      → Vai depender da conversa que terei com ele.

      Terceira pausa.

      Já estava ficando irritado.

      → Então, minha senhora? Vai abrir a porta ou não?

      De repente, ouviu um zumbido estranho. Temeroso, afastou-se rapidamente e meteu a mão dentro da jaqueta. Mas era apenas a porta grande → de aço → se abrindo.

      → Entre com o carro, por favor.

      Entrou no Corsa e o manobrou para o interior da mansão. Deixou o portão grande para trás e percorreu uma alameda, ladeada por árvores frondosas. O pátio era imenso, com quase cem metros quadrados. Viu → em todos os lados → os mais variados tipos de flores. Mais uma piscina. Uma quadra de tênis. Uma churrascaria coberta. E o prédio de três andares.

      Duzentos metros depois estacionou o carro e saiu.

      Subiu os oito degraus e parou diante da porta, que se abriu.

      Levou um susto!

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