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CAPÍTULO 12

last update Data de publicação: 2021-09-06 21:49:31

      Cidade de “FT”, 14 de janeiro, terça-feira.

      Almoçou peixe frito com arroz, farofa, feijão e salada. Como acompanhamento, suco de laranja.

      Após o almoço, passou numa farmácia e renovou o curativo na testa. Tomou um anti-inflamatório.

      Uma hora depois, estava de volta à rua Marselhantes.

      Circulou pela área, mas não encontrou o que queria.

      Sem desanimar, deu uma volta no quarteirão.

      De repente, na rua paralela, viu a casa vermelha → de um pavimento →, larga e macabra, onde estava escrito, na frente:

CASA DE PAI HUMBERTO

      Bingo!

      Eufórico, parou o Corsa diante da casa em questão. Saiu do veículo e apertou a campainha. Havia duas portas → uma grande, outra de tamanho normal → ambas fechadas, ambas protegidas por portões de ferro. Sem janelas.

      Uma mulher baixa, branca e gorda → que aparentava ter entre cinquenta e sessenta anos →, abriu a porta de tamanho normal, deixando, porém, o portão trancado.

      → Boa tarde! Meu nome é Macto e sou investigador da polícia civil. Estou investigando um crime. Posso conversar com o dono da casa?

      → Boa tarde! Que crime o senhor está investigando, posso saber? → Ela não parecia temerosa.

      → Um homem foi morto, crucificado, na madrugada do domingo. Fui encarregado de encontrar o assassino.

      → E o que esta casa tem a ver com esse crime?

      → Desculpe, mas somente o dono poderá me dizer. Ele está? Posso entrar para conversar com ele?

      A mulher suspirou.

      → Espere um instante, sim?

      Ela fechou a porta e sumiu.

      Esperou.

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Último capítulo

  • CRUCIFICADO   CAPÍTULO 24

    Cidade de “FT”, 20 de janeiro, segunda-feira. Acordou quando faltavam dez minutos para as oito horas, segundo lhe informou a enfermeira. Ela, por sinal, lhe aplicara uma injeção e colocara o soro; porém não quis lhe dizer mais nada. Insistiu. No entanto, ela se mostrou irredutível. Ordens, havia dito. O médico também nada revelou. Permaneceu deitado, tomando soro e repleto de curiosidade. Curiosidade! A pergunta que lhe veio à mente era uma só: o que havia acontecido? Cidade de “FT”, 20 de janeiro, segunda-feira. Só foi saber das novidades

  • CRUCIFICADO   CAPÍTULO 23

    Cidade de “FT”, 20 de janeiro, segunda-feira. Subitamente, um objeto foi colocado sobre seu rosto. Macio, mas que, naquele instante, o sufocava. O que seria? Um travesseiro??? Óbvio! Um discreto e eficiente travesseiro! Não recebeu uma facada nem um tiro. E muito menos uma pancada na cabeça. Por quê? Com certeza para parecer que teria morrido de parada cardíaca. Assim procedendo, não causaria suspeitas. Sim! Era um bom plano. O delegado Haroldo → apesar de enlouquecido → ainda não tinha perdido a inteligência.&nbs

  • CRUCIFICADO   CAPÍTULO 22

    Cidade de “FT”, 19 de janeiro, domingo. Isso porque, à meia-noite, depois que a enfermeira lhe aplicou uma injeção, recebeu uma inusitada e horripilante visita. A visita do demônio! Um homem entrou na sala. Usava o jaleco branco, típico dos médicos. No pescoço, um estetoscópio. Calça jeans. Sapatos pretos. Cabeça raspada. Bigode discreto. Óculos escuros. Manteve a luz apagada. Apenas a luz do corredor iluminava o quarto. Aproximou-se da cama. → Boa noite, Macto → ele murmurou, sério. Estremeceu, ao reconhecer aquela voz! Tentou gritar, mas nada sai

  • CRUCIFICADO   CAPÍTULO 21

    Cidade de “FT”, 18 de janeiro, sábado. Não sonhou. Não teve pesadelos. A escuridão → no entanto → permanecia ao seu redor, profunda, sinistra, dominando o ambiente. Mansidão. Imobilidade. As dores diminuíram. Cidade de “FT”, 19 de janeiro, domingo. Saiu da UTI, sendo conduzido a um dos quartos. Abriu, enfim, os olhos. Pôde perceber o quarto; os aparelhos; as paredes brancas. Havia bandagens em quase todo o seu corpo. Parecia uma múmia, como nos tempos medievais. Além do mais, foi obrig

  • CRUCIFICADO   CAPÍTULO 20

    Cidade de “MJ”, 17 de janeiro, sexta-feira. Sozinho! A dificuldade de respirar aumentava. Em delírio → com o cérebro atrofiado → já não sentia mais nada, não via mais nada, não pensava em mais nada. Sentiu o tenebroso manto da morte se acercando... o tétrico manto do verdugo negro... realizando um reconhecimento... analisando as possibilidades... cheirando seu corpo... cutucando sua alma... lambendo seu espírito... num frenesi alucinado!!! E não tinha forças para lutar contra ele! Seria o fim? O fim... o fim... o fim... As dores no estômago aumentaram! Urinou novamente

  • CRUCIFICADO   CAPÍTULO 19

    Cidade de “MJ”, 16 de janeiro, quinta-feira. Acordou nas trevas! Calculou ser nove ou dez horas de uma noite de vento brando, com a temperatura na faixa dos vinte e seis graus. A fazenda às escuras. A vontade de beber água ou qualquer líquido era insuportável. Suas mãos estavam horrivelmente inchadas. O sangue lhes dava um aspecto doentio. Seu rosto... pálido! Pálido como se não tivesse uma gota de sangue sequer! Pálido e quase em pânico. Sua pele evidenciava pequenas feridas, devido às queimaduras provocadas pelo sol. Defecou na fralda. Foi obrigado a se acostumar com o fedor. 

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