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Capítulo 4

Autor: Justa
Marcos se vestiu e veio até mim, pegando minhas roupas para me ajudar a vestir.

— Vamos juntos.

— Os pais da Camila salvaram minha vida. Não posso simplesmente ignorar a única filha deles. Então vem comigo, por favor. Quando a gente voltar, você pode me bater ou me xingar, faço o que quiser.

Ao ouvir isso, fiquei atônita por um instante. Em seguida, empurrei a mão dele e me vesti sozinha.

— Vamos.

Sem olhar para Marcos, saí de casa com o rosto frio.

Não dei nem dois passos quando senti um calor súbito na mão.

Balancei algumas vezes, mas não consegui me soltar, e lancei um olhar irritado para Marcos.

— Amor, anda mais devagar. À noite está escuro.

Ignorando completamente a minha raiva, Marcos segurou firme a minha mão.

Em poucos passos, chegamos à Mansão dos Frota.

Como os pais de Camila haviam falecido cedo, o exército sempre cuidou bastante dela, e ela morava sozinha num grande pátio.

Naquele momento, o local estava cercado de gente.

A primeira a descobrir o desaparecimento de Camila, Natália, segurava a carta com ansiedade e a entregou.

[Marcos, não quero ser um fardo para todos. Vou acompanhar meus pais.]

Ao ler o conteúdo, o cenho de Marcos se fechou.

Logo, ele ordenou que todos se dispersassem para procurar.

Rapidamente, por toda a ilha ecoaram gritos chamando por Camila, especialmente ao longo da costa, onde havia ainda mais gente.

Com medo de que algo realmente tivesse acontecido, eu também passei a procurar ela por toda a ilha desconhecida.

Ao pensar que a área costeira já estava cheia de pessoas, comecei a vasculhar cantos e lugares afastados.

E não esperava encontrar algo.

— Por que foi você que veio?

— Onde está o Marcos?

Ao ouvir meus passos, Camila se virou surpresa, mas no instante em que me viu, o rosto dela desabou.

Ao ver Camila parada sobre as rochas, com o rosto tomado pelo rancor, soltei um sorriso de deboche:

— Um homem que não tem você no coração vale mesmo a pena pra arriscar a própria vida?

Ao ouvir isso, o rosto de Camila alternou entre vermelho e pálido.

Ela cerrou os dentes e disse:

— O que você sabe? Eu e o Marcos crescemos juntos. Meus pais salvaram a vida dele. Se você não tivesse se metido, a esposa dele seria eu!

Ao ouvir isso, soltei um riso frio:

— Hah. Um homem que realmente tivesse você no coração teria me dado chance de me meter? Além disso, o nosso casamento foi acertado antes mesmo de nascermos. Se for falar de quem veio antes, você nem entra na conta.

— Então, no passado, não havia espaço pra você, e no futuro muito menos. O Marcos só pode ser meu marido.

— Mas, se por acaso o Marcos tiver outras intenções, eu não me importo de quebrar as pernas dele e entregar pra você, pra virarem um casal clandestino. Só não sei se você aguenta bancar!

Depois de dizer isso, virei para ir embora.

Camila já tinha sido encontrada, e ela claramente não queria morrer, não passava de um teatrinho choroso.

Eu não tinha paciência pra continuar.

Mas eu não esperava que ela me puxasse.

Ela se aproximou do meu ouvido e sussurrou:

— Você acha que, se nós duas caíssemos no mar ao mesmo tempo, o Marcos salvaria você ou a mim?

Antes que eu pudesse reagir, senti uma força enorme me puxando para frente.

Completamente desprevenida, caí direto no mar e engoli vários goles de água salgada e amarga.

— Socorro! Marcos, me salva!
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Último capítulo

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    Antes mesmo que eu conseguisse esboçar um sorriso, ouvi uma bronca furiosa vinda de dentro da casa:— De joelhos!Fiz um bico, pensando que o inevitável finalmente tinha chegado, e me preparei para me ajoelhar.Mas Marcos se antecipou e ajoelhou primeiro. Diante dos meus pais e do meu avô sentados na sala, ele falou com total sinceridade:— A culpa foi minha. Eu deveria ter voltado antes para explicar tudo e pedir desculpas. Se for para apanhar ou ser repreendido, aceito sem reclamar. Mas a Helena tem a saúde frágil, então a parte dela eu assumo junto.Depois disso, sem esperar resposta, ele bateu a cabeça no chão três vezes.O avô continuou sério, sem demonstrar emoção alguma. Já minha mãe, por outro lado, estava sorrindo de orelha a orelha.Se não fosse pelo fato de o avô ainda estar ali sentado, ela provavelmente já teria corrido para ajudar Marcos a se levantar e sentar.— Avô, não fique bravo. Minha sobrinha chegou, me dá um pouco de moral. Além disso, veja como nós duas estamos

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