LOGIN~ Uma Novela de Romance Picante ~ — Eu estava com medo — ele sussurrou, deslizando as mãos pelas pernas dela. — Com todo esse perigo, eu teria que admitir o que realmente quero. Quem eu quero. — E? — Ela arfou baixinho quando os dedos dele percorreram a parte interna de suas coxas. — O que você quer? Com os olhos semicerrados, ele não desviou o olhar. — Você. … Frio, racional e determinado a proteger o legado da família, Roman Ricci precisa de uma esposa respeitável por seis meses para garantir o que restou da herança de seu pai. Depois de sobreviver a uma tentativa de assassinato, ferido e caçado pelo tio obcecado por poder, ele acaba na casa de Eva, uma desconhecida atrevida e dona de uma livraria que salvou sua vida. Ao descobrir o quanto ela está desesperada, ele decide que ela é a candidata perfeita. Ela precisa de dinheiro; ele precisa de uma esposa. Assim, ela aceita um casamento de fachada por seis meses em troca de dez milhões. Deveria ser apenas um acordo de negócios, mas, à medida que os inimigos se aproximam e a atração entre os dois esquenta, nenhum sabe ao certo onde termina a encenação e começam seus verdadeiros desejos. Enquanto o tempo corre e os obstáculos se acumulam, cabe aos dois descobrir se seus sentimentos chegarão ao fim ou se esse casamento por contrato guarda algo a mais.
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— Então, o que você está me dizendo — comecei em um tom controlado — é que, para conseguir o selo da Família Ricci e assumir o controle completo da Família, eu preciso me casar com alguém por um período mínimo de seis meses?
O atual advogado do meu falecido pai, Jonathan Bianchi, segurava a pasta como se sua vida dependesse disso.
— Eu... sim. — Ele engoliu em seco, com as mãos se fechando uma sobre a outra. — É i-isso que o contrato diz, Sr. Ricci... senhor.
Meus olhos se estreitaram.
— E você também está dizendo que não há alternativa para esses termos? — perguntei, erguendo uma sobrancelha. — Nenhuma brecha legal ou tecnicalidade que possamos usar para contornar isso? Nenhuma falsificação também?
Inclinei-me para a frente enquanto falava, e o homem se recostou, os olhos se arregalando.
— N-Nenhuma, senhor. — Ele disse. — Seu pai foi muito claro quanto aos termos. Ele até incluiu uma transcrição gravada da conversa dele com meu pai para deixar isso claro. Precisa ser um casamento legal, seguindo o procedimento regular e reconhecido pela lei.
Ele apertou os lábios, claramente escondendo alguma coisa, pela forma como parecia estar decidindo entre dizer aquilo ou se jogar do prédio.
— Ele também deixou algumas coisas claras na cláusula. — Após uma pausa e uma engolida visível, acrescentou. — Para... para garantir a... continuidade do legado, o casamento precisa ser c-com uma mulher viva e respirando.
Essa era uma delas. Eu sequer havia considerado essa brecha alternativa antes de ela ser coberta.
Fiquei olhando para ele em silêncio, encarando o jovem suado alguns anos — mais ou menos — mais novo do que eu.
Ele era, ironicamente, também um substituto do SEU falecido pai, o advogado original e velho amigo do meu pai, que havia morrido poucos meses antes dele. Eu havia encontrado o homem mais velho várias vezes, quando se tratava de lidar com alguns dos negócios particulares do meu pai, e sabia que ele não era nenhum estranho àquela situação. Ele poderia ver um cadáver bem diante dos olhos, limpar o sangue dos sapatos e conversar sobre termos de responsabilidade.
Na verdade, ELE tinha feito isso. VÁRIAS vezes.
Claramente, ele não tinha planejado morrer, porque duvido que teria deixado seu escritório ou seu filho nesse estado lamentável.
O homem diante de mim não possuía nada da compostura ou experiência do pai ao lidar com a Máfia, muito menos comigo, o herdeiro para quem estava cuidando do testamento. Tão inexperiente que até o café da manhã que eu havia tomado teria mais experiência em lidar comigo.
Agora, ele fazia jus ao próprio sobrenome literalmente, dado o quão pálido havia ficado sob a iluminação do escritório nos 12 minutos desde que cheguei. Olhar para ele por mais tempo provavelmente seria um risco à saúde, considerando que parecia a um passo de desmaiar dentro da própria pasta.
Eu teria me divertido o bastante com seu nervosismo se não fosse pelo medo iminente e a frustração que ameaçavam me consumir.
Fechando os olhos, apoiei a cabeça no encosto do sofá e passei os dedos pelos meus cachos, deixando escapar uma risada baixa e amarga.
Depois de todo o planejamento dele, de toda a pressão constante para que eu assumisse o comando depois de sua morte, tinha sido ele quem havia criado a barreira para isso sem me contar.
E para quê? Isso eu também já tinha a resposta.
— “Continuar o legado” — ri amargamente. — Ele realmente tinha seus métodos.
— Seu pai era um homem muito determinado. — Ele disse. Lentamente, levantei-me e olhei para ele novamente, encontrando-o oferecendo-me um sorriso fraco.
Mantive o rosto impassível, intimidando-o apenas com a minha presença. Alguns segundos depois, aquele sorriso vacilou, e seu rosto imediatamente voltou a assumir uma expressão de medo, desviando os olhos para o chão.
Ótimo. Eu preferia isso a frases vazias de consolo.
O arrastar da cadeira ecoou pela sala quando me levantei, olhando para o homem que quase se lançou para fora da cadeira, erguendo os braços em defesa. Não me dei ao trabalho de me importar com sua reação exagerada.
— Obrigado pelo seu tempo, Sr. Bianchi. — Disse em um tom educado e neutro. — Você terá notícias minhas em breve. Arrivederci.
Oferecendo um aceno protocolar, virei-me e saí da sala, ignorando a despedida débil do homem antes de fechar a porta.
Ao sair do escritório, Alessio, meu braço direito, estava esperando sob as luzes da rua.
— Don? — perguntou. Silenciei-o com um olhar e sinalizei para que me seguisse até um canto do prédio, longe de onde as sombras do carro e dos nossos homens esperavam.
Já passava da meia-noite quando chegamos ali para resolver os últimos assuntos de Angelo Ricci desde o funeral. O caminho à nossa frente estava vazio e desprovido de ruídos. Ainda assim, era melhor permanecer cauteloso.
Encostando-me na esquina do prédio, olhei para o céu desprovido de estrelas.
— As coisas... tomaram um novo rumo. — Disse em italiano, baixo o suficiente para ser ouvido apenas entre nós dois. — Meu pai aparentemente acrescentou uma cláusula de casamento para que eu consiga o selo. Um casamento legal por no mínimo seis meses.
— O quê? — Ele se recostou em choque, continuando nossa conversa em italiano. — Então isso significa...
Não disse nada, mas, entre nós, as implicações eram claras.
A Família Ricci havia permanecido estabelecida por gerações. Mesmo agora, em seu estado reduzido, havia algumas tradições que não podiam ser ignoradas. O Selo da Família era uma delas.
Passado de geração em geração dentro da família, era a única marca de seu líder. Quem o possuísse seria reconhecido e obedecido como Don, detendo controle supremo sobre as decisões dentro da Família.
Para mim, era algo consumado. Eu, como o único filho do meu falecido pai e o único herdeiro Ricci que havia administrado seus negócios por anos, já era reconhecido como o chefe após sua morte. Aos olhos deles, o selo já havia sido passado adiante.
Mas eu NÃO tinha o selo. O que significava que, tecnicamente, eu não era o Don.
Respirando fundo, tentei organizar meus pensamentos de maneira lógica.
O que diabos eu deveria fazer?
Eu não fazia a menor porra de ideia.
Eu também acreditava que estava tudo decidido, que seria herdado após sua morte. Durante todo o tempo em que o servi, ele fez questão de enfiar na minha cabeça que eu seria o próximo Don. Que eu assumiria a responsabilidade pelo selo.
Ele tinha partido e me lançado uma curva, colocando o selo fora do meu alcance sob a condição de dar continuidade ao “legado”.
Meu maxilar se contraiu, um gosto amargo afundando em minha boca. É claro que ele encontraria maneiras cada vez mais criativas de me incomodar do além-túmulo. Eu deveria estar agradecido por ele não ter detalhado se, quando e como eu deveria foder minha suposta esposa por esse legado, já que isso também era esperado.
Mas, como não estava especificado, também não era necessário.
— Então podemos fazer alguma coisa, Don? — perguntou Alessio. — Precisamos acelerar o processo para conseguir o selo mais rápido. Se tudo o que precisamos é encontrar uma mulher para casar, podemos arranjar alguma coisa com uma família subordinada. Qualquer uma que tenha uma irmã ou filha, se estiverem dispostos a...
— Não. — Balancei a cabeça. — Isso não.
Meu estômago se revirou com a ideia. O silêncio cresceu entre nós por alguns segundos antes que Alessio suspirasse.
— Então... que tipo de esposa você quer? — ele perguntou, arrastando as palavras.
Aquilo me fez soltar um bufo. Eu não QUERIA uma esposa. Eu não me importava com relações íntimas, exceto com estranhas para satisfazer necessidades carnais, e isso acontecia apenas de vez em quando. Não havia ninguém em quem eu confiasse dentro daquele círculo.
Mas não importava o que eu queria. O que importava era o que eu PRECISAVA.
Fechando os olhos, montei uma lista do ideal.
A primeira e mais importante era não ter qualquer relação com a Família Ricci ou com alguém que soubesse dela. Aqueles dentro do círculo eram arriscados demais, fosse para manter segredos ou para causar tensão dentro da hierarquia familiar. Isso eliminava completamente os parentes de qualquer subordinado. Para máxima segurança, ela precisava ser completamente alheia e ignorante, o que deixava os parentes de subordinados fora de cogitação. Isso tornava as negociações mais fáceis e também garantia uma separação limpa depois.
A segunda era inteligência, um padrão óbvio.
A terceira era adaptabilidade. Mesmo que nenhum segredo fosse compartilhado, ela precisava saber o suficiente para não se mostrar teimosa.
A quarta e mais importante, é claro, era praticidade. Se eu fosse fazer aquilo, precisava de alguém suficientemente desapegada para cuidar da própria vida sem questionar ou se importar.
Que diabos eu estava fazendo?
Soltei um bufo. Com todas aquelas condições, eu poderia muito bem rezar para que a mulher perfeita caísse do céu.
O que eu precisava era não precisar fazer uma porra de uma lista ou criar um perfil de personalidade para uma mulher que nem existia.
Aquilo era ridículo.
— Garanta que isso permaneça entre nós. Não podemos permitir que os homens saibam. — Eu disse. — Há alguma notícia do lado DELE?
— Sim. — Ele respondeu. — Ele desapareceu do mapa. Há poucas pistas sobre seu paradeiro. Suspeito que um ataque esteja prestes a acontecer.
Meu peito apertou com aquilo. Marco Ricci, meu tio de sangue, deserdado e mandado para longe pelos meus avós que eu nunca conheci, por motivos que desconheço, há muito tempo. Se não fosse pela ameaça de sua presença após o funeral, eu não estaria tão preocupado.
A Família Ricci havia sido influente décadas atrás; agora, ser chamada de Família era uma superestimação. Como uma maldição, cada membro biológico morria um a um, sem novos membros ou nascimentos, até que nossa linhagem familiar fosse reduzida a um único ramo. Com isso, seus negócios declinaram.
Agora, além de alguns serviços clandestinos de transporte, segurança e a massa de dinheiro, ativos e negócios geracionais conectando aliados e as famílias subordinadas ligadas a nós.
Aparentemente, antes de partir, Marco amaldiçoou os pais, dizendo que eles morreriam sem ver os frutos de seu trabalho. E, quando isso acontecesse, ele terminaria o serviço e assumiria o controle.
Ele havia conseguido a maior parte do que queria. Seus pais, meus avós, eram cinzas, há muito tempo nadando com os peixes. Minha mãe definhara uma década atrás e meu pai, oficialmente morto havia uma semana, também se fora.
A linhagem da Família Ricci havia sido reduzida a nós dois e, quando se tratava de controlar o que restava das cinzas, só poderia haver um.
Meu maxilar se contraiu. Toquei no ombro de Alessio.
— Vamos. — Disse em inglês. Juntos, voltamos para o carro.
— Para a mansão ou para a sua cobertura? — perguntou ele, e meu maxilar se contraiu.
— Nenhum dos dois. — Respondi. — Leve-me para os arredores. Quero ver as paisagens.
Ele, junto com meus outros homens, pareceu surpreso, mas não questionou. Entrei no carro e eles me seguiram até partirmos.
A paisagem passava por nós. Encostado na janela mais próxima, deixei meu olhar vagar pelas linhas do horizonte e pela paisagem noturna.
Quanto mais nos afastávamos das áreas familiares, menos familiares eram as coisas que eu via. Pela primeira vez, permiti-me realmente olhar para os prédios que passavam por mim.
Eu já havia percorrido aquelas mesmas estradas inúmeras vezes, fosse em uma missão, uma reunião de negócios ou um transporte, mas mal havia visto qualquer uma das paisagens.
As paredes ao redor da minha vida foram cimentadas desde o início. Até aquele momento, havia a expectativa constante de quem eu deveria me tornar. A organização que eu deveria assumir como o novo Don. O legado que eu deveria levar adiante.
Minha vida sempre girara em torno de Don Angelo Ricci, meu falecido pai, e do legado da Família.
Agora, um deles havia partido, e o outro também não estava completamente ao meu alcance.
A morte de Angelo Ricci havia acontecido uma semana atrás, mas eu não sentia um luto que esmagasse meus ossos. Minha mente estava presa a uma de duas emoções, nenhuma das quais eu havia decidido.
Eu guardava ressentimento dele, depois de tudo o que ele havia feito, ou sentia, ainda que a contragosto, falta do senso de direção que sua presença me proporcionava?
Eu não fazia a menor porra de ideia.
Talvez essa fosse a parte mais cruel. Passei grande parte da minha vida tentando me tornar quem ele queria que eu fosse, e nunca aprendi a sentir alguma coisa por ele sem contradições.
O mundo parecia absurdamente grande e, pela primeira vez na minha vida, não havia ninguém ao meu lado para me dizer o que fazer com ele.
— Pare. — Ordenei depois de quase meia hora de viagem ininterrupta. O céu havia escurecido em noite profunda. Nosso carro e o que vinha atrás de nós pararam. Saí do veículo e deixei a brisa fresca da noite passar sobre mim.
Esse lugar nos arredores era um onde eu nunca havia estado antes ou talvez só tivesse passado por ele a caminho do meu destino. Era silencioso, semelhante ao interior pela forma como contrastava profundamente com o burburinho da cidade. Aquele lugar, ao que parecia, dormia cedo. Além de alguns postes de iluminação, não havia ninguém presente, todas as lojas fechadas, deixando apenas a escuridão.
Era tranquilo.
Cheguei à borda da ponte. Sobre a extensão de água ao longe, conseguia ver a Metrópole de onde eu havia vindo.
Como seria construir uma vida assim?
Tirando um cigarro, fumei até ele acabar. Peguei meu telefone, tomado por um impulso insuportável de encontrar o contato dela. Não demorou.
‘Ginny’
Meu dedo pairou sobre o botão, mas, no fim, não o pressionei. Aquela não era a vida dela. Ela também não entenderia. Não importava o quão sozinho eu estivesse, havia certas coisas que precisavam ser mantidas afastadas.
Guardei o telefone, joguei a bituca do cigarro para longe e me endireitei.
Uma leve sensação despertou meus instintos. Meu olhar percorreu ligeiramente as bordas da escuridão além das luzes fracas da rua. Não havia nada à vista, nada que meus olhos conseguissem ver, pelo menos.
Mas, ainda assim, meu maxilar se contraiu. Eu sentia aquilo no fundo do estômago.
Era hora de ir embora.
Afastando a crescente suspeita, entrei no carro, fechei o vidro da janela e enviei uma mensagem rápida antes de me virar para o motorista.
— Vamos. — Ordenei, esperando que partíssemos quando um tiro me fez congelar.
RomanA primeira coisa que surgiu enquanto eu recuperava a consciência foi a dor. Uma dor surda que parecia pesar sobre todo o meu corpo.Eu não era estranho àquele tipo de dor. Ela havia passado por cada missão. Eu mesmo havia treinado e me preparado para suportá-la.Eu não conseguia, por nada neste mundo, lembrar por que estava sentindo aquilo AGORA.Meus olhos se abriram lentamente, encontrando uma visão dolorosamente ofuscante. Insisti, piscando até minha visão se ajustar e o brilho diminuir, revelando um teto.Era marrom, de madeira e polido, carregando um brilho que parecia emanar do sol.E DEFINITIVAMENTE não era o meu.Onde eu estava? Como...Meu próprio raciocínio foi interrompido quando as lembranças me atingiram de uma vez. Os tiros, a fuga e o disparo que me atingira.E então... ELA. A última coisa que eu tinha visto antes de perder a consciência.Alarmes soaram em minha mente, e rapidamente tentei me sentar, apenas para uma dor surda pulsar pelo meu braço esquerdo. Gemi d
RomanEntão meu pressentimento estava certo.Porra.Mais tiros começaram, claramente direcionados ao nosso carro. Um deles atingiu o vidro da janela que eu havia fechado segundos antes. Nada se quebrou, mas eu já tinha me abaixado dentro do carro junto com Reggio e Dominic.— Ande. — Ordenei. O motor roncou, mas um som áspero e metálico nos recebeu.— Nossos pneus. Eles atiraram neles. — Reggio cuspiu, soltando alguns palavrões no mesmo instante em que o para-brisa se rachou.É claro que sim. Meu maxilar se contraiu.Quem era o responsável por aquilo era óbvio. Eu já havia previsto um ataque, mas ele veio mais cedo do que o esperado.Marco havia planejado tudo também. Eles deviam estar nos seguindo até aqui por uma rota diferente — não havia carros nas proximidades — e então haviam se posicionado aqui. Sob a cobertura da escuridão, com os postes iluminando a nós, éramos carne na tábua de cortar.Não havia outra saída senão sair dali.Era isso que eu ganhava por me permitir um momento
Roman— Então, o que você está me dizendo — comecei em um tom controlado — é que, para conseguir o selo da Família Ricci e assumir o controle completo da Família, eu preciso me casar com alguém por um período mínimo de seis meses?O atual advogado do meu falecido pai, Jonathan Bianchi, segurava a pasta como se sua vida dependesse disso.— Eu... sim. — Ele engoliu em seco, com as mãos se fechando uma sobre a outra. — É i-isso que o contrato diz, Sr. Ricci... senhor.Meus olhos se estreitaram.— E você também está dizendo que não há alternativa para esses termos? — perguntei, erguendo uma sobrancelha. — Nenhuma brecha legal ou tecnicalidade que possamos usar para contornar isso? Nenhuma falsificação também?Inclinei-me para a frente enquanto falava, e o homem se recostou, os olhos se arregalando.— N-Nenhuma, senhor. — Ele disse. — Seu pai foi muito claro quanto aos termos. Ele até incluiu uma transcrição gravada da conversa dele com meu pai para deixar isso claro. Precisa ser um casame












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