Mag-log inHelena Barcellos. Desde cedo, enquanto as crianças brincavam pela casa, fiquei pensando em como ele ficaria feliz ao me ver na festa. Sabia que tinha prometido descansar, mas estava me sentindo bem e, depois de passar tanto tempo em casa por causa da gravidez, queria fazer alguma coisa diferente. Além disso, sentia falta dele. Talvez fosse justamente por isso que a vontade de aparecer de surpresa tivesse crescido durante a tarde.Depois de colocar Ana Maria e Belício para tomar banho, separei uma roupa bonita para mim e comecei a me arrumar. Escolhi algo confortável por causa da barriga, mas ainda assim queria me sentir bonita. Passei uma maquiagem leve, arrumei os cabelos e fiquei alguns segundos diante do espelho.— O papai vai ficar surpreso — falei, sorrindo para minha própria imagem.Ana Maria apareceu na porta do quarto.— A mamãe vai sair?— Vou.— Onde?— Na festa do papai.Os olhos dela se iluminaram.— Eu posso ir?Ri.— Você vai dormir na casa da vovó.Belício apareceu log
A festa da equipe estava muito mais animada do que eu esperava. Música tocando, gente conversando por todos os lados, garçons passando com bebidas e petiscos, colegas que normalmente eu via apenas durante reuniões ou no escritório finalmente relaxando depois de uma semana inteira de trabalho. Helena tinha ficado em casa naquela noite porque estava cansada, e, com a gravidez avançando, os dias mais movimentados estavam começando a pesar um pouco mais para ela. Antes de sair, ainda deixei um beijo demorado em sua testa e prometi que não demoraria.— Aproveita um pouco — ela tinha dito, sorrindo. — Você também merece se divertir.— Vou tentar.— Queria que você estivesse comigo, vou sentir sua falta. — Sei disso, mas quem sabe não te faça uma surpresa. — Sorri ao ouvir o que ela disse. Não inventa de beber e voltar dirigindo cansado.— Sim, senhora.Ela riu e me deu um beijo rápido antes de me mandar embora.Durante boa parte da noite, consegui realmente me distrair. Conversei com alg
Capitulo 74— Ele apontou para mim.— A vovó também tem um bebê.Depois apontou para Helena.— A mamãe também.Em seguida, olhou para Azaléia.— E a titia também.Ficou alguns segundos em silêncio antes de completar:— Vai ter bebê demais.Rafael bateu palmas, rindo.— Finalmente ele entendeu.— E três balões — Belício acrescentou.Olhei para ele.— Belício!Ele saiu correndo pela área de lazer, gargalhando.— Balões!— Volta aqui, menino! — gritei, começando a rir também.Enzo foi atrás dele, enquanto Ana Maria corria junto sem entender direito o motivo da perseguição. Helena e Azaléia continuavam rindo, e Rafael voltou para a churrasqueira com aquele sorriso impossível de esconder.Passei a mão sobre minha barriga e também comecei a rir. Não havia como ficar realmente chateada com Belício. A inocência dele transformava qualquer comentário em uma situação engraçada, e, no fundo, aquela brincadeira me fez perceber o quanto as coisas haviam mudado desde o início da gravidez.Cinco mese
Os meses foram passando mais rápido do que eu imaginava. Quando percebi, aquela gravidez que ainda parecia uma novidade distante já fazia parte da nossa rotina, das nossas conversas e até dos nossos planos para o futuro. Minha barriga começava a aparecer de verdade, e já não era possível esconder que havia um bebê crescendo ali. Eu estava entrando no quinto mês de gestação, Helena já estava com quatro meses e Azaléia, que havia descoberto a gravidez um pouco depois de nós, estava chegando aos dois meses. Três gravidezes em momentos diferentes, mas acontecendo praticamente dentro da mesma família, tinham transformado nossas conversas. Antes falávamos sobre trabalho, viagens, festas e problemas do dia a dia; agora, qualquer reunião acabava inevitavelmente em assuntos como consultas, exames, nomes de bebês, roupinhas, enjoos, desejos e as inúmeras histórias engraçadas que surgiam durante aquela fase.Rafael acompanhava tudo de perto e parecia cada vez mais encantado com a ideia de ser
Azaléia pegou o pequeno body e ficou olhando para ele.— É muito pequeno.— Seu bebê vai caber nisso — falei.Ela me encarou e fez uma expressão emocionada.— Não fala assim que eu começo a chorar.Helena começou a rir.— Você já está com os olhos cheios de lágrimas.— Culpa dos hormônios.— Vou usar essa desculpa também — falei, provocando.Entramos na loja e, a partir daquele momento, nossa tentativa de não comprar nada foi completamente esquecida. Helena escolheu algumas peças neutras porque ainda não sabia o sexo do bebê. Azaléia fez o mesmo, embora tenha passado um bom tempo olhando para roupas de menino e menina, tentando imaginar qual delas combinaria com seu filho. Tentei ser racional, mas acabei pegando uma roupinha pequena demais para resistir.Azaléia olhou para a peça nas minhas mãos.— Mãe, você já comprou?— Foi sem querer.Ela começou a rir.— Claro.— Foi realmente sem querer.— Mãe, você está grávida. Pode comprar.Depois daquela primeira compra, decidimos fazer algo
Anny Sophia Rosa Martins Alguns dias depois daquela reunião em família, chegou o momento de transformar toda aquela conversa em algo mais concreto.Três gravidezes significavam três consultas, três carteiras de pré-natal, uma quantidade enorme de exames e, principalmente, três mulheres começando uma nova fase da vida praticamente ao mesmo tempo.Naquela manhã, acordei antes mesmo do despertador tocar e permaneci alguns minutos deitada, olhando para o teto enquanto tentava assimilar tudo o que estava acontecendo. Ainda parecia estranho pensar que estava grávida novamente depois de tantos anos. Enzo e Azaléia já eram adultos, tinham construído suas próprias famílias e, quando finalmente achei que aquela fase de cuidar de crianças pequenas havia ficado para trás, a vida resolveu me surpreender.Passei a mão devagar sobre a barriga, que ainda não mostrava praticamente nenhuma mudança, e sorri ao pensar que, mesmo sem conseguir sentir qualquer movimento, havia uma pequena vida crescendo







