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Jogos de Poder e Paixão

작가: Quel Santos
last update 게시일: 2026-08-01 01:42:17

Diogo segurou a mão de Manuela com uma firmeza polida diante dos convidados, mas o calor de sua pele traía a tensão que a presença daquele vestido vermelho havia provocado. Sem dar margem para questionamentos, ele a conduziu para longe dos olhares curiosos do salão, guiando-a por um corredor reservado até o imponente escritório de mogno no andar térreo.

Ao cruzarem a porta, Diogo fechou-a com um clique seco. O silêncio do cômodo isolou o som abafado da música e das conversas da festa.

Manuela a
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  • De Repente Casados   Sombras do Poder

    O carro blindado cruzou os portões de ferro trabalhado da mansão dos Falconi, parando suavemente diante da imensa entrada de mármore. O silêncio do fim de tarde cobria a propriedade, mas a atmosfera entre os ocupantes do veículo era densa e eletrizante. A água do mar já havia secado sobre a pele de Diogo e Manuela, mas as marcas invisíveis da explosão e a memória do atentado ainda queimavam no peito de ambos.Assim que os seguranças abriram as portas do automóvel, Manuela desceu primeiro. Ela trajava uma muda de roupa simples fornecida pela tripulação da embarcação de resgate, mas mantinha a cabeça erguida e a postura altiva. Clara, que aguardava ansiosa na varanda após ter sido informada do incidente, correu ao encontro da amiga no instante em que a viu pisar no chão.— Meu Deus, Manu! — Clara exclamou, com a voz embargada pela preocupação. — O que aconteceu? Disseram que o iate...Manuela não esperou que Clara terminasse a frase. Ela estendeu a mão e segurou a mão da amiga com firme

  • De Repente Casados   Aliança de Sangue e Paixão

    O som dos motores potentes da embarcação de resgate vibrava sob o piso de madeira, enquanto o barco cortava as águas em alta velocidade de volta ao porto privado dos Falconi. No convés coberto, o ar estava denso, carregado pelo cheiro da fumaça distante e pela fúria silenciosa que emanava de Diogo.Enrolada em uma manta térmica prateada que brilhava sob a luz da tarde, Manuela observava o marido. Ele estava de pé junto à balaustrada, a água do mar ainda escorrendo por seus cabelos e pelo peito largo e definido. Seus olhos fitavam o horizonte com uma intensidade mortal.Manuela deu dois passos à frente, o tecido da manta roçando suas pernas ainda úmidas. Ela parou ao lado dele, encarando o perfil rígido do italiano.— O que você pensa em fazer agora, Diogo? — ela perguntou, a voz saindo firme, quebrando o silêncio pesado.Diogo nem piscou, mantendo o olhar fixo no mar aberto, mas o músculo de sua mandíbula saltou antes de ele responder.— Se ele acha que vai me desestabilizar, ele está

  • De Repente Casados   Fogo e Maré

    O som dos disparos que perfuravam a fibra de vidro do iate era ensurdecedor. Lascas de madeira, estilhaços de vidro e pedaços da tapeçaria voavam pelo ar no convés superior. O aroma do mar e do protetor solar foi instantaneamente substituído pelo cheiro acre de pólvora queimada e fumaça densa.A pouca distância dali, mas longe o suficiente para não atrapalhar o momento íntimo do casal, havia uma embarcação de apoio. Aquele barco menor carregava soldados de elite da família Falconi, homens treinados para garantir a segurança de Diogo e Manuela. No entanto, buscando dar privacidade total aos recém-casados durante o passeio, a escolta mantivera uma distância considerável. Para piorar a situação, a emboscada fora planejada com precisão cirúrgica: as lanchas inimigas surgiram exatamente pelo lado oposto, escondidas sob a sombra das falésias de pedra.Até que a embarcação de apoio percebesse o tiroteio, fizesse a curva na enseada e chegasse para prestar socorro, levaria minutos valiosos. E,

  • De Repente Casados   Sob o Sol da Calábria

    A manhã na Calábria nasceu radiante, com o céu em um azul cristalino e sem uma única nuvem para fazer sombra. O mar Tirreno parecia um espelho gigante reluzindo sob os raios solares, refletindo tons que variavam do turquesa ao azul-profundo. O iate de luxo da família Falconi, uma embarcação imponente de três andares, cortava as águas calmas da costa, deixando para trás um rastro de espuma branca enquanto se afastava do porto privado da mansão.A brisa marinha trazia o aroma salgado e o calor suave do verão italiano, criando um cenário paradisíaco digno de cinema.Diogo estava no convés superior, no comando da embarcação. Ele trajava apenas uma bermuda bege e óculos de sol escuros, deixando o tórax largo e definido exposto ao sol. Sua atenção, no entanto, não estava voltada para os instrumentos de navegação nem para as falésias dramáticas que emolduravam a costa. Seus olhos estavam cravados na escada de acesso que vinha da cabine principal.Quando Manuela surgiu no convés, o tempo pare

  • De Repente Casados   Um Olhar Sobre o Futuro

    O jantar prosseguiu sob o brilho dos lustres de cristal e a imponência do salão de banquetes dos Falconi. A mesa, fartamente posta com pratos da autêntica culinária calabresa e vinhos safra especial, servia de cenário para uma conversa que, à primeira vista, parecia ser apenas sobre etiqueta e eventos sociais, mas que carregava o peso das tradições de uma das famílias mais poderosas da Itália.Manuela estava sentada entre Gemma, a matriarca da casa e esposa de Felipo, e a tia Francesca — esposa do irmão de Felipo, Vitório. Clara completava o quarteto feminino daquela ponta da mesa.Gemma era a imagem perfeita da elegância italiana refinada: cabelos impecavelmente alinhados, joias discretas mas de valor incalculável, e uma postura rígida de quem aprendera a governar os bastidores da máfia ao lado do marido. Francesca, por sua vez, trazia uma energia um pouco mais calorosa, porém não menos imponente.— A sociedade na Calábria exige postura, minha querida — explicava Gemma, cortando deli

  • De Repente Casados   Jogos de Poder e Paixão

    Diogo segurou a mão de Manuela com uma firmeza polida diante dos convidados, mas o calor de sua pele traía a tensão que a presença daquele vestido vermelho havia provocado. Sem dar margem para questionamentos, ele a conduziu para longe dos olhares curiosos do salão, guiando-a por um corredor reservado até o imponente escritório de mogno no andar térreo.Ao cruzarem a porta, Diogo fechou-a com um clique seco. O silêncio do cômodo isolou o som abafado da música e das conversas da festa.Manuela ajeitou a alça fina do vestido de seda, mantendo o queixo erguido e a postura defensiva.— O que você quer, Diogo? — ela perguntou, cruzando os braços para tentar cobrir, ainda que inutilmente, o decote que parecia desestabilizá-lo.Diogo caminhou até a imensa escrivaninha de madeira maciça, pegou uma pasta de couro preta e tirou de lá duas vias de um documento impresso. Ele se apoiou na borda da mesa, encarando-a com uma intensidade sombria.— Quero que você assine um contrato — Diogo foi direto

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