เข้าสู่ระบบCarmem Quando Esmeralda encerrou a ligação com Patrik, precisei controlar minha satisfação. Finalmente minha irmã tinha conseguido fazer alguma coisa útil. Ela passou os últimos dias reclamando das minhas decisões, questionando minha vontade de vingança e falando de Daryo como se ele não tivesse importância. Mas aquele homem era meu marido, e ninguém tinha o direito de diminuir o que vivemos. Daryo me proporcionou uma vida confortável, cuidou de mim à maneira dele e me fez sentir que tinha tudo o que precisava. Eu sabia que nosso casamento não era perfeito, mas isso não dava a Esmeralda o direito de falar dele daquela maneira. Além disso, minha irmã estava longe de ser exemplo para alguém. Uma mulher que abandonou o próprio filho, negligenciou seus cuidados e agora queria dinheiro para desaparecer da vida da criança não tinha autoridade para julgar meu casamento. Eu não pretendia discutir com ela, porque precisava que continuasse colaborando até conseguir colocar Roza atrás das grades
RozaQuando Patrik percebeu que era Esmeralda ligando, colocou imediatamente a chamada no viva-voz. Não sei explicar, mas tive a sensação de que aquela mulher não estava entrando em contato para saber como Roman estava. Conhecendo tudo o que ela tinha feito, imaginei que apareceria com alguma ameaça ou exigência absurda. Mesmo assim, fiquei surpresa quando ouvi que pretendia procurar a polícia e acusar Patrik de ter tirado nosso filho dela. Como alguém que negligenciou os cuidados básicos de uma criança conseguia se apresentar como vítima? O pior veio quando Esmeralda exigiu vinte mil reais para desaparecer definitivamente da vida de Roman. Aquilo me deixou profundamente revoltada. Ela não estava preocupada com a saúde do menino, com os dias que passou sob acompanhamento médico ou com as consequências da negligência que sofreu. Estava interessada apenas no dinheiro que poderia conseguir usando o próprio filho.Olhei para Roman, que dormia tranquilamente no berço, e senti meu peito ape
EsmeraldaPeguei meu telefone e voltei para perto de Carmem, que continuava andando de um lado para o outro, demonstrando toda a impaciência que sentia. Minha irmã queria vingança, mas parecia incapaz de pensar nas consequências. Sempre foi assim, principalmente quando o assunto envolvia o marido. Aquele homem passou anos sendo infiel, e ela continuava tratando-o como se fosse maravilhoso. Eu mesma precisei discutir com Carmem algumas vezes porque Daryo tinha tentado se aproximar de mim de maneira indecente e, depois que o rejeitei, começou a me provocar sempre que tinha oportunidade. Se eu quisesse, poderia ter me envolvido com ele e feito minha irmã passar por uma humilhação ainda maior, mas existiam limites que nem mesmo eu estava disposta a ultrapassar. Nunca senti o menor interesse naquele homem, muito menos vontade de disputar sua atenção com Carmem. Agora ele estava morto, e minha irmã parecia decidida a destruir a própria vida para vingar alguém que nunca a respeitou.Carmem:
EsmeraldaCarmem continuava insistindo que eu deveria ter matado Roza quando tive a oportunidade, mas ela não entendia que eu não estava disposta a morrer para satisfazer sua vingança. Na primeira vez que segurei uma arma pensando em enfrentar aquela mulher, minhas mãos tremiam tanto que mal conseguia raciocinar. Eu sabia perfeitamente quem Roza era e conhecia sua reputação dentro da organização. Se tentasse alguma coisa e fracassasse, provavelmente não sairia viva. Por isso, preferi desaparecer. Também sabia que Patrik faria um exame de DNA para confirmar a paternidade de Roman e acabaria descobrindo os documentos falsificados. Isso complicaria meus planos, mas eu não pretendia desistir do dinheiro que poderia conseguir usando aquela criança. Minha irmã, entretanto, parecia cada vez mais obcecada pela morte de Roza. Chegou a me colocar em aulas de tiro, insistindo que eu precisava aprender a me defender e acabar com a mulher que havia matado seu marido. O problema era que Carmem quer
PatrikEsmeralda não voltou para fazer nenhum novo exame relacionado a Roman. No começo, achei que apareceria depois de alguns dias, mas simplesmente desapareceu. Depois que descobrimos os problemas com os documentos do bebê, providenciamos tudo novamente, porque eu não aceitaria que meu filho crescesse com registros irregulares. Também descobrimos que vários cuidados médicos básicos tinham sido negligenciados. Roman tinha feito apenas os primeiros exames depois do nascimento e praticamente nada além disso. Passou alguns dias sob acompanhamento médico e, durante todo aquele período, Roza mostrou um lado que talvez ninguém imaginasse existir quando olhava para a mulher fria e perigosa que todos conheciam. Ela se tornou uma mãe incrível.Agora eu estava parado na porta do quarto, observando enquanto ela terminava de arrumar Roman e cantava baixinho para ele. Quem olhasse aquela cena jamais imaginaria do que Roza era capaz quando precisava proteger alguém. Eu ainda me pegava admirando aq
AntonellaEu estava sendo tratada como uma princesa por Maksim desde que voltamos para casa. Ele me ajudou com o banho, fez uma massagem nas minhas costas e praticamente não me deixou levantar sozinha para nada. Lorena estava dormindo comigo, ainda mais grudada do que normalmente ficava, e eu não tinha coragem de afastá-la. Maksim tinha decidido preparar um jantar para reunir nossos amigos e nossa família, dizendo que precisávamos comemorar o fato de estarmos todos vivos e seguros. Eu tentava acreditar que realmente tinha acabado. Durante anos, nunca imaginei que chegaria o dia em que estaria completamente livre de Lorenzo. Em algum momento da minha vida, acreditei que ele fosse o homem que eu amaria para sempre, mas ele acabou se transformando no pior pesadelo que já enfrentei. O mais estranho era pensar que, depois de tudo, minha vida tinha sido reconstruída ao lado de Maksim.Maksim: Já avisei todo mundo que vamos fazer alguma coisa aqui hoje.Antonella: Todo mundo?Maksim: Nossa f







