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Capítulo 6

ผู้เขียน: KarenW
Ponto de Vista de Seraphina

Voltei a mim com o som de gritos do lado de fora da porta.

— Ela é minha melhor amiga, Kael! — disse Lila, furiosa. — E a garota que você praticamente viu crescer. Por que diabos você acharia que foi ela quem empurrou a Vivienne na fonte?

A voz de Kael rebateu:

— Porque eram as únicas duas lá fora! E a Vivienne não sabe nadar! Se eu não tivesse chegado quando cheguei… quem sabe o que teria acontecido?

— Tá, e daí? — a voz de Lila se elevou. — Você acha que a Seraphina tentou matar a sua Vivienne empurrando-a em uma fonte?

Houve uma pausa.

— Se eu fosse ela — Lila sibilou — eu teria metido uma bala na cabeça da sua noiva. Teria sido mais rápido do que empurrá-la em uma fonte.

— Não dá para discutir com você — retrucou Kael. — Você… a Seraphina… são todas iguais. Dramáticas. Não é à toa que a melhor amiga dela é você.

A porta se abriu abruptamente. Um médico entrou. Kael e Lila vieram logo atrás.

— Senhorita, você quase torceu o tornozelo — disse o médico, gentilmente. — Mas eu já lhe dei algo para a dor. Você deve voltar a andar normalmente em alguns dias.

Assenti, sem dizer nada.

Lila correu até mim, sentando-se na beira da cama, os olhos me examinando com preocupação.

Kael ficou do outro lado do quarto. Ele não olhou para mim. Nem uma vez.

Quando o médico saiu, virei-me para Lila.

— Pode nos dar um momento?

Ela hesitou, depois apertou minha mão de leve e se levantou.

Quando ficamos só nós dois, abri a boca…

— Kael, eu—

Ele não me deixou terminar.

— Seraphina — ele disse, com a voz baixa, mas firme — eu realmente achei que você fosse melhor do que isso.

Cada palavra me atingiu como um tapa.

— Nunca esperei que você fosse fazer algo tão… vil. Com a Vivienne, de todas as pessoas. Você—

— Ele soltou um riso de desprezo, balançando a cabeça. — Você odiava pessoas assim. E olha você agora.

Ele olhou para mim então. Mais frio e distante do que nunca.

— Pensar que eu já te defendi quando você sofria bullying. Que piada.

Ele nem esperou ouvir o meu lado.

A antiga eu talvez teria ficado triste ou me sentido injustiçada.

Mas hoje eu apenas olhei para ele com calma.

— Kael, vou dizer isso uma única vez. Eu não empurrei a Vivienne. Eu saí para tomar ar. Ela veio até mim. E ela—

— Não — ele disse, me interrompendo de novo. O tom era puro aço e descrença. — Não me diga que ela te empurrou na fonte. Isso não é uma novela, Seraphina. Por que diabos ela faria isso?

Certo. Por que ela faria isso?

E por que eu faria? Não é como se empurrá-la fosse magicamente fazer você me amar, Kael.

Virei o rosto e me deitei de volta no travesseiro do hospital.

— Tudo bem — eu disse, baixa e sem emoção. — Se é isso que você acredita… pode ir embora agora. Preciso descansar.

Kael ficou em silêncio por alguns segundos, então disse:

— Você me decepcionou mais do que eu achei possível.

Ele bateu a porta com força ao sair.

…

Amanhã, eu estaria deixando os Estados Unidos.

E nunca — nem em cem planos de fuga, imaginei que passaria meu último dia aqui em uma cama de hospital.

Lila se ofereceu para passar a noite. Ela insistiu, na verdade. Mas eu a convenci a ir para casa — para comemorar o noivado que perdi.

Sim, o namorado dela a pediu em casamento na festa de aniversário.

Depois de tomar meus remédios, uma enfermeira perguntou se eu queria esticar as pernas.

— Vai ajudar na recuperação — ela disse com um sorriso caloroso. — Só não vá muito longe — fique neste andar.

Então eu fui.

Meu humor — hesitante, cauteloso — estava melhor do que nos últimos dias.

Até eu virar um corredor e ver Vivienne.

Aparentemente, ela também estava internada aqui.

Desde a festa da Lila, eu fiz um juramento silencioso de fingir que ela não existia. Ela era um fantasma. Uma sombra que eu não reconhecia mais.

Mas Vivienne aparentemente pensava diferente. Ela veio até mim no segundo em que me viu.

Tentei me virar. Mas com o tornozelo ainda se recuperando, fui lenta demais.

Ela estendeu a mão e segurou meu pulso.

— Seraphina — ela disse, com a voz doce e um arrependimento falso — eu não achei que as coisas acabariam assim entre nós.

Olhei para ela.

— Eu não tenho nada a dizer para você. Você me empurrou na fonte e fez parecer que eu era a vilã.

A expressão dela nem vacilou. Nem um traço de culpa. Em vez disso, ela piscou inocentemente.

— Eu te empurrei? Foi você quem me empurrou.

A mão dela desceu para a barriga.

— Na verdade, eu deveria te agradecer. Se não fosse pelo acidente na fonte, Kael e eu talvez não tivéssemos descoberto essa notícia tão cedo. Então… sinceramente, Seraphina. Obrigada.

Encarei a barriga dela.

Então Kael e Vivienne já estavam juntos há tanto tempo assim? Será que já era desde quando ele e eu ainda estávamos juntos?

Meus dedos se apertaram ao redor do celular até os nós ficarem brancos.

Que completo babaca.

Mas eu não perdi mais um segundo. Dei um passo para trás, colocando mais distância entre mim e Vivienne.

Considerando que ela já tinha me pintado como a vilã no incidente da fonte, quanto mais longe eu ficasse, melhor.

Vivienne riu com o gesto, a voz suave e venenosa.

— O quê? Com medo de me machucar de novo?

Então ela baixou o tom, os olhos se estreitando.

— Agora é a sua chance, Seraphina. Kael está falando com o meu médico. Me empurre. Vai. Só um empurrãozinho…

Ela lançou um olhar na direção das escadas.

— Se eu perder o bebê, talvez você e o Kael ainda possam ficar juntos.

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