MasukMeu funeral foi realizado naquela mesma tarde.Carlo organizou tudo com as maiores honras, como convinha à futura Donna da família Vesta. Minha lápide foi colocada ao lado da de sua mãe, com a inscrição:Margherita Rossi Vesta1998–2023Noiva EternaPapa chorou incontrolavelmente durante a cerimônia. Em um momento, quase avançou para frente, agarrando Carlo pelo pescoço. Carlo impediu os seguranças que tentaram intervir e disse:— Sinto muito, Sr. Rossi. A culpa é minha.Lágrimas corriam pelo rosto de Papa enquanto seus olhos ardiam de dor e fúria.— Minha filha… Você a matou!— Você pode me matar se quiser. — Disse Carlo calmamente. — A família Vesta nunca buscará vingança.Papa afrouxou o aperto, e Carlo segurou o próprio pescoço, tossindo violentamente.— Quando Margherita disse que queria se casar com você, eu não queria concordar. Eu esperava que ela pudesse se casar com um homem comum e viver uma vida normal. — Disse Papa, enxugando as lágrimas. — Mas ela disse que te a
Carlo caminhou até Benedetta e olhou para ela de cima.— Os saltos vermelhos. O muro do hospital. As imagens da câmera do carro. Quer que eu traga também as roupas do seu porta-malas, aquelas cobertas de poeira da sala de energia? Você realmente achou que jogar a chave fora seria suficiente?A respiração de Benedetta ficou rápida e irregular.— Por quê? — Exigiu Carlo, lutando para conter a dor que sentia. — Ela nunca te machucou.Benedetta encarou Carlo. O pânico e a angústia em seu rosto desapareceram lentamente.— Ela nunca me machucou?De repente, Benedetta explodiu em uma risada aguda e penetrante, como se estivesse zombando da ideia.— Ela tirou você de mim. Esse foi o maior dano de todos. Eu te conheço há 20 anos, Carlo. Nós crescemos juntos. Meu pai até levou uma bala pelo seu.— Quando éramos crianças, todo mundo dizia que eu estava destinada a ser a Sra. Vesta. E ela? Ela é apenas a filha de um comerciante de logística. Só porque a família dela tem influência nos negóc
Carlo se trancou no escritório, puxando todas as gravações de vigilância e interrogando todos os envolvidos.Eu permaneci ao lado dele, como sua sombra.Ele chamou o guarda do depósito frio.— Quem passou por lá naquela noite, além de Margherita?O homem gaguejou:— Ninguém…— Diga exatamente o que aconteceu. — Rosnou Carlo, batendo na mesa. — Você sabe o preço de mentir.O guarda caiu de joelhos.— Sr. Vesta! Eu ouvi o som de saltos altos por volta da 1h da manhã. O som parou perto da sala de energia. Eu não vi o rosto dela, só os saltos vermelhos.Carlo repetiu lentamente:— Saltos vermelhos?O guarda assentiu.— Sim, saltos vermelhos. Ela foi embora quase imediatamente.Carlo fechou os olhos. Era a marca registrada de Benedetta: solas vermelhas.Ele puxou os registros da fechadura eletrônica da sala de energia. O sistema mostrava que a porta havia sido aberta às 00h40 daquela noite, e o cartão de acesso usado pertencia a Conti, B.Era realmente Benedetta. Ela tinha us
O médico também parecia confuso.— Em condições normais, um sistema de reserva manteria a temperatura em torno de 4 °C. Mas o estado da Srta. Rossi indica morte súbita por hipotermia extrema. Isso normalmente só acontece quando a temperatura cai rapidamente para muito abaixo de zero, muitas vezes para cerca de -10 °C ou menos.— Isso foi porque Benedetta ligou o sistema de refrigeração novamente. — Expliquei no lugar do médico.Mas Carlo já não podia mais me ouvir. Ele apenas me segurava, recusando-se a me soltar.Um dos seguranças disse com cuidado:— Sr. Vesta, é hora de providenciar os preparativos para a Srta. Rossi.Carlo apertou o corpo ainda mais.— Não. Ela não está morta. Ela só está dormindo. Está frio, então ela adormeceu.— Carlo.Uma voz baixa e pesada ecoou pelo local.O pai de Carlo, o Don da família Vesta, estava parado na porta, apoiado em sua bengala. Cada linha em seu rosto parecia carregar um grande peso.Carlo ergueu os olhos.— Papa…— Coloque-a no chão,
Carlo invadiu o cofre frio com uma multidão atrás dele. Seguranças, o mordomo e o representante da empresa parceira vinham logo atrás. Todos pararam imóveis na porta.As lanternas e luzes de emergência se cruzaram no espaço escuro, iluminando o canto onde meu corpo estava encolhido no chão. Minha pele havia adquirido um tom azul-arroxeado doentio, e meus dedos ainda estavam firmemente fechados.O representante puxou o ar com força, cobriu a boca e recuou cambaleando.Carlo ficou imóvel. Vi a cor desaparecer de seu rosto até ele ficar branco como papel.— O que… o que é aquilo? — Perguntou um dos seguranças, com a voz trêmula.— Silêncio. — Disse Carlo suavemente, quase num sussurro.Ele caminhou devagar. Seus sapatos de couro rangiam contra o chão coberto de gelo. Ele se agachou diante do corpo e estendeu a mão, mas ela parou a poucos centímetros do meu rosto.— Margherita? — Chamou baixinho.Não houve resposta.Com um leve empurrão em meu ombro, meu corpo rígido e encolhido ca
Nos dois dias da encenação de doença de Benedetta, Carlo tinha se esquecido completamente de mim.Só quando o projeto do cais, pelo qual eu era responsável, encontrou um problema que ele finalmente perdeu a paciência.— Vão até o cofre frio e tragam Margherita aqui agora! — Ordenou aos seus seguranças.Benedetta de repente avançou e segurou o braço dele.— Não vá.Carlo franziu a testa.— O quê?— Eu… — Disse ela, olhando para baixo. — Eu fui lá esta manhã. Queria soltá-la e conversar com ela, mas ela me bateu.Quando ela levantou o rosto, havia uma leve marca vermelha em sua bochecha esquerda.Os olhos de Carlo escureceram instantaneamente.— Ela bateu em você?— Ela disse que tudo era culpa minha, que eu estava fingindo e tentando roubar você…Os olhos de Benedetta se encheram de lágrimas.— Então ela me deu um tapa. Carlo, eu fiquei tão assustada.Carlo se virou para o segurança e disse com firmeza:— Esqueça. Deixem-na lá até que ela perceba exatamente o que fez de err







