LOGINAcontece que Carolina não era era como Carol que abaixava a cabeça e deixava para lá, por isso, estufou o peito e atacou com palavras:
— Acho que deixei você livre demais e por isso é tão arrogante. Se não deixar eu passar, será demitida e não será por mim.
— Você fala como se tivesse alguma autoridade, mas aqui você não é nada, nem o seu irmão te respeita.
— Diga o que quiser, se você não deixar eu entrar agora, se arrependerá muito no futuro.
Dentro do escritório, o CEO Michel, irmão de Carol, escutou a discussão e saiu para ver o que era. Assim que abriu a porta, viu que era sua irmã, arregalou os olho e perguntou:
— É você? Até que enfim, entre logo, por que ainda está parada aí? — falou Michel com a arrogância de sempre e fazendo a secretária se sentir poderosa.
— Sua secretária achou que implicar comigo era mais importante do que eu te entregar o projeto.
Ao ouvir o que estava acontecendo, Michel ficou enfurecido com a secretária que estava se achando muito e atrapalhava a entrega do projeto. Olhou para ela com o olho os olhos vermelhos e não teve dúvidas ao dizer:
— Sua insolente, vá ao RH, você está demitida!
A secretária tentou se justificar, mas o olhar dele era tão feroz que temeu e pegando sua bolsas, saiu sem dizer mais nada.
Antes que ele dissesse alguma coisa para Carol, ela entregou o pendrive, virou-se e saiu, deixando-o paralisado de surpresa. Só quando o elevador chegou e ela entrou, Michel se deu conta de que ela estava saindo sem ele conferir os dados do pendrive e gritou:
— Carol, volte aqui, imediatamente! Ainda não terminamos.
Já dentro do elevador, Carol deu um tchauzinho e respondeu com as porta do elevador, fechando:
— Até nunca mais, irmãozinho estúpido.
A porta fechou e o elevador desceu. Michel não conseguiu alcançá-la e bateu com o punho fechado na porta do elevador fechada.
— Sua desgraçada, pensa que vai sair tão facilmente? Me aguarde.
Ela já tinha apagado todos os dados no computador, não a interessava mais o que fez anteriormente, trabalharia para si e manteria distância daquela família exploradora.
Carol foi explorada, discriminada por ser mulher e humilhada diante de todos. Sua reputação era péssima, devido ao seu comportamento rebelde de quando conseguia fugir da vigilância cerrada do irmão. Foi devido a esse comportamento que Rafael a rejeitou, quando a família sugeriu o noivado.
— Tudo questão de interesse. Magoaram tanto a Carol e mesmo assim, ela tentou salvar o noivo. Alguém não gostou da investigação dela e a matou…pode deixar Carol, cuidarei bem do seu corpo e a vingarei.
Deixou o prédio e foi para o apartamento alugado. Só Charles sabia onde ela estava e ele era seu funcionário e não da família.
— Você vai mesmo ficar aqui?
— Não quero mais contato com eles, foi o último projeto que fiz para aqueles gananciosos exploradores. Faça compras para mim, por favor, vou trabalhar, preciso ganhar dinheiro.
— Você sabe que eles virão atrás de você, não sabe? — Charles conhecia bem aquela jovem tão talentosa, que se ocultava atrás da aparência de irresponsável, mas era uma gênia da computação.
— Se você tomar cuidado, não me encontrarão.
Charles assentiu e foi para o mercado, deixando o carro estacionado e seguindo a pé. Carolina subiu e depois de arejar o lugar, ligou o computador. Pensou que não voltaria àquele lugar, mas a situação era pior do que imaginava e entendeu o porquê da Carol manter-se em um lugar tão simples e barato.
Seguindo os dados que vinham à sua mente, entrou na dark web e abriu sua página. Seu nome era DocSue e assim que acessou seus dados e entrou no b**e papo de contratantes, foi reconhecida e muitas mensagens entraram.
Franziu a testa ao encontrar um “Procura-se”.
— Estão procurando a Carol mendiga…não sabem quem ela é e que está viva…quem será?
Fez o caminho inverso do envio do pedido e encontrou o id do remetente.
— Que estranho, foi muito amador…
Antes de verificar o remetente, usou seu firewall especial para se prevenir de armadilhas, só então foi atrás do seu perseguidor. Chegou a uma página recém aberta e pertencia a um bandido inexperiente em dark web, pesquisou ele no G****e e riu ao ver como o cara era vaidoso e arrogante, publicando sobre seus feitos com orgulho.
— Cheguei, trouxe comida. — disse Charles, entrando cheio de sacolas e viu que ela estava no computador — Encontrou alguma coisa?
— Sim, estão me procurando na dark web, tem até recompensa.
— Conseguiu ver quem é?
— Sim, mas é só o pau mandado e não o mandante. Será que você consegue verificar seus contatos?
— Envie os dados para mim, vou ver. Trouxe uns bifes, vou preparar, você precisa comer.
— Ok.
Após enviar os dados para Charles, procurou um trabalho que lhe desse capital imediato. Encontrou um pedido de organização de logística para um magnata que vinha do exterior e não queria ser visto.
Enviou uma resposta e imediatamente recebeu metade do valor que prometiam, pegou a localização de chegada e para onde o magnata iria e rapidamente fez o projeto logístico evitando vários locais onde ele podia ser visto e filmado por câmeras.
Assim que enviou o projeto e foi aprovada, recebeu outra parte do pagamento e sua conta ficou recheada, não estava mais pobre.
— Pronto, já não estou pobre.
— Como se você soubesse o que é isso. Venha comer, você trabalhou tanto e não comeu nada decente. Aquele estrume nem se preocupou em lhe enviar uma refeição.
— Não se preocupe, o que é dele está guardado. Quando menos esperar vai colapsar. Nunca entendi o porquê dele me tratar com tanto ódio e se comportar como um déspota, cheio de arrogância e direitos sobre a minha vida.
— O responsável por isso é seu pai, que sempre deu liberdade a ele de fazer o que quer. Você acha que aquele firewall vai dar problema?
— Se a empresa estiver limpa, o firewall vai entrar perfeitamente, mas se já estiver contaminada, Aí
sim, vai dar problema e vão me chamar, esteja de sobreaviso.
— Certo, chefinha.
Três anos depois “ Parabéns hospedeira, você conseguiu quebrar a maldição familiar que passou do pai para os filhos. Você é a única que dará descendência ao Gustavo Gordon e os outros amigos, não terão descendentes, interrompendo o ciclo de crimes que passariam através das gerações.” Carolina não esperava por mais mensagens do operador e tinha até esquecido da investigação sobre o “sistema do céu”. ” Por que você apareceu agora? Não estava tudo concluído? ” “ Depois de muitas discussões, o sistema te concedeu o benefício de conhecer os segredos deste caso e manter as memórias referentes ao trabalho da antiga dona.” “ Então, você vai me contar o por que me enviaram para esse corpo? ” “ Sim. Também voltei agora, por causa da morte do Ferreira. Ele se “suicidou” na prisão e por ser o principal e mais criminoso dos três, o caso pode ser encerrado. Quanto a sua pergunta, não entendemos como,mas a antiga dona desse corpo, em sua invasão e passeio pelos
Carolina entendeu o principal motivo de Helena estar ali, não era por amor nem consideração, era pela própria necessidade de manter o controle sobre o patrimônio da família. Percebendo isso, não teve dúvidas em declarar: — Não quero ter nenhum contato com nada que envolva aquele trio maligno. Agora eu sei o porquê do mal estar que sentia quando estava próximo a ele e na empresa. O mal sempre deixa seu rastro. Obrigada por ter vindo, perdoe-me por não convidá-la para ficar. Helena compreendeu, virou-se e de cabeça baixa e ombros caídos retirou-se sem olhar para trás. A comemoração continuou e quando todos se despediram, Charles pegou sua esposa no colo e levou-a para o carro, onde o motorista levou os para um hotel cinco estrelas, presenteado pelo delegado para passarem a lua de mel. O resultado do julgamento saiu e não era outro senão a condenação dos réus. Passados alguns dias, Ferreira foi preso e a condenação ocorreu a revelia de sua presença. Os três não se en
Carolina parou ao ouvir o grito e perguntou para o homem raivoso: — O que você quer agora, Dominick? — Por que não me contou que estava grávida? — Não preciso lhe dar satisfação da minha vida. — Como não? É o meu filho que você está gerando e precisamos casar o quanto antes. Ele segurou o braço dela com força e tentou arrastá-la para seu carro, mas ela com um Safadão jogou no chão. Nem ela mesma acreditou na força que tinha, mas ficou satisfeita ao vê-lo caído. Charles tomou a dianteira e ficou na frente dela, vendo o homem humilhado levantar-se e voltar a reclamar. — Saia da frente, ela é minha noiva e está grávida do meu filho, que direito você tem de ficar na minha frente? — Não se iluda, este filho é meu e não seu. Já demos entrada no pedido de casamento e em breve faremos a cerimônia. Dominick ficou mudo por um instante, não tinha cabimento sua noiva estar casando com o segurança. Ele a possuiu primeiro, foi seu primeiro a
Como Carolina estava sentada em uma poltrona, ele sentou-se no sofá de frente a ela e a fitava com intensidade, até que Charles parou atrás dela e pousou as duas mãos no rosto do sofá, encarando com seriedade, quase como uma ameaça. — É bom esclarecermos logo este assunto, não estamos noivos o acordo entre nossos pais está cancelado, principalmente agora que eles foram presos por abuso e assassinato. Você acha mesmo que vou casar com alguém que tentou me assassinar e é filho de um assassino? Dominique arregalou os olhos, não sabia que ela tinha conhecimento do processo que envolvia o seu pai. Pensando bem, analisando de fora, sua família era toda miserável. Rafael foi preso em uma clínica psiquiátrica por ser mafioso, seu pai por ter cometido vários crimes, entre ele abusar de mulheres e assassinar um estudante da faculdade. Apesar de não haver provas, ele promoveu o assassinato de Carol quando ela começou a investigar a situação de Rafael e sentia-se um criminoso
Charles percebeu que ela ficou estática, sem saber o que pensar vou sentir e abraçou-a com carinho, deixando-a descansar em seu peito, ouvindo o batimento do seu coração. — Calma, amor, é só um bebê… Ela começou a chorar, totalmente impactada com a notícia, principalmente porque não tinha notado nada de diferente em seu corpo, sentiu-se uma estúpida. Quando as lágrimas secaram, decidiu fazer o teste e ergueu-se do colo dele, falando: — Preciso ter certeza. — Sim, claro. Já pedi na farmácia alguns testes de gravidez, devem estar chegando. Ainda desnorteada, ela olhou para ele com incredulidade, perguntando-se como ele descobriu que ela estava grávida, se nem ela percebeu. Fez os seus cálculos rapidamente, percebendo o que ele já tinha percebido: ela não menstruou naquele mês. Sentiu novamente aquele incômodo no estômago e era o sinal clássico de gravidez. Se ela realmente está grávida, quem seria o pai? Podia bem ser Dominick. Com este pensamento,
As investigações continuaram, complexas, pois o material a investigar era muito e vasto em informações. O delegado Amaury e sua equipe fizeram a conexão entre os achados no quarto secreto da mansão, as informações e documentos enviados pela Dra Carolina Ferreira e a exumação dos corpos. Era tudo muito mais complicado do que Amaury esperava e exigiria mais tempo. Tomou a atitude de vigiar os passos das três famílias envolvidas. A morte de Erick e Pâmela foi passada para outra equipe de investigação e a empresa Ferreira sem o Presidente e o CEO, estava sem rumo, ninguém queria ou tinha autorização para resolver os problemas maiores. Dominick corria atrás de Carol que sumiu e ninguém sabia de seu paradeiro. Gustavo também tentou encontrar a filha, mas Charles, que sempre o manteve informado, estava desconectado. A falta de informações de Charles, ao mesmo tempo que o deixaram preocupado, também lhe deu a certeza de que ele continuava cuidando de sua filha. Michel estava







