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Capítulo 9. Perseguição

Author: Deypi
last update publish date: 2026-09-14 23:57:23

Carolina arrepiou-se , refletindo sobre o assunto e chegando à conclusão que não tinha problema nenhum em ter sentimentos por ele, porque Carol já tinha partido daquele mundo de forma trágica. Assim como foi informada pelo sistema, a sua situação e a da sua hospedeira não tinham volta.

     Enquanto isso, inconformado com o sumiço da irmã, Michel mobilizava toda a equipe de seguranças para caçar a irmã e todos os funcionários que lidavam com ele, estavam receosos devido aos ataques de fúria que ele tinha. 

      O chefe de segurança, preocupado com a situação, ligou para o senhor Gustavo e relatou o comportamento do CEO. 

      — Senhor presidente, o CEO Michel está quebrando tudo no escritório e já demitiu três funcionários. 

      — Mas o que aconteceu para deixá-lo assim? 

      — A senhorita Carolina sumiu?

      Augusto arregalou os olhos e ficou preocupado, sua filha prometeu que terminaria o projeto do firewall, para Michel estar descontrolado, será que ela não cumpriu sua tarefa?

      — Sabe se ela concluiu o projeto em que estava trabalhando?

      — Concluiu sim, mas depois que entregou o pen drive, se despediu dizendo que não voltava mais e foi isso que deixou o CEO enfurecido.

      — Entendi, pode deixar, darei um jeito nessa bagunça.

      Augusto sentia-se culpado, se ele tivesse colocado o limite na perseguição de Michel contra Carolina desde a infância, ele hoje não estaria atrapalhando desta maneira. Deixou que o filho a maltratasse, fazendo a de sua escrava e conforme ela cresceu,  rebelou-se e sempre fugia dele.

      Helena chegou no escritório levando um café para o marido e percebeu o seu estado de agitação. 

      — O que aconteceu, querido? Você parece agitado. 

      — Carolina fugiu e Michel está furioso.

      — Isso não é novidade, quando é que Michel não fica furioso com Carolina.

      — Eu não compreendo esse sentimento tão forte que ele tem por ela. Ela cumpriu o que prometeu: entregou o projeto completo e ele está quebrando tudo no escritório, demitindo funcionários e colocando toda a segurança à caça dela como se ela fosse um animal.

      — Nós o protegemos demais e descuidamos de Carolina por ser mulher. Não imaginavam que ela seria tão capaz e inteligente, ao ponto da nossa empresa depender de suas criações. Talvez seja por isso que Michel queira mantê-la acorrentada a ele. — disse Helena, compartilhando do sentimento do marido. 

     — Essa é a palavra, acorrentada. Ele não a trata como uma pessoa capaz e inteligente, que merece o reconhecimento pelo que faz, mas a considera um bichinho de estimação que deve estar acorrentado a ele e obedecer-lhe em tudo.

      — Acho que o termo certo seria escrava. Isso é horrível e prova o caráter distorcido que nosso filho tem. 

      — Sinceramente, querida, eu não sei mais o que eu faço com ele.

      Helena abraçou o marido tentando acalmá-lo e logo em seguida, ele saiu, dirigindo em direção a empresa para acalmar seu filho prepotente.

      Na farmacêutica Ferreira, Erick Smith tentava concatenar as ideias depois de receber a informação de que Carolina saiu para um trabalho especial e deixou o projeto em que estava trabalhando parado. 

      A empresa precisava de um projeto magnífico para estourar as vendas e suprir o déficit que ele causou nas contas, depois de perder milhões investindo erroneamente na bolsa de valores.

      — Inferno! Para onde essa desgraçada foi? 

      — Calma, Erick, ela mais do que ninguém tem interesse em concluir esse projeto e logo vai voltar. — Tentou tranquilizá-lo Pamela.

      — O tempo urge, preciso repor aquele capital o mais rapidamente possível.

      — Mas você não conseguiu um valor bom por aquela venda clandestina?

      — Sim, mas não foi o suficiente. Talvez eu devesse vender outras… — disse ele, pensativo e já pensando em um novo comprador.

      — Você não pode mais confiar naquele corretor, as dicas que ele tem dado só te fazem perder dinheiro. 

     — Calada, Pamela, estou pensando.

      Abrindo a tela do seu computador, ele pesquisou na pasta do laboratório, a lista de cepas congeladas no cofre. Tinham mais de 10 projetos concluídos que Carolina rejeitou por causarem muito mal e não ter um antídoto. 

      Examinou os efeitos de uma por uma e escolheu a que mais podia interessar aos seus clientes. Elaborou um E-flyer explicativo e entrou na dark web, oferecendo o produto no grupo de interessados nesse tipo de produto. 

       Logo apareceram interessados e foi feito um leilão. O movimento com valores tão altos chamou a atenção e Carolina que entrou na dark web naquele instante para entregar o material que tinha preparado para o cliente, notou a notificação informando o grande movimento financeiro na área científica. 

      Quando entrou no grupo, que frequentava por ser cientista, percebeu o que era e arregalou os olhos ao redor conhecer uma das sépalas congeladas no seu cofre. Ficou apavorada ao pensar que aquele material poderia ser usado contra uma pessoa ou até várias e se multiplicar no meio da população. 

      Não teve dúvidas, enviou, imediatamente, a Carolina, que ainda estava no laboratório da mansão de Alan, uma mensagem via e-mail relatando a venda da cepa proibida. 

      Carolina ouviu o seu celular apitar a chegada de um e-mail e foi ver o que era, pois não se descuidava das mensagens que recebi. Não tinha uma lista grande de contatos e dificilmente recebia ligações que não fossem importantes, por isso verificou imediatamente. 

      — Meu Deus, não acredito que Erick está fazendo isso, novamente, só pode ser ele. 

      Imediatamente ela chamou o Senhor Peixoto e comunicou a ele a mensagem que tinha recebido. Alan chamou o seu segurança e entraram na dark web, verificando a venda. Imediatamente colocaram um rastreador, embora fosse muito difícil conseguir chegar ao remetente, dado que a dark web era terra de ninguém.

     Carolina também tomou sua providência. Entrou em contato com a segurança do laboratório e proibiu a entrada de qualquer pessoa, independente de ter permissão ou o código de acesso do cofre.

      — E se for o presidente ou o CEO, doutora, não podemos desobedecê-los.

       — Eu sou a diretora do laboratório e chefe absoluta, se alguém reclamar mande falar comigo e caso me desobedeçam, denunciarei a polícia e  a Secretaria da Saúde pública.

      O segurança pareceu, finalmente, entender o que ela queria dizer. O material contido dentro do cofre era muito perigoso e não podia cair em mãos erradas.

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