Aos poucos, Carolina acordou e foi se dando conta do ambiente, estranhando onde estava, até que caiu em si que estava viva, mas não em seu corpo e nem no seu bairro. Ela não se levantou, sentiu o corpo pesado e deixou as memórias do corpo hospedeiro lhe contar o que precisava saber. Percebeu que este corpo foi envenenado, sentia o veneno debilitando-a. Pelas lembranças, a jovem foi atacada de surpresa, quando mexia em grandes lixeiras de laboratório. — Então, ela não vive aqui, foi largada neste lugar para morrer e deve ter morrido. — Um estalo em sua cabeça a alertou e ouviu uma voz eletrônica. “ Olá, Dra Carolina, sou o operador da sua transferência.” — O quê? Você está dentro da minha cabeça? “ Sim, mas não fale em voz alta. A doutora ainda tem muita coisa para fazer neste mundo, por isso a transferimos no momento exato em que seu corpo perdeu a vida e a colocamos neste corpo, um segundo antes de falecer.” Sua alma havia saído do corpo ante
Last Updated : 2026-09-01 Read more