로그인Olá, como vocês estão? primeiro de tudo eu preciso agradecer do fundo do meu coração a cada um de vocês que chegou até aqui! Passamos por tantas reviravoltas, perigos e momentos marcantes ao longo dessa jornada, e me deixa imensamente feliz saber que vocês estão aqui me acompanhando passo a passo, capítulo após capítulo. Ver o carinho de vocês com a história do Lorenzo e da Samanta torna tudo muito mais especial e gratificante para mim! Depois de tudo, ver a Samanta cercada por tanto amor é de derreter o coração. As portas da igreja finalmente se abriram e a Marcha Nupcial está ecoando! Preparados para o reencontro no altar, as trocas de olhares e os votos mais aguardados dessa história? Me contem nos comentários o que vocês estão achando, estou amando acompanhar o que vocês escrevem aqui, obrigada por incentivar o meu trabalho!
Anna O Matteo era, sem sombra de dúvidas, um namorado incrível. Por mais que a minha mente tentasse manter os pés fincados no chão para não criar expectativas exageradas sobre o nosso futuro, o que ele estava fazendo ali superava qualquer clichê romântico. Eu sempre tive o sonho distante de tirar alguns dias de férias para cair na estrada, de desligar a mente do ritmo frenético das passarelas e dos estúdios, mas jamais imaginei que realizaria isso em um Ford Mustang conversível de 1968, ao lado do homem que eu amava e do nosso cachorro. À medida que deixávamos para trás os últimos arranha-céus espelhados de Chicago e entrávamos no asfalto largo da rodovia principal, o vento frio cortava o meu rosto e bagunçava os fios do meu rabo de cavalo. O indicador de velocidade subia suavemente sob o meu pé no pedal. — Matteo... — comecei, sem tirar os olhos da pista, mordendo o lábio inferior com uma pontinha de ansiedade —, eu ainda fico pensando no trabalho. Não quero parecer ingrata, por
Matteo Acordei muito antes de o sol sequer cogitar pintar o horizonte com os primeiros tons de laranja e azul de Chicago. Enquanto a penumbra ainda dominava o quarto e o mundo parecia pausado, peguei o meu celular sobre o criado-mudo com cuidado para não fazer barulho. Com a tela iluminando o meu rosto, digitei rapidamente um e-mail direto e detalhado para a minha secretária executiva, Sabrina. Pedi que ela encontrasse imediatamente o melhor corretor imobiliário da região e agilizasse a compra de uma casa no mesmo condomínio exclusivo onde Lorenzo e Samanta agora moravam. Eu não queria mais saber de coberturas de solteiro, por mais luxuosas, amplas e intocadas que fossem. Aquela viagem e a conversa recente sobre os fantasmas do passado deixaram cristalino que eu precisava dar um lar de verdade para a mulher que eu amava. Um local seguro, neutro, espaçoso e construído do zero para nós dois, onde nenhuma lembrança antiga de solteirice pudesse sequer pairar no ar. Depois de enviar a
Matteo Enquanto o beijo ainda reverberava nos meus lábios e o calor do momento começava a se assentar na penumbra da sala, as palavras dela continuavam ecoando na minha mente. Eu realmente não fazia ideia de que Anna carregava aquele peso todo em silêncio. Mas, analisando em retrospectiva, todas as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixavam com uma precisão dolorosa. Nós passávamos quase todo o nosso tempo livre no apartamento dela, enquanto a minha casa parecia ser sempre o último lugar que ela cogitava visitar. Eu atribuía aquilo à proximidade com o trabalho dela ou ao aconchego do cantinho que ela mesma havia construído. Nunca passou pela minha cabeça que o verdadeiro motivo fosse a sombra fantasmagórica de um passado que ela sequer conhecia, mas que julgava existir em cada cômodo. Eu deveria ter percebido isso antes. Todas aquelas desculpas polidas na hora de escolher onde passar a noite, todas as vezes em que ela preferia o aperto do sofá dela ao espaço da minha casa...
Anna Depois que aquele buquê despencou do céu e caiu diretamente sobre as minhas mãos, o meu cérebro simplesmente entrou em pane. A festa inteira passou por mim como uma névoa densa, um borrão de luzes, música e taças tinindo. Por dentro, a verdade batia no meu peito com força: eu queria uma família. Eu sabia, com cada fibra do meu ser, que queria viver o resto da minha vida ao lado do Matteo. Mas havia um abismo de insegurança que eu ainda tentava contornar em silêncio. Matteo nunca tinha tido um relacionamento sério antes de mim. Ele sempre carregara a fama inegável de solteiro convicto, o herdeiro intocável e mulherengo que trocava de companhia com a mesma facilidade com que trocava de terno. Por mais que a mudança dele estivesse estampada em cada olhar e em cada gesto de cuidado exagerado, eu ainda tinha receio de tocar no assunto do nosso futuro. O medo de parecer carente ou de estar apressando o passo de um homem que construiu muralhas ao redor do coração durante anos pesava
MatteoPassamos no apartamento de Anna depois de deixarmos a agitação do casamento para trás. Assim que destrancamos a porta, ela largou a bolsa na mesinha de entrada, respirou fundo e me encarou com os braços cruzados, exigindo respostas antes mesmo de tirar os saltos. Mas eu fui mais rápido. Puxei uma mala de mão de rodinhas do closet, coloquei-a aberta sobre a cama e a desafiei a empacotar o essencial para um final de semana prolongado.O quarto logo virou o cenário de uma divertida guerra de nervos. Enquanto Anna separava as peças de roupa, ela me fuzilava com os olhos a cada minuto, tentando arrancar de mim qualquer pista sobre o nosso destino.— Matteo, se você não me disser para onde nós vamos, eu juro que vou colocar apenas roupas de frio extremo e biquínis na mesma mala, só para te fazer passar vergonha — ameaçou ela, erguendo um casaco pesado de lã e, logo em seguida, um maiô cavado.Dei uma risada baixa, encostado no batente da porta com os braços cruzados, sabendo apreciar
Matteo Assistir ao meu melhor amigo, Lorenzo, selar o seu destino diante do altar com a mulher que ele ama não fez nada além de acelerar algo que já queimava no meu peito há muito tempo. A certeza que eu sempre carreguei comigo desde que comecei namorar com Anna ganhou contornos definitivos ali, sob ele céu estrelado: eu também queria aquilo. Eu queria a Anna na minha vida para sempre, de cabeça erguida, perante a lei, a família e o mundo inteiro. Depois de tudo o que sobrevivemos juntos, eu sabia, com a força de um juramento sagrado, que não existia mais ninguém no universo para mim. Era ela. Sempre foi ela. Naquela noite, vestida com aquele modelo em verde-menta que desenhava perfeitamente as curvas do seu corpo e fazia os seus olhos brilharem sob as luzes de fada dos jardins, ela estava simplesmente de tirar o fôlego. Quando cruzamos o portal que dava acesso à recepção da festa, os meus olhos colaram nela e foi impossível me conter. Inclinei-me de leve para perto do seu ou







