LOGINVocês perceberam a ponte que acabou de ser construída aqui? Para quem leu o Livro 1 — Nunca Fui Sua Meretriz, tenho certeza de que a cabeça deu um estalo agora mesmo! Este reencontro e o happy hour da Anna com a Emma, a Samanta e a Elisabeth se conectam exatamente com a cena do Capítulo 12 do primeiro livro! Os dois pontos de vista finalmente se encontraram na mesma linha do tempo! Me contem aqui nos comentários: vocês estão conseguindo ligar todas as peças desse universo? Prepara o coração, porque a partir de agora as engrenagens vão girar ainda mais rápido! Deixem as teorias de vocês aqui embaixo!
AnnaDepois de deixar o escritório do Matteo naquele estado de combustão emocional, precisei juntar os cacos da minha dignidade e voltar para a agência. A minha agenda do dia não esperaria pelo tempo do meu luto particular. Havia provas de roupas, reuniões com produtores e orientações para os próximos desfiles, mas a verdade é que eu cumpri cada compromisso como um robô no piloto automático. O peso no meu peito era tão esmagador que a minha respiração saía entrecortada.Eu não via a hora de o dia acabar. Tudo o que eu mais desejava era me trancar na segurança do meu apartamento, desabar e chorar até que não me restasse mais nenhuma lágrima.A pergunta repetia-se como uma tortura constante na minha mente: o que o Matteo está pensando de mim agora?Era uma ironia cruel demais do destino. Logo agora, no momento exato em que eu finalmente havia derrubado todas as minhas defesas, superado os meus traumas e entregado o meu coração por inteiro a um homem, a vida arremessava essa bomba sobre
MárioAjeitei o colarinho do meu terno sob medida com as mãos ainda trêmulas de raiva enquanto o elevador executivo descia pelos andares da Armorroute. O espelho do elevador refletia o meu rosto avermelhado, as veias saltadas no pescoço e a respiração descompassada que eu lutava para controlar. Aqueles moleques insolentes achavam mesmo que podiam ditar as regras do jogo? Achavam que podiam me peitar na minha própria empresa, tripudiar sobre a minha trajetória e ameaçar a minha reputação como se eu fosse um qualquer? Quem eles pensavam que eram para se meterem de forma tão descarada no meu casamento, na minha vida privada e nas minhas escolhas?A raiva me sufocava a cada segundo. Entrei no meu carro na garagem privativa do subsolo, bati a porta com violência e esmurrei o volante de couro com tanta força que os meus nós dos dedos protestaram de dor. Acelerei pelas ruas da cidade sem prestar atenção ao trânsito, alimentando no peito uma chama negra de ódio que parecia prestes a incinerar
MatteoVer Anna encolhida naquele sofá de couro, com os olhos arregalados, o corpo trêmulo e o rosto pálido pelo choque, rasgava o meu peito com a força de uma lâmina amolada. A culpa pesava sobre os meus ombros como uma rocha insuportável. Ela nunca tinha me visto agir daquela forma. Jamais tinha presenciado a besta fera que habitava no fundo do meu ser emergir com tamanha violência. Eu sempre me orgulhara do meu autocontrole rígido, da minha capacidade de manter a cabeça fria sob qualquer pressão corporativa, mas ver aquele velho nojento insultá-la daquele jeito simplesmente destruíra todas as minhas barreiras.Enquanto caminhava em direção ao pequeno bar do escritório para pegar um copo com água gelada, a mesma pergunta angustiante repetia-se em um eco torturante dentro da minha mente: será que ela estava com medo de mim?Será que a mulher que eu amava, a única pessoa capaz de desarmar minhas defesas, agora olhava para mim e enxergava apenas um homem descontrolado e perigoso?Ajoel
MatteoDe todos os homens desprezíveis que já cruzaram o meu caminho no mundo corporativo e na vida pessoal, Mário Visconti era, sem dúvida alguma, a pior escória que a humanidade poderia produzir. Diariamente, eu me fazia a mesma pergunta angustiante: como era possível um ser tão vil, sádico e repugnante carregar nas veias exatamente o mesmo sangue do meu pai? Meu pai fora um homem honrado, um pilar de integridade e justiça, enquanto Mário não passava de uma aberração moral, um parasita que destruía tudo e todos ao seu redor.Ainda no início daquela manhã, a raiva já havia tomado conta de mim quando Luca entrou no meu escritório. Ele estava pálido, com olheiras profundas e as mãos trêmulas pela falta de sono. Quando ele me contou tudo o que havia acontecido com Lúcia, o meu sangue simplesmente ferveu dentro do peito. A covardia daquele velho ultrapassara qualquer limite imaginável. Como alguém que se esforçava tanto para posar de bom moço perante a sociedade, um homem que ostentava u
Anna— Como assim, tio?! — a palavra ecoava na minha cabeça como um ruído ensurdecedor, abafando qualquer outro som ao meu redor.A recepção da Armorroute parecia ter encolhido. O ar ficou rarefeito, denso e frio. Eu assistia à cena em absoluto estado de choque, como se o meu corpo tivesse sido desligado da realidade. Luca finalmente conseguiu se colocar entre os dois homens, empurrando o corpo de Mário para trás com força, mantendo o braço estendido como uma barreira humana.— Chega, Mário! Sai daqui agora antes que isso termine de forma pior! — vociferou Luca, a voz carregada de uma autoridade firme que eu raramente via nele. — Vamos! Para fora da empresa!Mário ajeitou o colarinho do terno com movimentos lentos e deliberados. Ele limpou o canto da boca com o dorso da mão, mantendo aquele sorriso nojento e vitorioso cravado no rosto. Antes de virar as costas, seus olhos escuros e malévolos se voltaram para mim por uma última fração de segundo, lançando-me um aviso silencioso que fez
AnnaUma semana inteira tinha se passado desde aquela mensagem da Lúcia. Para ser sincera, uma parte de mim — aquela fração empática que eu teimava em não conseguir sufocar — ainda sentia um nó no peito ao pensar no que ela devia estar enfrentando. No entanto, a minha vida com o Matteo finalmente tinha encontrado um eixo de paz. Pela primeira vez em muito tempo, as coisas pareciam nos trilhos, leves e certas. Eu não tinha o menor interesse em dar um único passo para trás e me lançar novamente no olho daquele furacão.Naquela manhã, porém, a minha rotina parecia disposta a me atropelar. Olhei para o relógio na mesa de cabeceira e vi que mal passava das cinco e meia. A minha agenda do dia estava tão absurdamente lotada que tive que sair de casa bem cedo, no mais absoluto silêncio.Deslizei para fora da cama de fininho, tentando não fazer o menor ruído. Matteo continuava dormindo profundamente, o rosto relaxado contra o travesseiro, um braço pesado jogado sobre o lado onde eu estava até







