로그인Ponto de vista de MarcellaAntes que a mão dele pudesse me atingir, foi presa por um aperto de ferro.O rosto de Alessio estava assustadoramente sombrio. Ele apertou, e um estalo repugnante ecoou pela sala.— AGHHH! — gritou o homem, enquanto o pulso se partia.— Gianni — disse Alessio friamente, com a voz desprovida de qualquer emoção.Gianni entendeu imediatamente. Com um único olhar, dois guardas vestidos de preto se moveram como sombras, imobilizando instantaneamente tanto meu pai adotivo quanto Bianca.— Você não pode me tocar! — gritou o homem, com o suor escorrendo pelo rosto. — Sou o pai adotivo dela! Quando você a encontrou, Bianca prometeu que você me deixaria viver!Essas palavras fizeram Alessio e Gianni congelarem.Alessio virou a cabeça bruscamente, os olhos cravados em Bianca.— Isso é verdade?O rosto de Bianca estava pálido. Ela gaguejou, incapaz de responder.— FALE! — rugiu Alessio.— Sim… fui eu… — Bianca tremia. — Eu… eu tinha medo que você o matasse… a
Ponto de vista de MarcellaO sol do Caribe estava quente.Eu estava sentada na praia, com meu cavalete montado, pintando as aves marinhas.Minha barriga estava redonda e cheia agora. O bebê chutava de vez em quando, um lembrete gentil de que ele estava ali.A vida era tranquila aqui. Tão tranquila que eu quase havia esquecido a dor.— Senhora — a voz da governanta veio de trás de mim, um pouco nervosa. — A senhora tem visitas.Não me virei. Continuei pintando.— Diga a eles que não estamos recebendo visitas.— Eles dizem… dizem que são da sua família.Meu pincel parou.Família?Virei a cabeça lentamente. Duas figuras familiares caminhavam em minha direção.Alessio e Gianni.Eles me encontraram.Alessio estava com uma aparência péssima. Estava magro demais, com a barba por fazer, os olhos encovados.Gianni parecia tão mal quanto ele, exausto e sem esperança.Pararam a uns dez metros de distância, como se tivessem medo de se aproximar mais.Os olhos de Alessio estavam fi
Ponto de vista de MarcellaO sol do Caribe penetrava pelas persianas, aquecendo minha pele.Acariciei suavemente minha barriga crescente enquanto esboçava uma ave marinha na tela.— Senhorita Helena, seu almoço está pronto — disse a governanta, em voz baixa.Helena.Meu novo nome. Minha nova vida.Esta ilha particular, um presente do meu pai, ficava a um mundo de distância de tudo. Ninguém sabia que ela existia.Passava os dias pintando, caminhando na praia, ouvindo música e conversando com o bebê em meu ventre.Aqui não havia traição. Nem dor. Apenas eu e meu filho.Já faz um mês.Provavelmente já desistiram da busca a esta altura.---Enquanto isso, em Nova York...Uma nuvem negra pairava sobre a propriedade dos Ricci.Alessio não fazia uma refeição decente há um mês. Era uma sombra do que costumava ser, magro e abatido.Seus olhos estavam encovados, o rosto coberto por uma barba por fazer. O Don bonito e imponente havia desaparecido.Gianni não parecia muito melhor.
A noite caiu.Alessio estava parado no portão, a tela do celular acendendo e apagando sem parar.Ele já tinha ligado trinta vezes.Todas as chamadas caíam direto na caixa postal.— Droga! — Ele jogou o celular no chão com força. A tela se estilhaçou.Gianni saiu do carro, com o rosto igualmente sombrio.— Verifiquei todas as câmeras de segurança. Ela entrou em um sedã preto, mas a placa era falsa.— Sete horas… — a voz de Alessio saiu como um sussurro rouco. — Ela nunca ficou fora por tanto tempo.Ele deu um tapa forte no próprio rosto.— Eu não deveria ter dito aquilo! — Outro tapa. — Droga… por que eu disse aquilo?— Alessio, se acalma…— Me acalmar? — ele se virou para Gianni, com os olhos vermelhos. — Ela está grávida do nosso filho! Depois de tudo o que a gente fez com ela!O telefone de Gianni tocou.Ele olhou para o identificador e atendeu na mesma hora.— O que foi?— Sr. Ricci — a voz do outro lado estava frenética — nós a encontramos! A Srta. Hanson sofreu um a
De volta à mansão, o silêncio era pesado como o de um túmulo.Alessio estava parado no meio da sala, encarando os cacos de vidro, com o rosto perigosamente sombrio.Gianni andava de um lado para o outro, inquieto, olhando para o relógio a cada poucos segundos.— Já se passaram três horas. Por que ela ainda não voltou? Ela não atende o telefone… — a voz dele estava tensa. — Ela nunca fica tanto tempo sem dar notícias.Alessio não respondeu. Continuava com os olhos fixos na porta da frente.Bianca desceu as escadas, com os hematomas no rosto ainda visíveis. Trazia dois copos de uísque.— Não fiquem assim — disse suavemente. — Tomem um drinque. Relaxem. Marcella só precisa de um tempo para se acalmar.— Parei de beber — disse Alessio, sem se virar.— Eu também — a voz de Gianni saiu igualmente fria.O sorriso de Bianca congelou.Os dois nunca, jamais, a tinham rejeitado ao mesmo tempo.— Bem… então podemos conversar? — ela tentou novamente. — Como costumávamos…— Costumávamos?
Acordei na manhã seguinte e vi uma fileira de comprimidos na mesinha de cabeceira.E um bilhete com a caligrafia familiar de Alessio:“Querida, lembre-se de tomar seus remédios. Estou cuidando de algumas coisas do trabalho. Volto para o jantar.”Dei uma olhada no bilhete e saí do quarto.Eu precisava de um pretexto.Algo que me desse uma desculpa “razoável” para sair furiosa, criando a oportunidade de que eu precisava para desaparecer de vez.E Bianca era o estopim perfeito.Risos ecoavam da sala de estar, lá embaixo.Bianca estava vestindo um terno Chanel caro, conversando com algumas amigas da alta sociedade.— Vocês nem imaginam… no meu aniversário de dezoito anos, o Gianni e o Alessio me deram a festa mais incrível! — a voz de Bianca estava carregada de orgulho. — Toda a alta sociedade de Manhattan estava lá.As amigas soltaram exclamações de admiração.— E vocês se lembram daquele colar? Aquele da Tiffany, edição limitada? Só existem três no mundo!— E aquele vestido d