LOGIN"Como assim? Esse homem me prometeu e já esqueceu tão rápido?"Acelerei o Maserati que Lucas me deu, correndo pela estrada.Quando levantei o olhar, percebi que estávamos exatamente em frente ao bar onde, inicialmente, pedi ajuda a Lucas.O mundo realmente dá voltas.Naquela época, ele se recusou a se embriagar no bar para não dar motivo aos amigos de zombarem dele. E agora estaria tentando compensar aquilo?Enrolei as mangas, com uma expressão feroz.Antes mesmo de chegar à porta, percebi várias pessoas me esperando na entrada.Três deles, em fila e em uníssono, gritaram:— Mariana chegou!— Mariana arrasa!— Mariana, entre, por favor!Parei, desconfiada, olhando para eles:— O que estão fazendo? Com toda essa pompa, começo a suspeitar que querem me prejudicar.— De jeito nenhum! Você é a mulher amada de Lucas.— Você não faz ideia de como ele ficou louco quando você sumiu de repente, sem avisar.— A gente tinha acabado de começar a torcer por vocês dois e já tinha terminado... Nossos
Então, não me deixei criar expectativas sem motivo.Isso durou até chegar aquela notícia bombástica de que Lucas se recusou a casar com Beatriz e ainda deu um jeito de dar a volta por cima do Sr. Paulo.Naquele instante, meu coração se encheu de curiosidade.Com uma ansiedade quase descarada, liguei para o segurança, querendo descobrir se ainda havia algum desenrolar entre Lucas e Beatriz.Porém, foi um passo em falso e tudo se perdeu, até meu próprio coração."O que devo fazer?"Nessa hora, veio um som de tosse.O segurança entrou apressadamente, me salvando de um sufoco.— Sr. Lucas, desculpe incomodar, mas a Srta. Juliana chegou.Vi Juliana entrar, relutante, e imediatamente empurrei Lucas.Mesmo assim, ele me segurou firme, me mantendo em seus braços.Sua voz magnética soava confiante:— Medo de quê? Não é nada vergonhoso.— Eu não tenho a sua ousadia, está bem? Por que chamou ela para cá? Para zombar de mim?Juliana, porém, não perdeu a compostura como antes.Ela se aproximou, com
Eu estava morrendo de curiosidade, então resolvi mandar mensagens para o segurança dele:[O que está acontecendo? Me conte logo.][Oi, responde aí, você está disponível?]Finalmente, o segurança me deu atenção e respondeu: [Estou acabado.]Fiquei sem palavras.Logo em seguida, ele mandou outra mensagem: [É uma história longa, atenda a ligação.]Tudo bem.Minha curiosidade falou mais alto.Passei uma hora ao telefone com o segurança só para conseguir as últimas fofocas.Até que alguém arrombou a porta.Reconheci aquela silhueta alta, o corpo musculoso e o rosto bonito.Gritei assustada:— Você fez o segurança falar por tanto tempo comigo só para me rastrear?Lucas avançou em minha direção, me pegou no colo e me apertou contra o corpo enquanto saía.— Não é tão burra assim, mas é tarde demais. Ousou partir sem avisar? Sua punição é ficar ao meu lado para sempre.Voltei para Santa Aurora, novamente presa na mansão por Lucas, e ainda fui proibida de comer sorvete.Afinal, era inverno.Só p
Irritada, ajeitei a coberta sobre ele e me despedi:— Lucas, estou indo embora. A gente não vai se ver nunca mais! Cuide de você mesmo. Quando eu não estiver por perto, não enche a cara.Lucas dormia profundamente, alheio a tudo.Será que quando esse homem bruto acordar amanhã e perceber que não estou mais, sairia à minha procura por toda a cidade?"O que você está pensando? É apenas uma empregada, e mesmo assim imagina ter algum espaço no coração dele? Mariana, você está pensando demais."Me forcei a não alimentar ilusões e voltei para o quarto para arrumar rapidamente minhas coisas.De repente, percebi que, nos últimos três meses, acabei acumulando muitas coisas de Lucas.Uma mala não seria suficiente.No fim, carreguei três grandes malas até a sala de estar.Beatriz e Juliana estavam sentadas no sofá, prontas para me expulsar.Beatriz não parecia mais a mesma fragilizada de quando nos conhecemos. Sentada no sofá, ela mantinha uma postura impecável enquanto falava comigo:— Srta. Mar
Esse canalha, na verdade, dava até pena dele. Um distúrbio psicológico não era fácil de tratar. Quando eu não estiver mais por perto, quem poderia fazê-lo voltar para casa?E se ele voltasse a desmaiar na rua, usando uma bicicleta compartilhada como cobertor..."Ai, que pena desse homem, sempre condenado a ter azar... Espera! Mariana, acorda! Hoje à noite, depois de fazer isso pela última vez, eu preciso ir embora de qualquer jeito."Caso contrário, eu também poderia me envolver demais.Conviver com um ricaço que só me permitia chegar perto dele quando ficava bêbado... Quem aguentaria?A amada dele já tinha voltado do exterior. Eu não podia me rebaixar a ser a amante!Dirigi o carro de volta para a mansão.Arrastei o Lucas para fora do veículo.Ele, obediente, apoiou a cabeça no meu ombro, murmurando que estava mal e queria vomitar.— Bem feito! Quem mandou beber tanto?Lucas, embriagado, disse:— Quero lembrar.— Lembrar do quê? Do pesadelo que você quer esquecer? Não tem medo de que,
— Mas o Matheus disse que, a menos que o Lucas consiga beber mais do que ele, nem se fala nisso.Revirei os olhos, com uma forte suspeita:— Não me diga que vocês armaram isso com o Matheus só para ver se, quando ele estivesse bêbado, eu seria a única capaz de me aproximar dele. Nem tentem negar. Só de olhar para a cara de vocês já dá para perceber que nenhum de vocês presta, nenhum é digno de confiança.Risos surgiram ao meu redor, e todos levantaram o polegar em minha direção.— E daí que você descobriu? Na última vez te transferimos quinhentos reais, e você até hoje não deu a sua performance na nossa frente. Agora você tem que cumprir a promessa.Desisti de me importar:— Está bem. No fim das contas, eu só sirvo para carregar bêbado para casa.Afinal, toda vez era a mesma coisa: empurrar, puxar, arrastar e usar toda a força do corpo para conseguir levá-lo para casa.Mesmo morrendo de exaustão, eu precisava aguentar firme. Reclamar só faria as lágrimas virem, mas isso não adiantaria
— Sério?— Sério, eu vou te levar para trocar.— E se não for tão lindo quanto esse que estou usando?— Vou comprar todos os que estão naquele catálogo para você.Isso já me deixou mais satisfeita e a minha raiva sumiu:— Manda ela soltar a mão primeiro, depois eu solto a minha.Lucas estreitou os o
E eu? Não passava de uma trabalhadora comum, que saiu de uma cidade pequena, entrou na universidade e acabou ficando na grande cidade, presa ao ritmo exaustivo do trabalho.Se existisse algum vínculo de vida ou morte entre nós, seria um absurdo!Ao ver Lucas com o rosto fechado e aquela expressão ir
"Você é cego? É ele que veio se encostar em mim!"Quase chorei de desespero:— E agora, o que eu faço?O segurança disse:— Vamos ter que incomodá-la para nos ajudar a colocar o Sr. Lucas no carro e depois levá-lo para casa. Você sabe dirigir?— Mais ou menos, quebro um galho. — Eu ainda estava desc
Os amigos ao redor do homem ergueram as sobrancelhas, incrédulos.— É sério? Ninguém consegue chegar perto de Lucas quando ele está bêbado. Como alguém poderia ser exceção?— Lembro de uma vez em que Lucas bebeu demais e tentei levá-lo de volta ao quarto. Ele torceu meu braço de uma vez e acabou que







