LOGINAndrew
Passo um bom tempo observando a mulher misteriosa ao meu lado, saboreando cada pedaço do maior hambúrguer que já vi na vida.
- Sabe quando alguém diz: “Só acredito vendo?” - Comento sem conseguir me conter.
- Huuuum!? - Ela emite um som qualquer sem se separar de seu hambúrguer
- Eu estou aqui vendo e não consigo acreditar! Pra onde vai tanta comida? - Pergunto perplexo. A maioria das mulheres que conheço não come mais do que um punhado de salada, enquanto ela se delicia a cada mordida. Cherry não responde, apenas dá de ombros e continua seu relacionamento quase romântico com seu hambúrguer. Quando ela engole o último pedaço, seu olhar é de total satisfação. - Alguém já te disse que é quase pornográfico te ver comendo?
- Não! - Ela responde gargalhando. - É claro que não!
Meu celular toca sem parar.
- É melhor você atender! - Ela diz apontando pro aparelho.
- Eu não quero… - Digo apertando o botão para silenciar.
- Você que sabe! - Ela diz dando de ombros antes de pedir o cardápio à atendente e me ignorar completamente. Fico totalmente sem resposta e o celular começa a vibrar em cima da mesa.
- Só um instante. - Digo antes de me levantar, ela apenas acena com a cabeça pra indicar que está tudo bem.
- Cara, cadê você? - Ouço Jeffrey perguntar com uma voz levemente alterada.
- Estou perto, mas preciso descansar um pouco. - Digo a verdade, preciso descansar um pouco, de preferência com o corpo de Cherry aconchegado ao meu.
- Elton chamou algumas amigas gostosas, estamos fazendo uma festinha no quarto. Se eu fosse, não perderia isso por nada! Esqueceu do seu lema? Só se vive uma vez! - Ele fala animado.
- É exatamente porque só se vive uma vez que eu vou descansar antes de seguir viagem.
- Ah, qual é cara! - Ele diz desanimado.
- Curte por mim! Até mais! - Digo antes de desligar.
Ao retornar para mesa, encontro Cherry se deliciando com uma taça enorme de sorvete e brownie. A maneira como ela lambe a colher, faz minha mente suja imaginá-la em um cenário completamente diferente. Porra! Eu estou parecendo um adolescente inexperiente, quase ejaculando nas calças, enquanto ela está plenamente satisfeita com sua sobremesa. Preciso me distrair, pra não acabar passando vergonha. Por isso pergunto a primeira coisa que me vem à cabeça.
- O que estava escutando? - As palavras saem rápido demais.
- Hã!? - Ela se vira confusa.
- No carro… Quando te vi no carro, você estava super animada, escutando alguma música. - Tento explicar.
- Katy Perry, provavelmente era Teenage Dream. Meio que eu escuto essa música em looping. - Ela responde rindo. - Espero não ter decepcionado…
- Nem se esforçando muito, você conseguiria me decepcionar amor!
- Amor? - Ela diz tombando a cabeça como se estivesse saboreando a palavra.
- Algum problema?
- Amor, A-MOR… - Ela se delicia com o som da própria voz. - Amor não é uma palavra apropriada. Melhor continuar me chamando de Cherry, pois é mais autêntico e honesto.
- Por que exatamente? - Pergunto querendo entender sua linha de raciocínio.
- Amor requer base. Um encontro casual de beira de estrada, não chega nem aos pés do amor de verdade. Amor é um sentimento profundo, cheio de nuances, isso aqui é raso demais. - Ela diz apontando pra nós. - Tesão e paixão combinam melhor com esse breve momento.
- Mas, esse breve momento cheio de tesão e paixão pode vir a se tornar amor, não concorda?
- Não força, Andrew! Já te adianto que isso nunca vai rolar!
- Você já amou alguém? - Pergunto curioso. Ela fica quieta por algum tempo, parece pensar sobre o assunto antes de responder.
- Sim. Meu primeiro e último relacionamento da vida. Pensei que iríamos nos casar e tudo… O problema é que tarde demais eu descobri que estava em uma história de amor unilateral. - Ela solta uma gargalhada infeliz. - Pergunta pessoal demais, vamos mudar de assunto!
- Estou curioso, por que nunca mais namorou? - Tudo nela me faz querer descobrir mais.
- Porque sou “Inamorável”! - Ela responde.
- Como se explicasse muita coisa… Essa palavra nem existe!
- Pra você ver o tamanho do problema! Não tenho tempo e nem paciência pra namorar. Sei lá, acho que apenas não nasci pra isso. - Ela diz dando de ombros. - Juro, se eu soubesse que não te dizer meu nome geraria tanto interesse, eu teria inventado um nome qualquer, tipo Chanel ou Tiffany… Tenho certeza que a essa altura você já teria esquecido que eu existo.
- Discordo! Você pode até ser altamente inamorável, mas não é nem um pouco esquecível!
- Se você diz! - Ela diz tentando retornar a atenção a sua taça.
- Cherry, já que você tem tanta certeza que vou esquecer, por que não me diz logo o seu nome? - Provoco.
- É Chanel! - Ela responde sem pestanejar.
- Não, não é! Chanel não combina nem um pouco com você.
- Realmente não combina nadinha! - Ela diz rindo.
- Por que tanto mistério, Cherry?
- Sou agente do serviço secreto. - Ela diz o mais sério possível, mas não consegue evitar um pequeno sorriso.
- Se não fosse pelo sorriso disfarçado, eu poderia até acreditar. Me tira do escuro, conta alguma coisa sobre você… - Peço.
- Tudo bem! - Ela diz empurrando o sorvete derretido com a colher pra lá e pra cá. - Minha cor favorita é roxo, coincidentemente torço pros Lakers. Pode não parecer, mas sou tímida. Portanto, vamos precisar de mais algumas cervejas antes de partir pra próxima fase. Gosto de encontros casuais, eles me poupam tempo e energia. Detesto drama! Um encontro casual onde os dois ganham é tudo que preciso. E você?
- Se depender de mim, vamos ganhar muito com esse encontro. Também não gosto de drama. Minha cor favorita é o preto, mas eu uso mais vermelho e verde no meu dia-a-dia. Torço para os Knicks, mas prefiro futebol americano e beisebol. Não sou nem um pouco tímido e não paro de pensar em tudo que pretendo fazer contigo essa noite… - Ela sorri parecendo um pouco tímida e eu quero tanto beijar a sua boca. Me aproximo mais do seu corpo, deslizando a mão por sua perna. - Se continuar sorrindo desse jeito pra mim, eu juro que vou esquecer dos bons modos e te agarrar aqui mesmo. - Ela continua sorrindo pra mim. Avanço em sua direção, enquanto aperto sua coxa levemente. Seu sorriso se amplia cada vez mais e antes que eu possa provar os seus lábios, uma voz irritante atrapalha meus planos.
- Mais duas cervejas e a conta. - A atendente diz, oferecendo o porta conta.
- Obrigada! - A mulher se afasta para nos oferecer um pouco de privacidade.
- Eu pago. - Declaro.
- Eu sei! - Ela diz cantarolando. Passo alguns segundos observando sua expressão divertida. - Bom, eu achei que com um carro daqueles, você não teria dificuldade de pagar uma conta nesse fim de mundo. Mas, se estiver quebrado, é só falar! Posso pagar o jantar e o hotel sem problemas…
- Espertinha! - Digo apertando seu nariz. Ela ri antes de dar um grande gole na sua cerveja. Pago a conta, deixando uma boa gorjeta.
Seguimos lado a lado até nossos carros.
- Foi divertido! - Ela diz se apoiando na lateral da sua Cherokee. A vontade de agarrá-la ali me consome e eu avanço em sua direção, imprensando seu corpo entre o meu e a lataria. Cherry parece surpresa, mas se entrega ao beijo. Sua boca carrega a doçura da sobremesa misturada ao amargor da cerveja. Suas mãos entrelaçam o meu pescoço, enquanto minhas mãos passeiam livremente pela sua cintura. Nossas bocas e corpos se encaixam de uma maneira muito melhor do que eu imaginei, por isso eu tento prolongar esse momento o máximo possível. Eventualmente, Cherry se afasta em busca de um pouco de ar.
- Não é um beijo apropriado pra beira de uma estrada…
- Eu não me importo!
- Mas, eu me importo! Porque se continuarmos nesse ritmo, em dez minutos estarei completamente nua, apoiada no capô do meu carro… - Ela fala e meu corpo se alegra com a possibilidade. Cherry tenta em vão me empurrar pro lado.
- Eu juro que estou tentando me afastar, mas meu corpo não deixa!
- Vamos sair logo daqui! - Com muita dificuldade, consigo deixar ela se afastar um pouco. Cherry caminha em direção ao hotel, dou alguns passos largos até emparelhar ao seu lado pra segurar sua mão. Novamente ela parece surpresa.
- Que isso? Somos namorados agora? - Ela debocha.
- Podemos ser, se você quiser! - Respondo brincalhão.
- Você consegue se escutar? - Ela diz revirando os olhos, mas não larga a minha mão.
Cherry segura o riso ao me ver pedir na recepção o melhor quarto, o recepcionista me entrega as chaves do quarto 215, indicando a direção que devemos seguir.
- Você sabe que esses hotéis têm quartos padrão né? - Ela diz sem conter o riso.
- Se os quartos fossem padrão, o recepcionista informaria, não acha? - Digo sem ter tanta certeza assim.
- Ai, meu Deus! Você nunca teve que passar a noite em um hotel de beira de estrada, né?
- Sinceramente? Não! - Ele diz sem graça.
- Okay, okay! Os quartos básicos, geralmente tem uma cama de casal lençóis bege, um carpete marrom mofado, paredes pintadas de um amarelo triste, escrivaninha, televisão que pega no máximo três canais, um banheiro apertado com toalhas brancas e miniaturas de shampoo, condicionador e sabonete com cheirinho de erva doce. Como você pediu o “melhor quarto”, não teremos apenas uma, mas duas camas de casal. - Ela j**a um dos braços pro ar vibrando.
- Bom, então acho que vou ter que te comer pelo menos duas vezes... - Respondo, sem filtro. Sinceramente, o quarto é o que menos importa; meu único plano é ficar a sós com ela.
- Se você se esforçar... - Ela murmura, o tom mudando drasticamente. A garota debochada de instantes atrás dá lugar a uma mulher intensamente sedutora. - Eu posso até deixar você me ter duas vezes.
- Prepare-se, Cherry. Por que se depender de mim, nós vamos transar a noite toda. - Envolvo sua cintura com firmeza, puxando-a para o quarto.
Nossos corpos se entrelaçam enquanto nossas línguas batalham durante outro beijo épico. Encosto seu corpo na parede, empurrando minha visível ereção entre suas pernas. As mãos de Cherry passeiam pelo meu peito, buscando os botões da minha camisa. Me afasto apenas o suficiente pra me livrar do pedaço de pano indesejado, quando olho em volta, percebo que ela descreveu o quarto perfeitamente. Mas ao invés de duas, o quarto oferece três camas. Duas de casal e uma de solteiro.
- São três camas! - Digo rindo. - Vamos ter que fazer como a cachinhos dourados e experimentar todas! Qual você prefere?
- Obviamente a minha preferida não será a do bebê urso… - Ela entra na brincadeira.
- Veremos! Pequenos espaços podem ser bem prazerosos… - Encosto na cama mais próxima, puxando-a pela mão.
AndrewO desejo por ela me devora por completo. Ela é a faísca e eu sou o combustível, esperando para arder. Ela parece a mesma, mas diferente. Quase cinco anos deixaram ela ainda mais incrível, suas curvas aumentaram, mas a sensação de tê-la em meus braços é exatamente a mesma. Começo a despi-la ainda no sofá, jogando sua blusa longe. Ela rebola no meu colo enquanto nos beijamos. Minha camisa preta também vai pro chão e o toque direto dos nossos corpos é viciante. Me levanto da poltrona, com ela em meus braços. - Preciso descer pra tirar essa calça! - Ela diz entre beijos e carícias. Devagar, coloco ela no chão. Mas, ao invés de tirar sua própria calça, ela se ajoelha desafivelando o meu cinto. - Isso é um sonho?
Lella Tinha certeza absoluta de que nunca mais veria Andrew. Mas o destino, com seu senso de humor cruel, fez questão de me provar o contrário. Às quartas e sextas, assumo o papel de dealer em um cassino. Um bico que fui obrigada a aceitar para manter minha oficina de pé. Mesmo sendo excelente no que faço, meu negócio entrou em crise desde que uma multinacional se instalou no bairro e esvaziou a clientela. Com as contas acumulando, não tive escolha. Saí de casa esperando uma noite tranquila e tudo corria bem, até que ele surgiu. Exceto pelo cabelo mais curto e algumas leves marcas de expressão ao redor dos olhos, ele parecia exatamente o mesmo de quase cinco anos atrás. Quando ele murmurou um "boa noite" e se acomodou perto de mim, senti meu corpo esquentar e tive a impressão de que o chão cedia sob meus pés. Ele permaneceu distraído nas primeiras rodadas, mas na quarta, o jogo mudou. Ele começou a jogar para valer: aumentava as apostas, blefava com maestria e eliminava
Andrew É quase impossível encontrar alguém sem ter no mínimo as informações básicas e eu não sabia nem o nome dela. Quase cinco anos se passaram e eu ainda não conseguia parar de pensar naquela noite. Acordei no meio da madrugada e Cherry já tinha ido embora. Corri para o carro e acelerei tudo o que podia na esperança de alcançá-la. Naquele ano, fui campeão; nos dois seguintes, levantei o troféu de novo até me consagrar tricampeão. As ações da empresa subiam sem parar e eu tinha todos os motivos para me sentir realizado. Mas então vieram dois anos batendo na trave. Pódios e mais pódios, sem a pontuação necessária para o tetra. A verdade é que ainda faltava algo. Uma lacuna que parecia crescer a cada ano. Deitei-me com muitas mulheres, mas não houve faísca com nenhuma. Estava acorrentado a uma memória, apaixonado por uma mulher que mal conhecia. Cheguei a duvidar de mim mesmo, perguntando se aquela noite realmente tinha acontecido ou se fora apenas um truque da minha mente. - Bom
Lella Andrew distribui uma trilha de beijos pelo meu pescoço, colo e barriga, antes de se concentrar na fivela do meu cinto. A calça jeans pesada cai de uma vez só, assim que ele consegue desafivelar o cinto. - Essa calça é no mínimo três vezes maior que você! - Eu gosto de conforto… - Falou a mulher usando uma calcinha fio dental. - Ele rebate. - Mas, quem disse que calcinhas desse tipo não são confortáveis? - Achei que as mulheres categorizavam esse tipo de peça como instrumento de tortura. - Acho que você confundiu as bolas… Sutiãs claramente são os vilões da história! - Então, nada de sutiã? - Ele pergunta passando o polegar pela lateral do meu top. - Nada de sutiã! - Digo antes dele puxar o top por cima da minha cabeça e brincar com os meus pequenos seios. Empurro seu corpo pra trás e monto em seu colo. Ele continua deslizando as mãos pelo meu corpo enquanto nos beijamos. Andrew fica desnorteado ao encontrar minha calcinha completamente encharcada. - Puta que
Andrew Passo um bom tempo observando a mulher misteriosa ao meu lado, saboreando cada pedaço do maior hambúrguer que já vi na vida. - Sabe quando alguém diz: “Só acredito vendo?” - Comento sem conseguir me conter. - Huuuum!? - Ela emite um som qualquer sem se separar de seu hambúrguer - Eu estou aqui vendo e não consigo acreditar! Pra onde vai tanta comida? - Pergunto perplexo. A maioria das mulheres que conheço não come mais do que um punhado de salada, enquanto ela se delicia a cada mordida. Cherry não responde, apenas dá de ombros e continua seu relacionamento quase romântico com seu hambúrguer. Quando ela engole o último pedaço, seu olhar é de total satisfação. - Alguém já te disse que é quase pornográfico te ver comendo? - Não! - Ela responde gargalhando. - É claro que não! Meu celular toca sem parar. - É melhor você atender! - Ela diz apontando pro aparelho. - Eu não quero… - Digo apertando o botão para silenciar. - Você que sabe! - Ela diz dando de ombros
Lella Em um dia qualquer, de uma semana qualquer, de um mês qualquer… Estava passando alguns dias na casa da minha mãe em Nevada quando decidi passar o dia com minha avó paterna. No meio da tarde entrei no carro com o intuito de voltar pra casa da minha mãe. O problema é que minha rota foi bruscamente desviada por Andrew Di’Lucien. O tipo de cara que derrete calcinhas com apenas um olhar. Com olhos verdes, cabelos claros, mandíbula marcada combinando perfeitamente com seu nariz levemente empinado e um corpo de dar água na boca… Andrew Di’Lucien é de longe o cara mais gato que eu já vi na vida! Você deve estar se perguntando: “Por que essa maluca não diz logo o nome?” Porque eu me chamo Lella Louise Marshall, sou engenheira mecatrônica e de maneira bem indireta, Andrew é meu chefe. Andrew é piloto da Nascar, ele corre pela Di’Lux, empresa da família dele. Seu pai, Richard Di’Lucien é o chefão e Andrew é seu futuro sucessor. Costumo trabalhar na fábrica, mas em alguns moment







