Beranda / Fantasia / Presa ao príncipe vampiro / capítulo 04: o demônio

Share

capítulo 04: o demônio

Penulis: Lívia_V
last update Tanggal publikasi: 2023-12-22 07:07:35

Quando deitei na cama aquela noite, eu tentei entender o que havia acontecido naquele quarto. Mas nenhuma explicação lógica me vinha à cabeça, afinal o modo como Julian havia agido não fazia sentido. Mas eu não queria pensar naquilo, eu não iria pensar naquilo. Porque se não, minha mente me levaria a lugares que eu não queria ir.

Quando acordei pela manhã o sol entrava pelas frestas do navio, eu me pus de pé rapidamente e subi até o convés.

Os marujos estavam afoitos aquela manhã, enquanto iam e vinham de um lado para o outro. Eu me inclinei para frente e avistei o porque dessa agitação. O porto das uvas estava logo à frente.

Eu engoli em seco, pensando que aquela era minha única forma de fugir, mas também lembrava do que Julian havia dito sobre isso.

Eu me empertiguei e senti um arrepio na nuca, quando olhei para o lado e vi Julian conversando com um marujo. Ele estava usando um grande casaco negro de pele de urso, e seu rosto estava muito sério.

Seu olhar recaiu sobre mim, enquanto nos aproximavamos do porto.

Ele deixou o marujo e andou até mim.

-- imagino que você lembre da nossa conversa sobre uma tentativa de fuga? -- eu me forcei a assentir.

-- pois bem, espero que você saiba quais as consequências que podem vir a surgir se você tentar algo desse tipo. -- sua voz estava grave. Ele não estava brincando, ou blefando.

-- não tentarei nada.

-- ótimo. -- e logo ele se afastou, não me dando espaço para questionar sobre a noite passada. O que me deixou frustrada.

Sem demora nós atracamos, Julian se certificou de ficar ao meu lado enquanto desciamos.

O porto das uvas era lindo, havia tanta natureza e paz. Parecia um lugar irreal.

Eu estava maravilhada.

Continuamos andando, com Julian me segurando pela cintura. por onde passavamos algumas pessoas esticavam o pescoço para olhar para nós.

Eu não entendia bem, será que eles me reconheciam?

Chegamos no meio do porto, onde havia um grande casarão. Julian me fitou e logo adentramos, rapidamente eu descobri que aquilo era um bordel. Mulheres dançavam nuas nas mesas, enquanto homens ficavam em posições... Inadequadas.

Passamos por todas aquelas coisas e eu estava tão vermelha que parecia que iria explodir.

Julian me guiou até uma mesa, onde havia um homem gorducho de cabelos grisalhos e expressão séria.

Eu estava quase sentando quando Julian o fez o primeiro, e me puxou para o seu colo. Eu arregalei os olhos e tentei levantar, mas ele me segurou pela cintura, me mantendo onde eu estava. Eu não sabia se respirava.

O homem me encarou lentamente e logo após Julian.

-- bela empreitada essa que você arrumou. -- ele pegou um copo de vinho na mesa e bebeu.

-- gostou? Eu disse que conseguiria.

-- muito, nunca duvidei de sua capacidade.  -- eu encarei aquele velho. Parecia que eu era um animal a ser negociado. Julian apertou minha cintura e subiu um pouco mais seus dedos até meu ombro, eu estremeci.

-- consegui domar essa aqui, não foi tão difícil. -- o velhote sorriu, eu só queria cuspir nele. O homem se inclinou sobre a mesa, se aproximando mais de Julian.

-- há boatos sobre você amigo, sobre o que você está fazendo! -- eu me concentrei naquela conversa.

-- ah é? E sobre o que estão comentando?

-- dizem que você quer libertar o povo de rocha nublada, que você mesmo irá enfrentar Hector e libertar nosso povo da escravidão, matando aquele maldito bastardo usurpador.

O velho cuspiu no chão.

Então Hector era o usurpador a quem Julian estava me levando.

Ele se inclinou um pouco, fazendo eu me mover em seu colo, foi uma estranha sensação.

-- como eu poderia fazer isso Arthur? -- o velho o fitou.

-- você tem planos, você é bom nisso... em esconder as coisas! Em planejar. -- Julian sorriu.

-- por quê você me chamou aqui Julian?

-- eu tenho planos, mas preciso de ajuda! De mais guerreiros que estejam dispostos a luterem ao meu lado, e quem melhor do que você Arthur? -- Arthur se recostou na cadeira.

-- você ainda tem aquele problema? -- Julian ficou quieto, imóvel. Parecia não respirar.

-- não.

-- é mesmo? Então porque parece o contrário? -- tudo parecia ter ficado mais silencioso.

Julian se recostou novamente na cadeira e encarou Arthur, ele não parecia tenso. Mas eu sabia que estava.

-- eu não preciso provar nada para você, você sabe da minha capacidade! Do que eu posso fazer. Está vendo ela? Ela está aqui não está? Eu consigo fazer isso. -- sua voz ficou mais grave, mais firme. Arthur se empertigou.

-- não duvido que consiga, o problema... é que você perde o controle! E isso... isso é perigoso meu amigo, lembra-se da...

-- chega! -- eu me assustei, ele apertou minha cintura muito forte. Arthur ficou quieto.

-- não falaremos disso. -- eu estava tão nervosa, engoli em seco.

-- eu preciso ir ao banheiro.

Julian parecia ter esquecido minha presença, mesmo eu estando em seu colo.

-- espere.

-- eu não consigo. -- senti as bochechas queimando.

Ele bufou, uma dançarina alta e esbelta estava passando ao nosso lado, Julian segurou seu pulso e a trouxe para perto.

-- leve-a até o banheiro amor, e não deixe que ela fuja! Ou se não... você vai perder sua habilidade de dançar. -- a dançarina engoliu em seco e me encarou, eu me pus de pé. Julian segurou meu pulso, e me lançou um olhar explicativo. Eu assenti e segui a mulher.

Ela ficou ao lado de fora. o banheiro era sujo e fedido mas eu estava apertada. Rapidamente eu comecei a fazer, quando ouvi um estrondo na porta. Eu me sobressaltei, e me pus de pé.

-- Olá? Você ainda está aí? -- ela não respondeu, eu andei até a porta, quando ela foi aberta bruscamente. Dois homens enormes me encararam, me puxaram para junto de si. Eu se quer tive tempo de gritar quando eles me colocaram dentro de um saco, e me puxaram para fora do casarão pelas portas dos fundos. Eu mal via pelos buracos do saco, enquanto me debatia.

-- ele foi tolo de trazê-la aqui.

Um deles riu.

-- ele ainda acha que pode ganhar, esse desgraçado vai virar cinzas. -- eu fui arremessada para dentro de uma carruagem que começou a andar, eu gritava e me debatia mas ninguém ouvia.

Estávamos indo muito rápido pela floresta, quando eu comecei a rasgar o saco com os dentes e abriu um buraco, que eu rasguei com as mãos.

Rapidamente eu consegui pôr a cabeça para fora, os dois estavam na parte da frente da carruagem. Eu saí de dentro do saco, quando um deles me viu.

-- SUA M*****A. -- ele tentou me pegar, mas eu chutei. Enquanto o outro parava a carruagem. Eu me joguei para fora, correndo o mais rápido que podia.

Mas um deles me alcançou, me puxando para junto de si. Eu tentei chutá-lo, mas ele segurou minhas pernas.

-- acho que eu vou ter que domar você princesa. -- ele quis levantar meu vestido, eu gritei com medo. Eu estava quase em seus braços, quando o outro homem berrou de dor. De uma forma dolorida e sofrida. O que me puxava parou rapidamente, me soltou e tirou da calça uma adaga.

-- FILIPE? -- eu me encolhi.

-- dane-se ele. -- ele se voltou para mim, eu estava quase berrando quando uma mão passou por dentro de seu peito, arrancando seu coração como se não fosse nada.

O homem ficou com os olhos vidrados, enquanto sangue escorria por sua boca.

Eu quis gritar, mas não havia voz em minha garganta.

Ele caiu de joelhos, e eu pude ver quem estava atrás dele.

Julian segurava o coração ensanguentado do homem.

Seus olhos estavam vermelhos como fogo, seu rosto cheio de sangue e em sua boca haviam duas enormes presas animalescas.

Julian era um demônio bebedor de sangue.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Presa ao príncipe vampiro    capítulo 131: o fim

    Todos os vermes e vampiros, ou besouros que podiam haver pelas redondezas. Foram eliminados prontamente. Não haveria segundas chances para nenhum deles. Logo após, tratamos de ir até os escravizados. Todas as pessoas, talvez mais de cinco mil delas. Entre crianças e idosos, viviam em uma espécie de calabouço fedido e sem nenhum luz. Ao nos ver ali, todos ficaram com medo. Todos eram tão fracos, tão pequenos. Eu engoli em seco, e senti nojo de tamanha crueldade. Rapidamente tratamos de tirar todos da escuridão do castelo, e levá-los para cima o mais rápido possível. Logo tratamos de dar um banho e cada um deles. Eles ainda estavam desconfiados, e não sabiam ao certo o que era aquilo. E eu acreditava que demoraria muito para que eles se acostumassem com sua nova situação, mas nós tínhamos todo o tempo do mundo. Um grande jantar cheio do que eles precisavam foi feito, e naquela noite a verdade sobre o rei foi esclarecida. Eles se entreolharam confusos, mas Julian prometeu sua lealda

  • Presa ao príncipe vampiro    capítulo 130: a conquista

    Meus olhos ardiam, e minha mente estava embaçada. Enquanto ouvia os gritos de Mary, e encarava o corpo de Elucia. "𝐸𝑢 𝑎𝑐𝑟𝑒𝑑𝑖𝑡𝑜 𝑒𝑚 𝑣𝑜𝑐ê." Mais lágrimas rolaram por minha bochecha, Hector me encarou com desdém. Enquanto jogava o coração dela no chão. E se agachava de frente para mim. -- quanto drama queridinha... Já chega, ela morreu. -- ele esticou a mão para me tocar, eu se quer consegui me mexer enquanto olhava para o corpo dela. Ele revirou os olhos. -- quanto drama. -- logo ele se pôs de pé, me segurando pelos cabelos. Julian gritou enquanto se aproximava com velocidade total, Hector segurou meu pescoço.-- mais um passo e eu quebro ela aqui. -- Julian ficou imóvel, eu senti meu corpo tremendo. Minha cabeça deu uma pontada, e minhas mãos tremeram. De repente, uma forte tempestade começou. -- eu vou matar todos os seus amiguinhos Julian. -- ele acariciou meu rosto. Julian apertou os punhos, e jogou a espada no chão. -- aceite que perdeu essa. -- solte ela. -

  • Presa ao príncipe vampiro    capítulo 129: a batalha

    Talvez o nosso exército fossem mais de oito mil homens. Todos prontos para a batalha, todos sem medo algum. Os guerreiros da floresta, estavam um pouco mais atrás, eles seriam nossa arma secreta. Meus amigos estavam no meio, seus rostos estavam impassiveis. Não havia medo ali, mas... Havia muita insegurança e apreensão. Cavalgamos por uma hora, até que chegamos à enseada. O mar a distância, estava calmo. As águas mal se moviam. As nuvens no céu, estavam extremamente carregadas. Tempestade vinha por aí. Meu coração acelerou quando avistei o grande exército de Hector. Eram tantos vermes, todos mostrando suas presas gigantescas. Todos salivando enquanto olhavam para nós com fome e malícia. Os vampiros usavam armaduras, e espadas. Eles sorriam, e nos olhavam com ansiedade. Era um mar de monstros à nossa frente. Julian apertou minha mão, eu engoli em seco. E no meio deles, estava Hector. Ele estava em uma espécie de carruagem de metal, preta. O monstro usava uma armadura azul, e em

  • Presa ao príncipe vampiro    capítulo 128: a última noite

    Alguns dias se passaram, Hector fazia pequenas movimentações todos os dias. Preparando seus vermes, pronto para a batalha. Nossos aliados estavam começando a chegar lentamente, e até aquele momento. Meus pais não haviam respondido minha mensagem. Eu duvidava que eles o fizessem, mas ainda sim... Aquilo partia meu coração. Minha cabeça latejava de vez em quando, eu sabia que era Atama. Ela sabia o que se aproximava, aquilo me deixava ainda mais nervosa. -- já sabemos o lugar onde ele montou seu exército. -- Julian disse em uma reunião com vários de nossos aliados. -- Emma nos informou que é próximo a enseada, do outro lado da montanha É lá onde ele planeja acabar com tudo. todos se entreolharam.-- o que faremos então? -- Andreas questionou. Emma se aproximou de Julian. -- atacaremos. -- a tenda ficou em total silêncio. -- se não atacarmos antes, os vermes irão nos encontrar aqui. Eles estão marchando em nossa direção, nesse exato momento. -- Julian disse rapidamente, apertei min

  • Presa ao príncipe vampiro    capítulo 127: que venham os aliados

    A batalha Enfim estava batendo a porta. Julian havia contactado Arthur que logo tratou de trazer todos os guerreiros que tinha consigo. Olhei para todas aquelas pessoas treinando e se preparando, meu coração acelerou. Entrei na tenda e fiquei alguns instantes imóvel, encarando aquele lugar. Até que fui até um armário, peguei papel e tinta para que pudesse escrever uma mensagem. Sentei na mesa, e encarei aquela folha em branco. Respirei fundo, e enfim comecei a escrever. Eu sabia que era uma péssima ideia, talvez meus pais nunca lessem aquilo. e se lessem, não iriam se quer se importar com o que estava escrito naquela carta. Mas eu deveria tentar, uma última vez, eu tinha que tentar. Logo me inclinei, e comecei a colocar as palavras naquela folha, as palavras com meu coração. Ao fim, eu encarei aquela carta e senti um aperto. "𝑃𝑎𝑝𝑎𝑖 𝑒 𝑚𝑎𝑚ã𝑒, 𝑛ã𝑜 𝑠𝑒𝑖 𝑠𝑒 𝑎𝑖𝑛𝑑𝑎 𝑡𝑒𝑛ℎ𝑜 𝑜 𝑑𝑖𝑟𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑐ℎ𝑎𝑚á-𝑙𝑜𝑠 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚 𝑑𝑒𝑝𝑜𝑖𝑠 𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑓𝑖𝑧. 𝑀𝑎𝑠... ?

  • Presa ao príncipe vampiro    capítulo 126: a declaração de Mary

    *Mary Estava vindo, a batalha que tanto falamos durante tanto tempo, estava bem ali. Aquilo era assustador, e me fazia lembrar de meu pai e do meu irmão. Tínhamos que estar prontos, e contactar o mais rápido possível todos os aliados que havíamos feito. Logo eu me prontifiquei para ir com Eris, até a aldeia mais próxima e mandar as mensagens. Eu estava em minha tenda, arrumando minhas coisas. Quando mamãe adentrou. Ela ficou me olhando por alguns instantes, enquanto eu pegava a bolsa. Parei por alguns instantes, sem olhar para ela. -- fale logo. -- falar o que? -- que eu sou burra! Que deveria ficar aqui ao invés de ir. -- olhei para ela. Ela estava ali, tão elegante como sempre. Lentamente ela se aproximou de mim, e segurou meu rosto entre suas mãos. -- antes eu fiz isso, quando o medo e a dor me tomavam. Não vou mentir, eu preferiria que você ficasse aqui, não fosse. Mas eu não posso prendê-la! E confio em você. Por isso vá, mas volte, de preferência... Inteira. -- senti um

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status