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Capítulo 2

ผู้เขียน: Leo Carmo
As calças de verão já eram curtíssimas por natureza. E, como eu só queria dormir com mais conforto, nem cinto eu havia colocado. Bastava puxar um pouco para baixo, e minha calça saia.

— Quem diria, hein. É realista demais. Esse lote novo de bonecas é realmente bom. — A voz de Gabriel soava nitidamente mais animada.

Ele parecia inclinado logo atrás de mim. Eu sentia com clareza o ar quente de sua respiração a cada palavra, roçando minha pele.

Por dentro, eu estava tomada por uma mistura de raiva e desespero. Ainda assim, naquele momento, não ousei me mexer nem um centímetro. Tinha medo de que, se fosse descoberta, a situação chegasse a um ponto de constrangimento sem volta.

"O que eu faço? O que eu posso fazer?"

Gabriel já havia retirado completamente minha calça por baixo, restava apenas uma camada fina de calcinha.

— Olha só. Ainda vem com calcinha. E é de renda. — Ele comentou, cada vez mais excitado.

Suas mãos não paravam de acariciar meu quadril. Aquele toque quente fazia meu coração disparar, como se estivesse prestes a saltar pela boca.

De repente, senti algo quente e úmido encostar na minha coxa.

Aquilo era… A boca de Gabriel?

Num instante, um relâmpago atravessou minha mente. Ao perceber essa possibilidade, fui tomada por vergonha e ansiedade. Ainda assim, de forma inexplicável, surgia também uma sensação vaga e proibida de excitação.

A razão gritava que eu deveria interrompê-lo naquele exato momento, levantar a voz e fazê-lo parar.

Mas…

Havia outra voz dentro de mim que dizia o contrário.

"Não."

Ele claramente estava me confundindo com uma boneca.

Se descobrisse a verdade, como eu poderia encará-lo depois? O constrangimento seria insuportável.

Nós éramos vizinhos da mesma rua. Mais cedo ou mais tarde, acabaríamos nos encontrando novamente. Não dava para transformar aquilo em algo tão extremo.

Gabriel tinha uma loja de antiguidades ao lado. Sempre parecia um intelectual, um homem maduro de aparência elegante, gentil e serena, aquele tipo de senhor charmoso que transmitia uma sensação de tranquilidade.

Ele não faria nada demais ali, no depósito, com um produto erótico, certo?

Eu rezava em silêncio.

"Desde que ele não perceba… Eu só preciso aguentar um pouco."

— Essas coxas são tão macias. De onde será que veio isso? Depois vou perguntar pra Camila. Quero comprar uma dessas também.

Talvez por estar empolgado demais, o ar quente de sua respiração se espalhava pelo espaço entre minhas pernas enquanto ele falava, fazendo minha pele se arrepiar por inteiro.

No instante seguinte, senti de repente uma mão quente cobrir minha parte mais íntima.

"Uh…"

O estímulo inesperado fez meu corpo estremecer sem controle. Assim que me dei conta do que havia acabado de acontecer, um frio intenso percorreu minha espinha.

"Acabou. Será que ele percebeu alguma coisa?"

— Ué? Essa boneca ainda reage. Chega até a tremer. Isso é realista demais. Que tecnologia absurda.

Gabriel parecia especialmente empolgado. Num movimento rápido, acabou puxando minha calcinha para baixo.

Fechei os olhos, tomada por um sentimento de desespero.

Quem poderia imaginar que, naquele exato momento, eu estaria ali, como se fosse um brinquedo erótico, com a parte inferior do corpo exposta diante de um homem?

Uma onda avassaladora de vergonha inundou meu peito, deixando minha mente completamente em branco.

Ainda assim, quanto mais a situação avançava, menos eu ousava emitir qualquer som.

Se antes ainda parecia haver alguma margem para escapar, naquele momento não havia mais nada a fazer.

Eu só conseguia rezar em silêncio para que Gabriel fosse embora logo.

Que ele não fizesse mais nada. Nada além disso.

Gabriel estava perigosamente perto da minha parte mais íntima. Eu sentia claramente o ar quente de sua respiração a cada inspiração e expiração.

Isso fazia meu corpo estremecer involuntariamente, como se eu já não tivesse mais controle sobre mim mesma.

Além da vergonha esmagadora, havia também uma sensação secreta e proibida surgindo dentro de mim.

Ao perceber isso, um medo ainda maior tomou conta do meu coração.

"Como eu posso estar sentindo algo assim?!"

— Hm… Esse quadril… Não parece um pouco com o da Lari?

Aquela frase caiu como um raio na minha mente.

Por um instante, deixei simplesmente de pensar. Minha cabeça ficou completamente em branco, e meu corpo inteiro enrijeceu, imóvel como uma estátua.

"O que ele quis dizer com isso?

Será que ele percebeu alguma coisa?

Como ele poderia saber como é o meu corpo?!

O que está acontecendo?

O que diabos é tudo isso?"

Logo depois, senti novamente aquelas mãos quentes continuarem a acariciar meu quadril, os dedos deslizando devagar, e até as unhas roçando de leve aquela região sensível.

Eu já era uma mulher adulta. No dia a dia, era claro que também tinha minhas próprias necessidades.

Mas o toque de Gabriel era completamente diferente. Suas mãos ásperas, com um leve calo, não tinham nada a ver com a sensação do meu próprio toque.

Mordi com força o lábio inferior, fazendo de tudo para ignorar as ondas de excitação que insistiam em surgir dentro do meu corpo.

"Como isso pode estar acontecendo?

Por que hoje eu me sinto tão mais sensível do que o normal?"

A respiração de Gabriel ficava cada vez mais pesada, e o ar quente continuava se espalhando contra meu quadril.

Aquela sensação úmida e abafada deslizava repetidamente sobre minha pele, enquanto eu sentia claramente aquelas mãos apertarem sem cessar.

"Socorro…"

Por dentro, eu gritava em silêncio.

"Alguém, por favor, me salva."

Eu sentia como se meu coração estivesse sendo rasgado ao meio, dividido entre o medo absoluto e um turbilhão de emoções que eu já não conseguia controlar.

Era como se existisse um pequeno "eu" dentro de mim, o tempo todo me impedindo de emitir qualquer som, quase submerso naquela onda contraditória de sensações.

Em seguida, senti aquelas mãos se afastarem do meu quadril, e um som leve de movimentos apressados ecoou ao redor.

Meu coração disparou na mesma hora, subindo direto para a garganta.

Logo depois, algo rígido e extremamente quente pressionou contra minha parte mais íntima.
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