LOGINThe Blood Moon was supposed to unite them. Instead, it turned her into prey. Tricia Thorne was rejected, humiliated, and cast aside by the Alpha who once claimed her under ancient law. But when she stumbles into the territory of his greatest rival, fate twists again. Alpha Tristan doesn’t offer mercy. He offers a mark. Now bound to two powerful Alphas, her body becomes a battlefield. Her heart refuses to choose. And her secret pregnancy threatens to ignite a war neither pack can survive. Two Alphas. One rejected Luna. A mark that could either kill her… or crown her.
View MoreCAPÍTULO 1
Maicon Prass Fernandes Não foi do dia para à noite que me tornei o consigliere do Don. Sou os olhos da máfia Strondda e aquele que o Don confia de olhos fechados. Cheguei aqui em Roma praticamente com a roupa que vestia, depois de uma vida inteira trabalhando como catador de reciclagens no Brasil, para tentar ajudar minha família a comer todos os dias. Meu cunhado e também “Don” da máfia Strondda, me testou e me ensinou a ser como ele, e hoje, além de dar conselhos e ser o mais próximo, também tenho dominado seus soldados na maioria das missões, já que ele e minha irmã acabaram de ter seu segundo filho, uma menina linda. Respiro fundo, olhando pela janela e vendo uma chuva forte caindo sobre o gramado. Há soldados inimigos caídos no chão, mas nenhum deles está morto. — Vamos levá-los também, chefe? — me viro ao ouvir a voz do meu soldado de confiança que abaixado, examina a cena. — Por que me pergunta o que já sabe? Enfie esses maledettos na Van e nenhum morre até que eu diga que pode visitar o diavolo! — chuto a mesa de centro, e todos me olham. — ESTÃO ESPERANDO O QUÊ, PORRA? — apressados, eles seguem meu protocolo, apenas observo enquanto lavo minhas mãos, antes de dirigir até o local de costume. Já no reduto fortificado, onde tenho a liberdade de fazer o que bem entender com os inimigos, espero do lado de fora, enquanto degusto de uma boa bebida, e nossos homens estão interrogando, examinam e torturam, aqueles que foram pegos mais cedo. — Aqui está pronto, chefe. — Meu soldado diz com poucas palavras, mas seu semblante inexpressivo é suficiente para que eu entenda, já sei o que quer dizer, nenhum deles pode ser compatível comigo. — Então mate-os e livre-se dos corpos! — viro as costas, empurrando o copo no balcão. — Não me sigam! — saio sem olhar pra traz, é hora de ir pra casa, fiquei todo molhado e a chuva não passa. Já chega por hoje. Dirigindo meu Maserati cinza claro, que nem deveria estar no reduto, observo que um carro me segue, piso fundo, e apenas sorrio debochando. “A chuva parece dificultar o trabalho do maledetto.“ Balanço a cabeça esperando o momento correto para inverter o jogo, o idiota não tem a menor habilidade no volante. Apenas apertando um botão, eu avisaria a todos os nossos homens sobre a perseguição, mas esse idiota não é páreo pra mim. Num cavalinho de pau, me aproveito da experiência que tenho em asfalto escorregadio, após deslizar a nave e ficar de frente com quem me seguia, saltei. Assim que parei o carro, a porta abriu para cima, então apontei para o meu adversário. — TEM DOIS SEGUNDOS PRA DESCER! — gritei ainda antes que o carro dele parasse completamente, contei apenas um segundo e saí do Maserati, então o idiota abriu a porta e saiu com as mãos pra cima. — O que está acontecendo? Eu não fiz nada! — reclamou com a voz meio falha. Analisei seus movimentos corporais e cada expressão para saber o que o maledetto tramava. — Se mentir pra mim, pagará por cada palavra, e se não sabe quem sou, saiba que fiquei conhecido por não ter piedade! — o homem de olhos arregalados, ergueu as mãos e disse: — Eu vim para o noivado do meu primo, estou atrasado, não pensei que ainda houvesse rixa entre a máfia Strondda e os Russos, já que a família Kim fechou um acordo com o casamento. — Por um momento me lembrei... — Família Kim? Você é um membro da família Russa? — assentiu apressado. — Sim, apenas vim para o noivado... — meti um soco no seu estômago. — Eu só fiz uma pergunta agora, não duas! — me encarou, mas logo abaixou a cabeça. Hoje é o noivado de Maria Eduarda Strondda, a filha do antigo consigliere, irmã de Enzo Duarte. Balancei a cabeça, me lembrando a forma como ela me rejeitou e me humilhou quando me aproximei há quatro anos, com certeza está feliz agora, se casando com alguém do seu nível, porque só adquiri dinheiro depois das coisas horríveis que ouvi dela, mas um Don como esse Russo, nunca serei. Desviei meus pensamentos quando lembrei o quanto esse casamento era propício para a máfia, já que essa jovem só trouxe problemas com suas aventuras amorosas, enquanto estava prometida ao membro da família Kim. Olhei ao redor e percebi que realmente estávamos na frente do muro da casa dela. Me aproximei e segurando pelo colarinho do homem esclareci: — Espero que tenha dito a verdade, caso contrário... — de repente em meio a chuva, estranhei ao avistar por traz do cara, alguém sobre o telhado da família do antigo consigliere. O prendi na lataria do carro, olhei melhor, alguém subiu rapidamente e em plena chuva, correndo o risco de deslizar. Soltei o idiota e imediatamente corri, passei facilmente pela entrada da casa, já que sou conhecido, e fui pelo lado de fora. Apontei a arma pra cima, só pra me irritar ao ver a maledetta da Maria Eduarda, descalça e com um vestido vermelho na altura dos joelhos, completamente colado ao corpo, tentando fugir pelo telhado da casa, com algo na mão. — Se não descer vou atirar! — falei sem gritar, aquela doida ainda era membro da família. Don Antony a protegia, às vezes. A maledetta levantou o braço e apertou o gatilho de uma arma que eu nem tinha visto, precisei ser rápido, desviei depressa, mas a arma estava descarregada. Vi quando ficou irritada e jogou a arma em mim, quase me acertando na testa. — Pois, atire! Odeio cães que ladram, mas não mordem! — bufei a encarando com raiva, e mesmo sabendo que era a irmã de um membro como Enzo e filha do antigo consigliere, atirei na telha que fez com que a maledetta escorregasse, e ainda precisei ajudá-la. Ela ficou reclamando, e eu a mantive sob meu domínio enquanto reclamava coisas sem sentido e eu a pressionava numa árvore molhada. — Irresponsável, infantil! — esbravejei enquanto a segurava, tentando capturar seu olhar. — Você é “mais um” membro patético da máfia! Se me queria morta, por que me segurou? — me apertou nos braços, com suas unhas grandes, e agora encarou meus olhos, mas eu não a deixaria me manipular. — Se quebrasse uma perna adiaria o acordo, e você demoraria mais para sumir pra Rússia! Só traz problemas permanecendo aqui! — franziu a sobrancelha e bufou, apertando meus braços de cara fechada. — Por que continua apertando a minha cintura? Deveria estar cuidando da minha perna então — só então percebi como estávamos próximos, ela tem uma cintura pequena, mas meus dedos também ficaram sobre seu vasto quadril. Assim, molhada com a chuva e tão irritada quase me fez esquecer quem realmente é. Num impulso, a soltei. — Suma daqui, consigliere! Minha fuga não é da sua conta! — a maledetta tentou fugir, então rapidamente a segurei firme, a puxando de volta. Estava molhada demais, assim como eu, e tentou me empurrar. — Vamos entrar agora mesmo, porra! Você não se manda, é completamente irresponsável!— a segurei pelo braço. — EU NÃO VOU CASAR, ME AJUDE A SUMIR DAQUI! EU TENHO DINHEIRO... — fiquei com raiva, não sou mais o pobre catador que ela conheceu. Aquele homem morreu há quatro anos, quando entendeu tudo que ela dizia. — Odeio esse tipo de pessoa que acha que pode fazer o que quiser, e pode comprar tudo! Agora faço questão de te devolver para seus pais e seu irmão! — a joguei nas costas e carreguei até a entrada, estranhando o movimento seguinte, de carros de luxo indo embora. “Será que o noivo desistiu?“ — Tenho pena desse cara!The hour passed faster than I expected.Maybe because none of us spoke much after Jack left. The room filled with a strange, restless silence as preparations happened somewhere below the tower. I could hear footsteps in the courtyard, the low voices of warriors, the metallic clatter of weapons being moved aside.The pack was watching.I knew they were.Word had already spread. Wolves always knew when something unusual was happening. And right now, their rejected Omega was about to leave the territory with two Alphas who hated each other.I finished the bitter tea and stood, smoothing the simple dress I wore. It was still the one Tristan’s pack had given me earlier, the deep green velvet soft against my skin.It felt too expensive for someone like me.For years I had worn nothing but rough cloth and servant’s uniforms.Now suddenly I looked like something else.Someone else.I wasn’t sure how to feel about that.Behind me, Tristan moved first.“We should go before the Council changes i
Morning came slowly.A pale gray light crept through the barred window of the tower room, soft and quiet, like the world outside was trying not to disturb the fragile balance inside.I hadn’t slept.Not really.Every time exhaustion pulled me toward unconsciousness, my body would jerk awake again, as if it didn’t trust the peace around me.The marks on my neck had calmed overnight, but they hadn’t disappeared. They pulsed faintly under my skin, a constant reminder that the war between two Alphas was still alive inside me.I sat at the small table beside the bed, staring down at a cup of untouched tea.Across the room, Tristan leaned against the wall with his arms folded, watching the window like a guard who didn’t trust the sunrise.Xander stood near the door.He had barely moved all night.The silence between them had grown less explosive but no less tense. It felt like two storms hovering on opposite horizons, waiting for the wrong word to collide.I took a slow sip of the tea.It t
No one slept.The candles burned low and were replaced. The moon moved slowly across the window bars. Hours passed, yet the tension in the room never eased.I sat on the edge of the bed with my arms wrapped around myself, watching the two most dangerous men in the territory stare each other down like rival kings forced into the same cage.Tristan leaned against the far wall, calm on the outside but restless beneath the surface. His wolf pressed against his skin, impatient and protective.Xander stood near the window again, silent and rigid, his gaze drifting back to me every few minutes.Neither man trusted the other.And unfortunately, both of them had a reason not to.My head throbbed from exhaustion.“Are you two going to keep glaring forever,” I muttered, “or are we actually going to solve something?”Tristan pushed himself off the wall.“I already offered the solution.”Xander didn’t turn around.“She isn’t leaving.”“There’s a war brewing in your courtyard.”“It’s my courtyard.”
Sleep didn’t come easily.Even after the pain in my neck faded, my mind refused to quiet. Every time my eyes closed, memories forced their way back in. The courtyard. Xander’s voice rejecting me in front of everyone. The cold look in his eyes the morning after the Blood Moon.Then Tristan’s teeth sinking into my neck.Then the doctor’s words.Pregnant.The word still felt unreal inside my head.I lay on the bed staring at the ceiling while the candles burned lower along the stone walls. The room had grown quiet, but it wasn’t peaceful quiet.It was the kind of silence that came from two predators trying very hard not to attack each other.Tristan remained seated near the bed, his arms folded loosely across his chest. His posture looked relaxed, but the tension in his shoulders betrayed him.Across the room, Xander stood with his back against the wall, watching everything.Watching Tristan.Watching me.Watching the space between us.No one had spoken for nearly an hour.I finally coul
Tricia’s POV Pain. It wasn’t the dull ache of a bruise or the sting of a slap. It was a war inside my veins. My neck felt like it was being branded by a hot iron over and over again. I groaned, my eyes fluttering open to a ceiling that wasn't mine. The room was too large, the air too heavy with t
Tristan’s POV My skin was crawling. Every muscle in my body felt like it was being pulled tight by a violin string ready to snap. I’d been holed up in this human town for three days, trying to sweat out a rut that felt more like a death sentence. The suppressant pills were useless. My wolf was a r
The morning sun felt like a mockery. I woke up in Xander’s bed, my body aching in ways that made my wolf hum with a misplaced sense of victory. The sheets still smelled of us. For a few beautiful, delusional seconds, I thought the world had changed. I thought the Blood Moon had finally washed away
The kitchen was a furnace of steam and shouting. For six hours, I had carried heavy trays of roasted meat and iron flagons of ale to the warriors in the Great Hall. The silver collar around my neck was too tight, chafing my skin and dulling my senses. Every time I passed Xander’s high table, the sc
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