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CAPÍTULO 04

last update 게시일: 2026-05-13 02:13:54

O silêncio depois da pergunta pareceu destruir completamente minha capacidade de pensar.

Porque o jeito como ele falava…

O jeito como me olhava…

Fazia meu corpo inteiro esquecer qualquer coisa racional.

E naquele instante, sentada diante de Pedro Barcellos, eu percebi uma coisa assustadora.

Eu não estava mais com medo apenas de perder o emprego.

Estava com medo de começar a desejar exatamente o tipo de homem que poderia acabar comigo.

A pergunta dele fez meu corpo inteiro estremecer. Também não era pra menos, ele é completamente direto.

Eu aguentaria um homem como ele?

Meu Deus…

Eu nem sabia como era o peso de um homem.

Nunca tinha estado naquela situação antes. Nunca tive alguém tão perto, tão intenso, tão absurdamente dominante me olhando daquela forma.

E Pedro parecia perceber cada pensamento atravessando minha cabeça.

Os olhos escuros presos nos meus enquanto movimentava lentamente a caneta entre os dedos.

Então, devagar, ele mudou o ângulo dela.

E a ponta tocou meus lábios outra vez.

Minha respiração falhou imediatamente.

Ele deslizou a caneta suavemente contra minha boca, como se estivesse testando minha reação.

Aquilo parecia algum tipo de tortura silenciosa.

Uma provocação.

Um jogo.

E eu estava perdendo completamente.

Porque meu corpo reagia a cada segundo perto dele.

Os olhos dele desceram lentamente para minha boca enquanto a caneta permanecia ali.

Meu coração parecia incapaz de bater normalmente.

E então aconteceu.

Por um instante, Pedro me olhou como se quisesse me beijar.

A intensidade daquele olhar quase fez minhas pernas cederem.

Ou talvez eu estivesse imaginando coisas.

Talvez estivesse enlouquecendo.

Porque aquilo não fazia sentido.

Nada daquilo fazia sentido.

Mas quando senti os dedos dele tocando minha coxa por cima da saia social, perdi completamente a capacidade de pensar.

Foi um toque leve.

Quase cuidadoso.

Mas suficiente para fazer meu corpo inteiro reagir.

Senti um arrepio atravessar minhas pernas.

E a sensação quente entre minhas coxas me deixou ainda mais desesperada.

Meu Deus.

O que ele estava fazendo comigo?

Eu não sabia.

Só sabia que gostava.

Gostava muito mais do que deveria.

Minha respiração saiu baixa quando tentei dizer alguma coisa.

— S-senhor…

A palavra escapou quase como um sussurro.

E aquilo pareceu afetá-lo.

Os olhos dele escureceram imediatamente.

O toque na minha coxa ficou um pouco mais firme.

Não agressivo.

Mas possessivo.

Dominante.

Então ele inclinou levemente a cabeça enquanto continuava observando minha boca.

— Engraçado… — murmurou com a voz baixa. — Essa caneta na sua boquinha me fez lembrar de você ajoelhada na minha frente.

Meu coração quase parou.

— Senhor…

— Olhando para mim com essa carinha inocente.

Minha garganta secou completamente.

— Como uma ninfeta.

Pisquiei confusa.

Eu nem sabia exatamente o que aquela palavra significava.

E provavelmente minha expressão entregou isso, porque um sorriso discreto surgiu no canto da boca dele.

Não um sorriso gentil.

Um sorriso sensual e erótico.

Perigoso.

Como se ele gostasse da minha inocência mais do que deveria.

Então, de repente, Pedro tirou a caneta da minha boca.

E a jogou longe.

O som do objeto caindo ecoou pela sala silenciosa.

Meu corpo inteiro ficou tenso quando ele se aproximou ainda mais.

Muito mais.

Perto o suficiente para que eu sentisse a respiração quente dele contra meu rosto.

Meu coração estava enlouquecendo.

Então ele tirou meus óculos devagar.

Os dedos deslizaram cuidadosamente pelas laterais do meu rosto enquanto afastava os fios do meu cabelo.

Sem os óculos, tudo parecia ainda mais íntimo. Já estava até me sentindo nua.

Mais vulnerável.

Mais perigoso.

Os olhos dele percorreram meu rosto lentamente.

Como se estivesse admirando cada detalhe.

— Você tem olhos meigos… — disse baixinho.

Meu ar sumiu.

— E lindos.

Pronto.

Eu ia desmaiar.

Sentia minhas pernas tão fracas que mal conseguia permanecer sentada.

Ninguém nunca tinha me olhado daquela forma antes.

Ninguém nunca tinha falado comigo daquele jeito.

E Pedro parecia saber exatamente o efeito que causava em mim.

Ele aproximou o rosto lentamente.

Tão perto que senti o nariz dele roçar de leve no meu.

Meu coração parecia desesperado dentro do peito.

Então a voz grave dele atravessou o silêncio outra vez.

Baixa.

Rouca.

Perigosamente sensual.

— Eu estava me masturbando pensando em você.

Meu corpo inteiro congelou.

A frase entrou na minha mente devagar.

Quente.

Pesada.

Íntima demais.

Eu deveria achar aquilo perturbador.

Errado.

Mas a verdade me assustou.

Porque não parecia perturbador.

Parecia intenso.

Parecia proibido.

E pior…

Eu estava gostando.

Meu corpo inteiro queimava perto dele.

A respiração dele ficou mais pesada quando percebeu minha reação.

Então, sem qualquer aviso, Pedro segurou minha cintura.

E me levantou com facilidade.

Um pequeno som assustado escapou da minha boca quando meu corpo foi puxado diretamente contra o dele.

Meu Deus.

Senti imediatamente o calor do corpo dele atravessar o tecido fino da minha roupa.

Forte.

Quente.

Erótico.

Minhas mãos acabaram apoiadas no peito dele por puro reflexo.

E aquilo foi um erro.

Porque sentir os músculos firmes sob meus dedos só piorou tudo.

Meu coração estava completamente fora de controle agora.

Pedro me manteve presa contra ele enquanto os olhos escuros percorriam meu rosto lentamente.

Como se estivesse esperando alguma reação.

Como se estivesse tentando decidir até onde iria.

A mão dele subiu devagar pela minha cintura.

Depois pelas minhas costas.

O toque firme me fez estremecer inteira.

Que poder era aquele que ele tinha sobre mim?

Porque eu simplesmente não conseguia me afastar.

Não conseguia pensar.

Não conseguia respirar normalmente perto dele.

Pedro acariciou lentamente meu lábio inferior com o polegar.

O gesto foi suave.

Quase delicado.

Mas completamente íntimo.

Meu corpo inteiro respondeu ao toque.

— Me diz uma coisa… — a voz dele saiu baixa perto demais da minha boca.

Minha respiração falhou.

— Você teria coragem de se entregar a mim?

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