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CAPÍTULO 03

last update 게시일: 2026-05-13 02:05:50

Eu não conseguia respirar direito.

Meu chefe estava completamente nu na minha frente.

A luz fraca da cidade atravessava as enormes janelas do escritório, desenhando sombras sobre o corpo dele de um jeito quase irreal. Meu cérebro parecia incapaz de processar aquela cena sem entrar em colapso.

Ele era absurdamente lindo.

Forte.

Gostoso.

Perigoso.

E eu odiava o fato do meu olhar insistir em descer. Descer para o enorme e grosso pau dele.

Meu Deus.

Fechei os olhos rapidamente quando percebi que estava olhando demais.

Quente demais.

Intensamente demais.

Meu rosto queimava.

E o pior?

Eu conseguia sentir meu corpo reagindo.

Minha respiração falhava.

Minhas pernas estavam fracas.

E eu jurava por Deus que estava molhada.

Aquilo me deixou desesperada.

Porque eu nunca tinha sentido algo assim antes.

Nunca.

Me levantei do sofá com cuidado, tentando não parecer completamente afetada pela situação.

Mas era impossível.

Minhas mãos tremiam.

Minha garganta estava seca. E eu estava com a calcinha encharcada.

E meu chefe continuava me encarando sem qualquer vergonha da própria nudez. Do pau duro dele praticamente na minha cara.

O corpo dele brilhava levemente por causa do suor. Os músculos tensos pareciam ainda mais definidos naquela luz baixa, e o olhar escuro preso em mim fazia meu estômago inteiro se contrair.

Ele não parecia constrangido.

Nem um pouco.

Parecia apenas… intenso.

Dominante.

Como se estivesse acostumado a controlar qualquer situação.

Inclusive aquela.

Meu coração batia tão forte que comecei a ficar tonta.

Então virei o rosto rapidamente para parar de olhar.

Porque se continuasse encarando aquele homem daquele jeito, eu iria acabar enlouquecendo. Acho que vou ter senhos eróticos com esse corpo hoje a noite, e isso se eu conseguir dormir.

O silêncio ficou pesado.

Então a voz grave dele atravessou a sala.

— Engraçado…

Engoli seco.

— O quê…?

— Você não pareceu tão incomodada com a minha nudez. Com o meu pau sendo manuseado.

Meu coração falhou uma batida.

A voz dele estava calma.

Mas havia algo assustadoramente firme no jeito como falava.

— Eu… eu não…

— Você me observou bastante para alguém desconfortável.

Fechei os olhos por um segundo.

Pronto.

Ele achava que eu era uma tarada.

— Senhor, eu juro que não foi minha intenção… eu só estava limpando sua sala… — comecei nervosa. — Eu acabei dormindo porque não consegui descansar direito ontem…

Minha voz saía atropelada.

Vergonhosa.

Desesperada.

— Minha vizinha passou a noite inteira fazendo barulho e eu…

Calei a boca imediatamente quando percebi o que tinha acabado de dizer.

Meu Deus.

Eu estava falando demais. Ele continuava em silêncio.

Aquilo me deixava ainda mais nervosa.

Quando finalmente criei coragem para olhar de novo, ele já estava vestindo a calça social lentamente.

Mas mesmo parcialmente vestido, a presença dele continuava esmagadora.

Respirei fundo tentando recuperar o controle.

Talvez ele apenas mandasse eu ir embora.

Talvez fingisse que aquilo nunca aconteceu.

Talvez—

Peguei minha bolsa rapidamente.

— Desculpa mesmo, senhor… eu já estou indo…

Tentei passar por ele.

Mas ele segurou meu braço antes que eu alcançasse a porta.

Meu corpo inteiro arrepiou.

— Sente-se.

A ordem saiu baixa.

Firme.

Sem espaço para discussão.

Engoli seco imediatamente.

Ele me soltou devagar, mantendo os olhos presos nos meus.

— Eu quero entender exatamente o que você viu.

Meu coração começou a bater ainda mais rápido.

— Senhor, eu—

— E não minta para mim.

A voz grave ecoou pela sala inteira.

— Porque eu vou perceber.

Senti minhas pernas enfraquecerem.

Voltei lentamente até o sofá.

Me sentei.

E percebi que estava completamente ferrada. Ele caminhou calmamente pela sala enquanto terminava de fechar a calça social. O escritório permanecia silencioso, exceto pelo som da minha respiração nervosa.

Ele parecia perigosamente controlado agora.

Mas eu ainda conseguia sentir a tensão nele.

Principalmente quando meus olhos desceram involuntariamente para o volume marcado sob o tecido escuro. Ele ainda está excitado.

Desviei o olhar na mesma hora.

Meu Deus.

Ele percebeu.

Claro que percebeu.

— Olhe para mim quando eu estiver falando com você.

Levantei os olhos rapidamente.

O tom firme fez meu corpo inteiro estremecer. Ele apoiou uma das mãos na mesa enquanto me observava em silêncio.

Como se estivesse me estudando.

Analisando cada reação minha.

— Então… — começou calmamente. — Como exatamente você se sentiu vendo aquilo?

Minha garganta secou imediatamente.

— Eu… eu não sei…

— Sabe sim.

A voz dele ficou mais baixa.

Mais próxima.

Mais perigosa.

— Ficou desconfortável?

Engoli seco.

— Um pouco…

Um canto da boca dele se moveu discretamente.

Como se soubesse que eu estava mentindo.

— Só um pouco?

Meu rosto queimou inteiro.

Eu não sabia responder aquilo.

Não sabia nem como organizar meus próprios pensamentos naquele momento.

Porque a verdade era humilhante.

Eu tinha gostado.

Gostado demais.

E aquilo me apavorava.

Ele caminhou lentamente pela sala enquanto girava uma caneta entre os dedos.

A mesma caneta que eu havia derrubado durante a entrevista.

Meu coração disparou ao perceber.

Ele parou diante de mim novamente.

— Você ficou excitada?

Meu ar sumiu completamente.

A pergunta bateu no meu peito como um soco.

— Senhor…

— Responde.

A voz grave atravessou meu corpo inteiro.

Baixei os olhos imediatamente.

Vergonha.

Muita vergonha.

Nunca ninguém tinha falado comigo daquela forma.

Nunca ninguém tinha me deixado tão vulnerável.

— Eu… eu não sei…

— Cecília.

Meu nome na boca dele parecia íntimo demais.

— Você está tremendo desde que acordou naquele sofá.

Senti minhas pernas apertarem involuntariamente.

Porque ele estava certo.

Meu corpo inteiro parecia em combustão. Ele inclinou levemente a cabeça observando minha reação.

— Foi a primeira vez que viu um homem daquele jeito? Nú e de pau duro? Ou batendo uma?

Meu rosto queimou ainda mais.

Não consegui responder.

Aquilo já era resposta suficiente.

Ele soltou uma respiração lenta.

E então percebi algo ainda pior.

O volume sob a calça dele continuava ali.

Meu coração quase parou.

Desviei o olhar rapidamente.

Mas tarde demais.

Ele percebeu outra vez.

— Interessante… — murmurou baixo.

Minha boca ficou completamente seca.

As perguntas continuaram.

Cada vez mais íntimas.

Mais perigosas.

Mais difíceis de responder.

— Você imaginou tocar em mim?

— Não…

— Mentira.

Meu corpo inteiro arrepiou.

— Você imaginou?

Minha respiração falhou.

— Talvez…

Os olhos dele escureceram imediatamente.

— Talvez?

Meu Deus.

Eu queria sumir. Ele começou a andar lentamente pela sala outra vez enquanto brincava com a caneta entre os dedos.

A tensão ao redor dele parecia crescer a cada segundo.

— Você é virgem? Já tocou num pau antes?

Fechei os olhos na mesma hora.

Aquilo foi pior que todas as perguntas anteriores.

Meu silêncio respondeu por mim.

Quando voltei a olhar para ele, ele estava me encarando de um jeito diferente agora.

Mais intenso.

Mais sombrio.

Mais sensual.

— Então é isso…

Meu coração disparou sem controle.

— Senhor, eu—

— E mesmo assim ficou olhando para mim daquela forma.

Minha respiração ficou presa.

Porque ele estava certo.

Eu tinha olhado.

Muito.

Mais do que devia.

Muito mais.

Ele se aproximou lentamente do sofá.

Cada passo dele parecia calculado.

Meu corpo inteiro ficou tenso.

Ele parou na minha frente.

Perto demais outra vez.

Então segurou meu queixo com firmeza, obrigando-me a levantar o rosto.

— Olha para mim.

Olhei.

Mesmo nervosa.

Mesmo queimando inteira por dentro.

Os olhos dele prenderam os meus de uma forma quase sufocante.

Então percebi a caneta ainda girando entre os dedos dele.

A mesma caneta da entrevista.

Meu olhar desceu involuntariamente até ela.

Depois até o volume marcado na calça social.

E imediatamente desviei outra vez.

Vergonha.

Muita vergonha. Ele soltou uma respiração pesada.

Então aproximou a caneta lentamente da minha boca.

Fiquei confusa.

Meu coração parecia enlouquecido dentro do peito.

A ponta da caneta tocou de leve meus lábios.

E o simples gesto fez um arrepio atravessar minha coluna inteira.

Ele inclinou levemente o rosto, os olhos escuros completamente presos nos meus.

A voz grave saiu lenta.

Firme.

Dominante.

— Me diga, garota…

Meu ar sumiu.

— Você aguentaria um homem como eu?

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