MasukParte 1
Vitor sorriu e apoiou o queixo na cabeça dela, alisando seu cabelo.
_ Eu imaginei.
_ Então, no final de tudo eu vou ter mesmo que ter um homem ao meu lado.
_ Isso não é tão ruim, sabe? E se esse homem for seu amigo, melhor ainda.
_ Mesmo que esse homem seja você? - o provocou rindo.
_ Sou um bom amigo, garanto - riu também.
Massageou suas costas lentamente, sentindo-se bem em estar sendo seu apoio, algo que nunca fizera antes com outra mulher.
Observar Juliana brigar com o irmão o fez entender que ele também havia errado muito com sua ex-mulher, não que isso justificasse sua traição.
Era muito bom estar ali, embaixo daquela árvore sentindo o vento balançando as folhas e correndo por seu corpo, acalmando o ânimo exaltado.
_ Seu irmão ama você - disse baixo _ Ele só tem a cabeça dura, mas vai entender, não se preocupe.
_ Eu sei que vai - suspirou.
_ Então, agora somos mesmo um casal? - segurou o rosto dela.
Ela encarou sua boca e depois seus olhos. Deveria estar angustiada com essa possibilidade, mas não estava. Era estranho.
_ Sabe o que é desejar tanto uma coisa que quase dá vontade de sair correndo? Que dá uma coisa no peito de tanta ansiedade?
_ Acho que começo a entender isso - ele molhou o lábio com a ponta da língua.
_ Mesmo? - torceu o nariz duvidando.
Ele riu e a puxou para sentar ao seu lado na raiz alta e grossa da árvore. Prendeu sua mão entre as dele.
_ Sabe, eu também tenho planos. E já tenho um pequeno terreno comprado.
_ Não sabia. Onde fica?
_ Mais ao norte, na direção da saída de Andaluz. Comprei logo que cheguei aqui com algumas economias - revelou.
Ela notou que nunca tinha reparado de verdade nele, era apenas mais um empregado. Trabalhavam juntos no escritório da fazenda, mas pouco sabiam um do outro.
_ Por que veio para cá?
_ Me separei - deu de ombro e mexeu com os dedos dela _ Não tinha muita experiência - apertou os lábios _ E o que disse para seu irmão me tocou.
_ Por que? - franziu a testa.
_ Acho que eu também não prestava muita atenção nela... Marta... Eu não ficava muito tempo em casa também e acho que isso a fez se desligar de mim.
_ O que houve? Por que separaram?
_ Descobri que ela me traía - viu a cara dela de espanto _ E que o filho que esperava não era meu.
_ Nossa... Que chato... Sinto muito - torceu a boca _ Isso... Deve ter magoado.
_ Muito... Decidi mudar e acabei aqui em Andaluz e tive sorte de logo encontrar seu irmão, Joel. Ele me ofereceu o emprego, apareci aqui e ele me testou um tempo.
Ela se incomodou um pouco pelo pensamento dele já ter sido casado antes. Uma bobagem, claro. Ela não tinha nada a ver com isso.
_ Como acha que podemos fazer? Quero dizer, com isso de casar e tudo mais... Eu tinha pensado em invetar uma briga e dizer que tinha terminado - deitou a cabeça no ombro dele _ Ia aproveitar a deixa da Briana e falar que você não queria filhos.
_ Não, isso não - balançou a cabeça _ Eu adoro crianças. Fiquei mais arrasado por não ser pai mesmo, do que pela separação. Eu quero filhos um dia.
Essa informção era importante. Era mais uma característica dele que não conhecia.
_ Gostaria de conhecer seu terreno.
_ É? - sorriu franzindo os olhos _ Podemos ir lá.
_ Ótimo - levantou a cabeça _ Até que você me surpreende - riu.
_ Que bom, achava que eu era burro?
_ Não... Só tonto e xucro mesmo.
Ele gargalhou e a beliscou no joelho.
_ Precisamos cuidar da questão da compra da propriedade - ficou sério _ Joel vai chegar e não vai engolir essa ideia sua.
_ Eu sei - suspirou _ E com certeza Jessé vai encher a cabeça dele - ficou pensativa e depois o olhou de lado, meneando a cabeça _ Como uma simples noite pode trazer tanta confusão?
_ Por causa de sua boca grande - apertou os lábios dela com os dedos _ Agora seus irmãos esperam que eu faça de você uma mulher honesta.
_ Que bobagem - balançou a cabeça _ Isso é tão atrasado - gesticulou _ Eu sou a última de minhas amigas que deixou de ser virgem. É ridículo!
_ É proteção.
_ É machismo - afirmou com um careta _ Por que o homem é incentivado a perder a virgindade logo cedo e a mulher a se guardar? Isso é coisa da idade média, não cabe nos tempos atuais.
_ Também acho, mas não quero ser o culpado por tirar sua inocência.
Ela o olhou um instante e começou a rir. Ambos sabiam bem do que ela era capaz e o que fez com ele na cama durante o tempo juntos.
Juliana não tinha a prática, mas sabia bem a teoria e não teve vergonha de usar.
Vitor pensou na noite deles, quando entendeu que ela era virgem e isso o aqueceu. Sentiu uma vontade nova de cuidar dela, de ser o amigo que ela queria. Isso também seria bom para ele.
_ Eles não pensam em você como uma mulher, apenas como a irmã caçula deles. É normal.
_ Sei disso, mas às vezes isso incomoda.
_ Você já disse que iríamos casar até o final do ano... Por que não fazemos mesmo isso? Seremos sócios na propriedade e na vida.
_ Acha que pode dar certo? - franziu o nariz.
_ Podemos tentar - ele deu de ombro _ Pelo menos você vai ter o que quer.
_ E o que não quero - se inclinou para ele _ Um marido me enchendo e querendo m****r em mim.
_ E se eu não for assim?
_ E quem me garante? - cruzou as pernas mexendo na grama.
_ Se a gente fizesse um contrato? - ele disse e ela o olhou _ Em segredo, só nós saberíamos. Você estaria protegida e eu também.
_ Protegido de que? Tem medo que eu arranque seu nariz?
_ Não - riu _ Mas se vou comprar a propriedade junto com você e se vou investir em seus planos, preciso de segurança também.
Ela ficou mexendo na grama com o dedo, pensando na possibilidade. Até agora ele era o único que sabia o que queria fazer e por mais estranho que fosse, o único que estava ao seu lado sem julgá-la.
E seria assim tão ruim tê-lo ao lado como marido? Poderia pensar em algumas vantagens nesse acordo se fosse esperta.
_ Como vai ser esse contrato? Se eu aceitar, quero dizer.
Ele deu um leve sorriso. Juliana o chamava de xucro, mas ela era muito mais do que ele.
_ Faça suas regras, eu faço as minhas. A gente senta pra analisar e escolhemos as que se encaixam melhor - segurou a mão dela e a puxou rápido, trazendo-a para seu colo _ Se ficar bom, a gente marca a data do casamento.
_ Ei - empurrou seu peito _ Não vou marcar data nenhuma. Já disse que seria até o fim do ano - inclinou o corpo para trás _ Deixamos assim e o tempo vai dizer se haverá casamento ou não.
Ele franziu a testa e abriu as pernas, fazendo-a cair entre elas e a prendeu.
_ Escute aqui, mocinha - balançou a cabeça de olhos bem abertos _ Você não vai me tratar como se eu fosse um de seus cavalos.
_ Por que não? Você até me lembra um deles.
Ele estreitou os olhos. Juliana era muito esperta. Se queria domá-la, mesmo que por um interesse fora do normal, teria que ser mais ousado.
A palavra estava dada, as mentiras ditas e as fofocas circulando. Ele não iria ser motivo de piada, não de novo.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







