LOGINA Sra. Summer ouviu a pergunta de Nyla e um sorriso de quem está zombando se espalhou pelo seu rosto. Ela a avaliou da cabeça aos pés, como se estivesse diante de uma palhaça sem noção.— E se você não quiser? — Repetiu Sra. Summer, com o tom carregado de escárnio. — Nyla, você tem alguma noção da sua posição atual?Ela se levantou e olhou para Nyla de cima a baixo. — Quanto você ganha por mês com seu emprego atual? É uma vergonha para a nossa família Summer! Está achando que ainda é a brilhante pesquisadora que costumava ser?Nyla segurou a pasta com firmeza, tentando manter a calma. — Meu emprego pode não me pagar muito, mas conquistei tudo com minhas próprias habilidades. Não devo ser menosprezada.— Habilidades? — Sra. Summer zombou. — Que habilidades você tem agora? Você se acomodou tanto na boa vida que se esqueceu quem é, não é? Você está dependendo do dinheiro da nossa família para sustentar um pai gravemente doente e ainda assim ousa se intrometer nos nossos assuntos?
Diante das perguntas raivosas de Clark, Nyla franziu a testa, olhando para ele com desagrado. — Eu não preciso dizer com quem saio pra jantar, preciso?Um lampejo de culpa cruzou os olhos de Clark, mas rapidamente foi encoberto pela raiva. — Você é minha esposa!— Sério? — Nyla zombou. — Então, quando você levou Jordyn ao restaurante Round Roof hoje à noite, lembrou alguma vez que tinha uma esposa?O rosto de Clark ficou pálido instantaneamente. Ele não esperava que Nyla os tivesse visto. Abriu a boca para explicar, mas Nyla continuou: — Belo vestido vermelho. Vi vocês sentados perto da janela, pareciam estar aproveitando bastante a companhia um do outro.— Nyla, eu posso explicar... — Clark tentou se defender.— Explicar? Explicar por que você estava namorando a sua amante? Ou explicar por que estava questionando com quem eu saio pra jantar? — A voz de Nyla ficou mais fria.Clark, sentindo-se culpado e em pânico, disse apressadamente: — Não foi um encontro! Eu estava a acom
Nyla congelou diante da pergunta direta de Sasha, um leve rubor cruzando seu rosto. Ela rapidamente ajustou a expressão, franzindo a testa e negando. — Você está vendo coisa onde não tem, Sasha.— Sério? Mas aquele olhar nos olhos dele... — Sasha estava prestes a insistir.— E ele é meu tio por afinidade. — Nyla interrompeu.Essa resposta chocou Sasha, que abriu a boca em surpresa. — O quê? Tio por afinidade? Você quer dizer o tio do seu marido?— Isso mesmo. — Nyla disse com firmeza. — Então, por favor, não diga isso de novo.Sasha viu a expressão séria de Nyla e, mesmo ainda um pouco confusa, deixou pra lá. — Ok, entendi. Mas...— Sem mas. — Nyla voltou para sua estação de trabalho e se concentrou no que estava fazendo, sem querer conversa.Sasha retornou ao seu lugar resmungando, mas ainda reluzia em seus olhos um brilho de curiosidade. Ela pensou consigo mesma: Mesmo sendo tio por afinidade, aquele olhar definitivamente não indicava um parente comum, havia algo a mais.A
O táxi se afastou lentamente da delegacia. Nyla olhou pelo retrovisor e viu Clark parado ali, com o rosto sombrio como o céu antes de uma tempestade.O celular dela começou a vibrar freneticamente, com ligações de Clark chegando uma após a outra.Sem hesitar, Nyla o bloqueou. O telefone ficou instantaneamente em silêncio, e ela recostou-se no banco, sentindo uma paz interior.Na entrada da delegacia, Clark segurava o celular na mão. Seu rosto escureceu ao perceber que não conseguia mais completar a ligação.Ele estava prestes a correr atrás dela quando o telefone tocou. Era sua mãe, Cindy.— Clark, onde você está agora? — A voz da Sra. Summer carregava uma autoridade inquestionável.— Mãe, estou na delegacia. — Clark reprimiu a irritação.— Ótimo. Vá buscar Jordyn e leve-a para casa agora. Ela acabou de me ligar dizendo que está com problemas. — O tom era firme. — Lembre-se, ela está em uma situação delicada. Nada pode dar errado.Clark olhou na direção em que o táxi havia desapa
O rugido furioso de Clement continuou do outro lado da linha: — Você sabe quanto eu paguei para conseguir aquela luva de simulação para você? Eu ofendi Damon Summer! Ele quase me fez perder o emprego!A mão de Lucia tremia violentamente ao segurar o telefone. — Pai, eu não sabia que ia acabar assim... O senhor tem que me salvar!— Te salvar? Eu não consigo nem me salvar agora! — A voz de Clement estava cheia de desespero e raiva. — Sua idiota! Eu te disse para não mexer com a família Summer! Agora até eu acabei no meio disso!A ligação foi encerrada de forma fria, deixando Lucia completamente em pânico. Com dedos trêmulos, ela ligou para Jordyn.— Jordyn, você precisa me ajudar! Meu pai não consegue me tirar daqui! — Implorou.Jordyn sentiu emoções conflitantes. Estava com medo de que Lucia a denunciasse à polícia, mas também estava furiosa com sua incompetência. Após pensar por um momento, pegou outro celular e ligou para a Sra. Summer.— Sra. Summer, aqui é Jordyn. Eu precis
Nyla ficou parada à porta, observando a figura levemente cansada de Clark pelo monitor. Pensou em seu plano de divórcio, mas, no fim, apertou o botão para destravar a porta.— Pode entrar. — A voz de Nyla era calma, sem qualquer emoção.Clark entrou carregando recipientes térmicos, observando cuidadosamente a expressão dela. Ele organizou o jantar que havia preparado com cuidado sobre a mesa, todos pratos que Nyla costumava gostar.— Como está o seu ferimento? Ainda dói? — Clark tentou quebrar o silêncio.— Está bem. — Respondeu Nyla brevemente, sentando-se à mesa.Durante a refeição, Clark tentou conversar várias vezes, mas foi bloqueado pela frieza de Nyla. Por fim, reuniu coragem e disse: — Semana que vem é seu aniversário.A mão de Nyla, que segurava os hashis, pausou por um instante, mas logo voltou ao normal.— Que presente você gostaria? Joias? Ou aquele relógio edição limitada que você sempre quis? — A voz de Clark carregava um cuidado delicado. — Ou podemos viajar. Voc
Ela já havia confirmado suas suspeitas através das imagens de vigilância. Agora precisava fazer com que a verdadeira culpada se entregasse.— Por favor, peça para Lucia vir até meu escritório. — Disse Genevieve à sua secretária.— Genevieve, você queria falar comigo? — Alguns minutos depois, Lucia
Clark permaneceu no meio do corredor do hospital com o rosto inexpressivo, encarando Damon friamente. Seus punhos estavam cerrados com força, os nós dos dedos esbranquiçados. Uma raiva contida fervilhava em seu peito.— Tio, eu quero saber por que o senhor continua ajudando minha esposa repetidamen
Genevieve ficou completamente paralisada ao ouvir Damon dizer que levaria Nyla ao hospital. Ela piscou, incrédula, perguntando-se se tinha ouvido errado.Pelas interações anteriores que teve com Damon, ele sempre fora frio e distante. Definitivamente não era o tipo de pessoa que demonstrava cuidado
Na manhã seguinte, pouco depois das sete horas, Nyla já havia chegado ao departamento de P&D da Park Pharmaceuticals. Todo o andar ainda estava silencioso, com apenas seguranças patrulhando os corredores.Ela passou o cartão para entrar no laboratório e começou a preparar cuidadosamente os diversos






