LOGINSabrina Becker
Encarava a quantidade excessiva de rosas imaginando a possível pessoa que as mandou.Aaron realmente sabia ser fofo quando queria.-E você se contentou com as ordens dele?- Elisa questiona do outro lado da linha. -Sabrina? É você mesmo?-Óbvio que não.- escolho uma das rosas inalando o cheiro perfumado. -Tentaram me matar Elisa, minha mente ainda está em andamento, eu não faço ideia de quem foi e nem sei como agir direito.-Discutiu com alguém?Penso por um momento...-Não! Eu somente provoquei, mas não foi quem eu tô pensando, seria muito óbvio.-Aaron voltou para o comando, imagino...-Sim! Para minha infelicidade, eu estava adorando.- rimos juntas. -E o seu irmãozinho?-Cansado! Morrendo de saudades da sua gêmea.-Falando na minha gêmea, Sabina está grávida?-Como você...-ela pausa. -Kelly! Sua fofoqueira.- ele resmungou baixo mas pro seu azar eu ouvir. -Desculpe! Não queria te causar preocupação.-Então...-Encaro as rosas sobre a mesa de centro.-É verdade!- ela bufa. -Eu não te disse nada, ok?-Entendi a senhorita Valentin, quando minha irmã volta?-No fim da gestação, Kléber quer a poupar dos atuais acontecimentos aqui na Alemanha, Aaron vai matá-lá e seus pais nem se falam.-Ele sabe o que faz, Aaron não pode encostar um dedo sequer neles, são protegidos pela máfia.-O que eu não posso fazer Sabrina?- Viro-me bruscamente o recebendo com um belo sorriso.Aaron nota o vaso de flores e me lança um olhar intrigado.-Falo com você depois! Até mais.Elisa rir escandalosamente me revirar os olhos.-Boa sorte Becker.Jogo o telefone em cima do sofá ainda com a rosa em mãos.-Então Becker? O que eu não posso fazer?- ele cruza os braços e encara o vaso. -As flores...-Eu sei!- Dou um pulo de entusiasmo entrelaçando os dedos em frente ao corpo. -Obrigado pelas flores.-Quem te entregou isso Sabrina?- Aaron se aproxima em passos largos, segura meu braço puxando-me para longe do vaso. -Não foi eu que te mandei isso gatinha.-Eu deveria saber.- resmungo baixo, Aaron ainda não chegou a esse nível de romantismo, se é que ele tem. -Um dos seus homens me trouxe.-Tudo bem.- Aaron entrelaça seus dedos aos meus e me puxando gentilmente em direção a cozinha.Mari e clara botavam a mesa do jantar, ambas param encarando o homem que está visivelmente irritado e preocupado...-Mari! Esqueça ó jantar, prepare duas malas com urgência, coisas básicas.Ela assentiu rapidamente.-Mais alguma coisa Aaron?- ele negou.Estreitei os olhos e logo voltamos para a sala.-Por que as malas?-Não vou permitir que se machuque de novo Sabrina.- ele abre a porta e saimos, já era tarde! Fazia um frio do caralho.-O que você quer dizer?-Aquele vaso não deveria nem ter passado pelos portões.- argumenta sério. -Porra! Isso não é nada bom.Caminhamos sobre os paralelepípedos até o portão, alguns dos seus homens conversavam seriamente e param ao notar sua presença.-Qual deles?Olho um por um com cautela em busca do rosto do homem demais cedo, algo me diz que não devo errar.-O que você vai fazer?-Diga, Sabrina.-Aquele.- aponto para o homem que aparentemente possui 40 anos, corte militar e usava terno.Aaron o olha sacando o revólver do cos rapidamente, o homem faz o mesmo mas Aaron atira primeiro, um tiro certeiro em meio a sua testa.Os seguranças se afastam do homem e olham incrédulos para Aaron.-Meu Deus...Ele se aproxima do homem abaixando ao seu lado, ele rasga o terno em duas partes do homem já sem vida e nega.-Escutas.- ele se levanta. -Livrem-se do corpo.- Aaron gritou autoritário.Caminhou em passos apressados em direção a mim, estava imóvel, o chefão notando isso voltou a segurar a minha mão puxando-me em direção a casa.Olho por cima do ombro observando os homens carregarem o corpo.-Ele não foi embora...-A troca de turnos...ainda não é a hora. Ninguém aqui tem permissão de sair fora do horário. Se ele saísse seria motivo para desconfiança.-Sua segurança foi burlada.- rir e Aaron me lança um olhar mortal por cima dos ombros. -Brincadeira.Mais se bem que é verdade.-Espere aqui.Dei de ombros e ele entrou, olha a aglomeração de homens e um deles me intriga, o mesmo homem que me carregou em seu ombro, me encrava sem pudor.Um calafrio percorre o meu e balanço a cabeça em negativa afastando os pensamentos desnecessário no momento.Viro-me bruscamente, meu corpo se choca com outro que possuí o triplo de músculos e um gemido escapa dos seus lábios.-Droga Aaron...-O que tanto olhava?- ele olha por cima de mim, vendo seu homens voltando em suas posições.-Nada...para onde vamos?-Mansão Duckworth! Eu não confio em mais ninguém aqui, com excessão da Mari.Ele segurava firmemente duas malas de mãos em cada lado do seu corpo.-Até a Clara Aaron? Poupe-me.Caminho em direção a uma ranger preta, aparentemente blindada.Ele destrava o carro com o controle e entro, espero ele guarda as malas e afivelo o cinto.-Você atirou sem hesitar.Aaron fechou a porta ao seu lado e afivelou o cinto.-Sigo os meus instintos de acordo com o que foi me ensinado.- ele me olha. -Sim tem certeza por que hesitar? Se eu demorasse mais um pouco ele meteria uma bala na minha testa e depois mataria você.-Entendo...-Na mansão Duckworth você estará segura.-Acha que pode ter mais pessoas infiltradas?Aaron liga o veículo esperando os homens abrirem o portão.-Só não podemos confiar em qualquer um, Becker.Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







