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Capítulo 24

last update publish date: 2024-08-24 04:53:30

Sabrina Becker.

-E eu achando que iria tirar férias.- Adam sussurra frustrado enquanto esfrega o rosto com as palmas das mãos.

Já era um pouco tarde da noite quando chegamos na mansão dos pais do Aaron, Melissa nos recebeu muito bem.

Estava até feliz por ter o filho de volta em casa.

Estávamos na sala discutindo sobre os últimos acontecimentos, Aaron já havia levado as malas para seu quarto, suponho.

-Mãe, Pode acompanhar Sabrina até o meu quarto?-

Melissa assentiu pondo-se de pé e faço o mesmo. -Me der apenas 10 minutos.

Concordei e segui Melissa escadaria acima, ainda escutava a voz temerosa do ser lá embaixo enquanto conversava com Adam.

-Isso está sendo difícil para ele.- Melissa diz a minha frente. -Sabemos dos riscos, essa vida não é fácil, tudo há consequência.

-Eu imagino, Mel.

Analiso alguns quadros pendurados na parede, um deles era um retrato de um garoto com aparentemente 14 anos.

-Ele sempre foi bonito.- ela diz orgulhosa. -Bom! Teve a quem puxar, afinal fui eu quem fiz.

-Adam também colaborou, com todo respeito.- ela ri e assentiu, tocou a fato com o dedo indicador e negou sutilmente.

-Nessa época Aaron era um verdadeiro pestinha, nas aulas de tiro jogava charme para cima das garotas.- ela rio. -Ele chegou a pegar a filha do chefe de segurança, deu um problema na época.

-Eu até imagino o chefe ameaçando ele.- assentiu.

-Vamos!

Voltamos a caminhar pelo extenso corredor, havia uma varanda que cortava a parede. Tinha um pequeno assento de madeira.

Passamos direto, finalmente paramos em frente à uma porta em tom marrom escuro com as iniciais cravadas em dourado.

A.L.

-Isso...

-Sim! É ouro, essa porta vale mais que meu celular.- resmungou incrédula. -Adam o mimava demais, eu era a mais rígida.

Ela abriu a porta me dando passagem.

O quarto era bem maior do que o da nossa casa, uma cama king com várias almofadas perfeitamente brancas, as paredes em tom azul marinho com alguns detalhes em brancos.

Há também uma escrivaninha com alguns livros em cima e uma cômoda ao lado da cama.

-Nada mal.

-Fique à vontade Sabrina, o banheiro está ali.- ela apontou para uma porta com as mesmas iniciais. -Com licença.

Ela se retirou fechando a porta com cuidado.

Me aproximo do da escrivaninha, escolho um livro a dedo e o pego.

-50 tons de cinza? Sério?

-É bem legal.- Ele diz e olhos. -Quando eu lia, agora não há mais graça.

-Nem eu curto Aaron.- rimos, ele se aproximou com as mãos nos bolsos. -Eu não tive um dia nada legal.- suspirou frustrado. -Vamos dormir sim?

Devolvi o livro para seu devido lugar, o acompanhei até a cama, também estava morta de sono.

Ele sacudiu os lençóis e deitou-se no lado esquerdo, me deitei ao seu lado um pouco afastada encarando o teto com revestimento de gesso.

Aaron se virou para mim com o cenho franzido, rodeou seu braço ao redor da minha cintura puxando-me para mais perto de si.

-Você tá de sacanagem né?- resmungo em protesto e ele riu fechando os olhos . -Com uma cama desse tamanho você quer dormir grudado em mim.

-Você me traz paz Sabrina.- disse sonolento. -Muita paz.

[...]

Sentir o peso aliviar ao redor da minha cintura ao mesmo tempo que ouvir um xingamento baixo.

O telefone tocou ao lado e Aaron atendeu, depois de alguns segundos ele se pôs de pé.

Escutei alguns murmuros  e a voz esteria do Gustavo no outro lado da linha.

Esse homem precisa de modos.

-Estou a caminho.- ouvir seus passos por trás de mim. -Bons sonhos gatinha.- ele beijou minha e alisou meu cabelo.

Seus passos novamente ecoaram pelo quarto depois o ruído da porta se fechando.

Finalmente abrir os olhos.

-Onde será que ele foi...

Me levantei calçando as sandálias, caminhei até a varanda e abri as cortinas.

Vi o seu carro saindo acompanhado de mais 4 veículos.

Havia perdido o sono, fiquei ali parada por uns 20 minutos observando a lua cheia e um céu sem estrelas.

Bufei já impaciente, fui em direção à porta abrindo silenciosamente.

Caminhei pelo corredor meio escuro, era somente iluminado pela varanda que tinha ali.

Desci as escadas as escadas apoiando-me no corrimão, ouvir o murmurar no escritório que estava com a porta entreaberta.

Desci os degraus por completo, virei-me em direção ao escritório e segui as vozes.

Abro a porta com cautela, curiosa? Talvez...

Arregalo os olhos surpresa, tem como esse dia piorar?

-Elisa!

Elisa apontava uma glock em direção a Adam que bebia seu Whisky tranquilamente, sem perder o sorriso de canto.

-Pode isso Sabrina?- bebi mais um gole. -A minha própria filha apontando uma arma para o seu próprio pai.

-Cala a boca!- ela rosnou engatilhando a arma. -Você não é meu pai, é apenas uma bandido igual ao seu filho.

-Não há nada que prove que sou um "bandido" Elisa.- bebe mais um gole tranquilamente. -Se poder comprovar ao contrário sou todo ouvidos.

-Malditos corruptos.- ela abaixa a arma. -Diga a verdade para ela, Adam.

Adam terminou sua bebida encarando Elisa a sua frente.

-Vocês querem saber a verdade?- Elisa fez um sinal com queixo para que ele prosseguisse. -Esse dia chegaria mais cedo ou mais tarde...

-Sem preliminares, Adam.

O homem bufou e continuou.

-Nem sempre meu casamento com Melissa foi às mil maravilhas, tivemos problemas.- ele me olha. -Como você e o Aaron. Eu já tinha o meu filho, viajava com frequência para os Estados Unidos e em uma dessas viagens eu me relacionei com uma pessoa.

-Por essa eu já esperava...

-Ela escondeu a gravidez, por tanto a gente continuou a se relacionar quando eu soube da existência do garoto ela já estava grávida da Elisa.

Elisa negou incrédula, me mantive quieta, apenas ouvindo.

-Continue Adam.

-Meu relacionamento com Melissa estava melhorando aos poucos, decidi me afastar da América. Mas nunca deixei aquela mulher desamparada, comprei uma grande casa e todo mês depositava uma grande quantia em sua conta.- suspirou. -Ela infelizmente se meteu em problemas e acabou morta.

-Você a matou?

Ele negou.

-Não teria essa coragem, não poderia trazer vocês para Alemanha, então os deixei com um casal de amigos que os criaram e são o que são hoje.

-Que história...- sussurrei incrédula.

Adam se pôs de pé e Elisa guardou a pistola no cós.

-Elisa...Você se parece muito com sua mãe.

-Cala boca Adam! Espero que esteja feliz com sua vidinha "perfeita"

Gustavo Duckworth.

-Fala.

O homem negou já quase inconsciente pela surra que Aaron o deu, o coitado serviu como saco de pancada.

Olho para o saco de pipoca em minhas mãos e bufo ao notar que havia acabado.

-Preciso demais pipoca.- sussurro para Diogo rir ao meu lado.

-Boa sorte para achar pipoca em meio ao mato.

Volto o olhar para meu querido primo que socava a barriga dó homem preso a uma cadeira amarrado por cordas.

A algumas horas atrás havia recebido uma mensagem anônima em meu celular, com um endereço e imagem de vídeo que supostamente era a imagem verdadeira das câmeras.

A imagem mostrava o homem abaixado ao lado do corro que foi explodido, ele pôs algo embaixo e saiu tranquilamente.

-Você irá morrer de qualquer jeito só por ter ousado tentando matar a minha mulher.- Aaron rosnou furioso encarando os olhos já inchados.

-Sua mulher, ainda bem que ela não morreu...-O homem riu irônico. -Ela é bonita, se eu fosse você tomaria cuidado.

Aaron desferiu um soco com raiva no rosto do homem que o fez virar a cara, ele riu irônico voltando o olhar para Aaron.

Seu rosto já estava completamente desformando de tanto apanhar.

-Não ouse falar da minha mulher nos seus últimos minutos de vida seu filho da puta.

-Todos sabemos que Sabrina Becker é o seu mais novo ponto fraco senhor Duckworth.- diz com dificuldade. - "Verrate niemals die familie"

Oh! Merda.

"Nunca traia a família"

Aaron saca pistola atirando na garganta do homem que tomba para trás já morto.

Aaron guarda a arma e caminha rápido em nossa direção guardando o glock no cós.

Pena que minha pipoca acabou.

-Temos um traidor.

Oh! Claro que temos.

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