Mag-log inO apartamento de Hellen cheirava a alho dourado, ervas frescas e antecipação. As luzes da cozinha estavam baixas — apenas a luminária pendente sobre a ilha de granito e duas velas grossas em castiçais de ferro negro. A mesa já estava posta para uma pessoa só: prato fundo, talheres de prata, taça de vinho tinto, guardanapo dobrado com precisão. Hellen havia escolhido tudo com cuidado. Aquela noite não era sobre jantar romântico. Era sobre serviço. Formal. Total.Jaston chegou às 19:55, pontual como sempre. Vestia calça jeans escura e camiseta preta simples — roupas que seriam removidas em segundos. Hellen abriu a porta usando um robe de seda vermelho escuro, curto o suficiente para mostrar as coxas, o cinto frouxo revelando o vale entre os seios. Nos pés, chinelos de cetim preto. Nos olhos, comando absoluto.— Entre — disse ela, sem beijo de boas-vindas. Apenas um aceno de cabeça. — Tire tudo. Aqui mesmo.Jaston obedeceu. Sapatos na entrada. Meias. Camiseta puxada pela cabeça. Calça e
A luz da tarde entrava pelas janelas altas do apartamento de Hellen, filtrada por cortinas de linho bege que suavizavam o sol mineiro de fim de verão. O quarto estava arrumado pela primeira vez em dias — lençóis limpos, cheiro de lavanda misturado ao perfume amadeirado dele que ainda pairava no ar. Na cama king size, duas almofadas grandes encostadas na cabeceira, um bloco de papel A4 branco e uma caneta preta de ponta fina. Ao lado, duas taças de vinho tinto pela metade e um prato com uvas pretas quase intocado.Hellen estava sentada de pernas cruzadas, vestindo apenas uma camisa social dele — branca, mangas dobradas até os cotovelos, os três primeiros botões abertos deixando à mostra o vale entre os seios. Jaston estava deitado de lado, nu, a cabeça apoiada na coxa dela. O pau dele repousava semi-ereto contra a barriga, como se soubesse que a conversa ia esquentar.Ela pegou o bloco e a caneta, rabiscou o título na primeira linha com letra firme e elegante:Limites, Regras e Fomes –
A noite anterior havia deixado Jaston com o corpo pesado de prazer e a mente leve de promessas. Ele acordou cedo, o alarme tocando às seis em ponto, e o primeiro gesto foi levar a mão ao pescoço. Ali, logo abaixo da linha da mandíbula, a pele estava sensível, arroxeada em um círculo perfeito do tamanho de uma moeda. O chupão que Hellen havia feito na madrugada — mordendo, sugando, lambendo devagar enquanto sussurrava “isso fica aí até eu mandar tirar” — era impossível de esconder sem gola alta. E ela havia sido clara: nada de gola alta. Ele deveria exibir. Jaston parou diante do espelho do banheiro, a toalha na cintura, e olhou para a marca. Vermelha no centro, roxa nas bordas, inconfundível. Um selo temporário de posse. Ele sentiu o pau dar um leve pulso só de lembrar a boca dela ali, os dentes cravando de leve, a língua traçando círculos até ele gemer alto demais. Hellen havia rido contra a pele dele, depois sussurrado: “Amanhã você vai trabalhar com isso. Todo mundo vai ver. E voc
A tarde estava quente demais para Minas Gerais em fevereiro, o ar parado e úmido grudando na pele como uma segunda camada. Hellen dirigia com uma mão no volante e a outra tamborilando no câmbio, o vestido leve de algodão florido subindo pelas coxas toda vez que mudava de marcha. O rádio tocava baixo, uma música antiga de MPB que ela mal ouvia. Sua mente estava em outro lugar: no bar da noite anterior, na imagem de Jaston inclinado sobre o balcão, rindo para uma morena de cabelos cacheados e batom vermelho que tocava o braço dele como se já tivesse direito.Ela não havia dito nada na hora. Apenas terminou o drink, deixou dinheiro na mesa e saiu. Mas a imagem ficou queimando no fundo da mente, um ciúme cru e inesperado que a pegou de surpresa. Hellen não era ciumenta. Ou pelo menos nunca tinha sido. Até Jaston.O celular vibrou no suporte. Mensagem dele.“Já saiu do trabalho?”Ela digitou rápido, sem parar o carro.“Indo pro estacionamento subterrâneo. 5 minutos.”“Estou esperando.”Hel
A noite caiu pesada sobre o apartamento de Jaston, mas o ar dentro dele estava leve, carregado de expectativa. As luzes estavam baixas — apenas duas luminárias de canto emitiam um brilho âmbar suave, suficiente para desenhar sombras longas nos móveis e nos corpos. Hellen havia chegado cedo, trazendo uma bolsa pequena de couro preto que Jaston reconheceu imediatamente como a mesma que continha as algemas e a venda. Ele não perguntou o que mais havia lá dentro. Não precisava. O olhar dela já dizia tudo.Ela entrou sem dizer uma palavra. Apenas fechou a porta atrás de si, tirou os sapatos com um gesto lento e deliberado, e caminhou até o centro da sala. Vestia uma blusa de seda preta solta, sem sutiã — os mamilos endurecidos marcavam o tecido fino —, e uma saia lápis justa que terminava logo acima dos joelhos. Os cabelos soltos caíam em ondas escuras sobre os ombros. Jaston estava de pé perto do sofá, só de calça jeans e camisa aberta. Ele sentiu o pulso acelerar só de vê-la assim: calma
O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, o tipo de luz que a tarde de outono filtrava pelas cortinas finas de linho. O sol já havia passado do zênite, mas ainda insistia em entrar, pintando listras douradas no chão de madeira e nos lençóis amarrotados. O ar carregava o cheiro residual de tudo o que havia acontecido ali: suor fresco, sexo intenso, o leve almíscar da pele aquecida, um resquício de café frio na cozinha distante. As respirações, antes descompassadas e urgentes, agora se acalmavam em um ritmo compartilhado, quase sincronizado.Hellen estava deitada de lado, o corpo colado às costas de Jaston. Uma perna dela entrelaçada nas dele, o braço envolvendo a cintura dele como se quisesse impedir que ele evaporasse. A pele dos dois ainda estava quente, úmida em alguns pontos, marcada por impressões vermelhas que desapareceriam em poucas horas — mas que, naquele instante, pareciam tatuagens temporárias de posse mútua. Jaston segurava a mão dela contra o próprio peito, os ded
O táxi parou em frente à casa que Alyssa não via há anos. O portão de ferro batido estava levemente enferrujado, e o jardim, outrora impecável, agora mostrava sinais de abandono. Ela respirou fundo, sentindo o peso da mala nas mãos e o peso ainda maior no peito.— Está tudo pago — murmurou ao motor
O quarto estava mergulhado em meia-luz, os contornos do corpo de Ricardo se desenhavam sobre os lençóis desalinhados. O ventilador girava preguiçoso no teto, lançando uma brisa morna que pouco ajudava contra o calor dos corpos. Marina estava de pé aos pés da cama, nua, o cabelo ainda úmido do banho
O vapor do banho ainda envolvia o corpo de Marina quando ela saiu do box, as gotas escorrendo por sua pele cor de mel. A toalha branca, pequena demais para cobri-la decentemente, mal conseguia envolver seu torso. Ela se secou com movimentos lentos, deliberados, sabendo que o som da água parando cer
A chuva batia contra as janelas da sala como tambores anunciando o que estava por vir. Marina se aconchegou no sofá, seus pés descalços encolhidos sob o shorts de seda que subia a cada movimento. O filme na TV era apenas ruído de fundo — ela escolhera aquela comédia romântica clichê de propósito, s







