로그인Os dois se encararam. Por trás da aparente calma, havia uma disputa silenciosa.Rafael apertou a mão de Marcelo, fazendo um pouco mais de força do que o necessário.— Prazer. Sou Rafael.O cumprimento foi breve e firme. Nenhum dos dois deixou de perceber a hostilidade do outro.Rafael voltou a observar a mão de Beatriz no braço de Marcelo, tentando entender o que existia entre eles.— Marcelo! Beatriz!A voz de Isadora interrompeu o confronto.Ela correu até os dois e se agarrou ao outro braço de Beatriz, quebrando a tensão.Dentro do salão, os convidados conversavam com taças nas mãos. De vez em quando, alguém se aproximava de Marcelo ou Rafael para cumprimentar e brindar.O Sr. Cardoso veio acompanhado de várias pessoas.Como representava a família, Marcelo precisava ir até ele.— Pode ir, Marcelo. Vou comer alguma coisa com Beatriz.Isadora não tinha paciência para aquelas formalidades e levou Beatriz para a área de sobremesas.Rafael acompanhou as duas com os olhos. Depois observ
Isadora desligou e telefonou imediatamente para Marcelo.— Beatriz também quer ir ao jantar da família Cardoso. Aceitou acompanhar você. Vai querer ir?No escritório, Marcelo lia um processo. Sua mão parou sobre a caneta.Tinha recusado o convite alegando falta de tempo. Mas, se Beatriz iria...— Vou.A resposta foi breve. Seu olhar ficou profundo e indecifrável.Não queria imaginar Beatriz entrando naquela festa de braço dado com outro enquanto ele não estivesse lá.Isadora ligou de volta, empolgada:— Marcelo aceitou! Vai buscar você na sexta, no horário certinho!Beatriz estava preocupada com a possibilidade de precisar ir sozinha, caso ele não comparecesse. Não esperava resolver aquilo tão depressa.— Agradeça a ele por mim. Ah, você ainda tem aquele carro que vive dando problema?— Está na garagem, juntando poeira. Ia mandar para o ferro-velho. Por quê?— Quero dar um belo presente à família Ferreira.......Na sexta à noite, Beatriz não exagerou na produção.Escolheu um vestido
Regina começou a ir à academia todos os dias, quase como se fosse um vício.Na companhia de Celso, tão jovem e forte, parecia revigorada, como se tivesse rejuvenescido dez anos.Naquela noite, mal tinha se deitado quando Murilo se aproximou.Ele puxou sua roupa com brutalidade, exalando mau hálito pela boca cheia de dentes amarelados.Ao ver a pele flácida e a barriga grande e gordurosa, Regina sentiu uma repulsa física. Empurrou Murilo imediatamente.— Não encosta em mim! Você não dura nem um minuto! Me deixa em paz!Deu um chute nele, tirando Murilo da cama, e expulsou ele do quarto junto com o travesseiro.Do lado de fora, Murilo ficou lívido de raiva e revirou os olhos para a porta fechada.— Acha que ainda é jovem e bonita? Na sua idade, devia agradecer por eu ainda querer você! Tem um monte de mulher mais nova querendo ir pra cama comigo!Regina voltou a se deitar.Fechou os olhos, e o rosto bonito de Celso surgiu em sua mente, junto com o sorriso sedutor e os músculos cheios de
Murilo soltou um resmungo e não insistiu.Regina atravessou a sala com as sacolas e olhou para ele, largado no sofá.O cabelo ralo, a barriga enorme, os dentes amarelados que apareciam a cada gole de café, os barulhos que fazia com a boca o tempo todo... Quanto mais olhava para ele, mais nojo sentia.Afastou os pensamentos e entrou na cozinha.Enquanto preparava a comida, as cenas da academia voltaram sem querer.O peito firme de Celso roçando em suas costas, a voz baixa junto ao ouvido, aqueles músculos impressionantes...Regina se distraiu cada vez mais. Só percebeu que a comida tinha queimado quando sentiu o cheiro.Enquanto isso, na NovaCura Biotecnologia, Beatriz almoçava com Rodrigo no refeitório dos funcionários.Conversavam sobre situações divertidas do trabalho, num clima descontraído.O celular de Beatriz acendeu sobre a mesa. Era uma mensagem de Celso.[Ela mordeu a isca.]Um brilho frio passou pelos olhos dela.Se a lei não conseguia punir Regina e Murilo e Gabriel fazia qu
Regina estava perto dos cinquenta anos e levava uma vida confortável. Não se interessava por propaganda na rua e já levantava a mão para recusar.Mas o rapaz sabia agradar. Olhou para ela com uma expressão sincera.— Você chama atenção, viu, linda? Dá pra ver que tem um corpo bonito. Com um pouco de treino, suas curvas vão ficar ainda mais bonitas. Vai deixar muita mulher mais nova no chinelo!O elogio mexeu com Regina. Por um instante, ela se deixou encantar.Ergueu o rosto para observar melhor.Ele tinha vinte e poucos anos e era impressionantemente bonito. O sorriso nos olhos parecia prender quem olhasse.A camiseta justa de treino realçava o peito cheio e os braços fortes. Tudo nele transmitia juventude e vigor.Regina sentiu o coração falhar uma batida. Uma vaidade e um desejo que não experimentava havia muito tempo começaram a despertar.Nunca um rapaz tão bonito tinha elogiado ela de maneira tão direta.Sua voz ficou mais suave:— É de graça mesmo?Percebendo a mudança, ele se
Quando Beatriz saiu da sala de reuniões, Lívia foi até ela.— Dá uma olhada no celular. Será que alguém está precisando falar com você? Passei pelo seu escritório e ouvi várias notificações. Chegaram mais de dez mensagens. Pode ser alguma urgência.Beatriz ficou apreensiva e voltou depressa para o escritório.Mas sua expressão se fechou quando pegou o aparelho e viu quem tinha mandado as mensagens.Eram todas de Gabriel.Ao abrir a conversa, encontrou uma sequência de comprovantes de transferência. Os valores eram iguais, como se ele pretendesse provar seu amor daquela forma.Beatriz respirou fundo e conteve a vontade de bloquear Gabriel outra vez.Aquilo era ridículo.Esboçou um sorriso sem humor. Não sentia gratidão nem estava comovida, apenas incomodada.Será que ele achava mesmo que tantas transferências provariam sua sinceridade? Que ela ficaria feliz a ponto de aceitar um recomeço?Beatriz manteve o dedo pressionado sobre a foto do contato e silenciou a conversa. Pelo menos não







