Luiza era médica, isso ninguém discutia, mas ela quase nunca gastava energia cuidando de si mesma.Ela, quando começava a orientar paciente, vinha com todo um discurso organizado, cheia de regra e restrição. Mas, na própria vida, se alguma coisa fosse gostosa, ela comia: doce, gelado, pimenta, fritura, gordura… O cardápio era sempre esse. Que o estômago dela vivesse reclamando, no fundo, era até lógico.Mesmo assim, Ethan ainda sentia que tinha algo ali que não batia: — Tem certeza que é só o estômago irritado?— Podia ser o quê mais? — Luiza respondeu como se não fosse nada demais. — Não é possível que seja nenhuma doença séria. Eu sei exatamente como o meu corpo está.— Então tá bom.Ethan não conseguiu, de fato, ficar completamente tranquilo. Depois do jantar, ele achou que não tinha mais desculpa pra se alongar e se levantou para ir embora.Luiza foi com ele até a porta e aproveitou para chamar Odin: — Odin, vamos. A gente vai descer pra passear.Odin deu um pulo do sofá, sacud
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