Thiago soltou um riso frio enquanto caminhava em direção à cozinha:— Se tem medo de ser mal-interpretada, então é simples: da próxima vez, não venha.Eu fechei a boca sem dizer mais nada. No final das contas, quando Thiago estava de mau humor, qualquer coisa que eu dissesse acabava sendo errada.Até a hora do almoço, permaneci em silêncio.Thiago, por outro lado, parecia indiferente. Apenas de vez em quando ele colocava algo no prato da Rafaela, pedindo que ela comesse mais.Rafaela, alheia à tensão que pairava entre nós dois, de repente comentou:— Tio Thiago, eu percebi uma coisa.— O quê? — Ele perguntou, olhando para ela com um leve interesse.Rafaela sorriu com um ar travesso:— Só consigo comer comida feita por você quando a tia Débora está aqui.Minha mão, que segurava o garfo e a faca, parou no meio do movimento. Meu coração ficou uma bagunça.Eu queria esclarecer tudo, acabar de vez com esse clima estranho, mas ao mesmo tempo tinha medo. Medo de que, uma vez quebrado o silênc
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