Sob o olhar coercitivo e gelado de Nathan, Susana acabou cedendo. Em voz baixa, dirigiu-se a Bianca e murmurou um "sinto muito".Naquele instante, sentiu como se tivesse depositado o último fragmento de sua dignidade no chão para ser pisoteado. Não disse mais nada. Virou as costas e saiu, rumando direto para o aeroporto.Dessa vez, a partida era definitiva.Quando o avião tocou o solo de Sulmar, o céu começava a clarear, pintado de tons pastéis. O vidro do saguão de desembarque refletia sua silhueta exausta enquanto ela empurrava o carrinho de bagagem. Antes mesmo de cruzar a porta automática, avistou duas figuras familiares que fizeram seu coração disparar.Sua mãe, Renata, segurava um buquê volumoso de lírios brancos e lisianthus lilases, enquanto seu pai, Felipe, esticava o pescoço, ansioso, vasculhando a multidão.No momento em que seus olhares se cruzaram, a represa de calma que Susana tentara manter se rompeu. As lágrimas brotaram sem aviso. Ela largou o carrinho e correu, jogand
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